O que o agronegócio necessita e espera do novo governo
Entidades
representativas do agronegócio, como a Confederação da Agricultura e Pecuária
(CNA) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil),
defendem que para o crescimento do setor agropecuário, o governo do presidente
Jair Bolsonaro terá de aprovar as reformas tributária e da Previdência Social,
melhorar o sistema de transporte, garantir a segurança no campo, fazer acordos
comerciais com novos mercados e desburocratizar o financiamento da produção, entre
outras medidas.
Conforme
dirigentes das entidades, para começar, o sistema tributário modernizado
garantirá maior competitividade ao setor agropecuário.
Na
questão da sucateada infraestrutura de transporte, as reivindicações são de
novos investimentos na integração de rodovias, ferrovias, hidrovias e portos,
visando o escoamento da produção e o aumento da competitividade do agronegócio
brasileiro.
A
Aprosoja Brasil representa produtores de 16 estados e é associada à CNA, que
reúne 1.949 sindicatos de produtores rurais de todo o País, e do Instituto
Pensar Agro (IPA), que acompanha o trabalho de Frente Parlamentar de
Agricultura, do Congresso Nacional.
Ainda
em agosto de 2018, a CNA lançou o documento "O Futuro é Agro 2018-
2030", apontando gargalos e soluções possíveis para dificuldades da
agropecuária brasileira.
O
documento com 140 páginas, foi elaborado pelo Conselho do Agro, composto por 15
entidades do setor, em parceria com instituições acadêmicas, Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e União da Indústria de Cana de
Açúcar (Unica).
Em
verdadeira radiografia da agropecuária, foram definidos 10 temas prioritários,
como a macroeconomia e seus desafios, aperfeiçoamento e modernização da
política agrícola, agro nacional no mercado externo, sustentabilidade de sistemas de produção e
logística de transporte, com a otimização do escoamento da produção nos
próximos 10 anos e apontamento de 34 obras essenciais em rodovias, ferrovias,
hidrovias e portos.
Na
questão da segurança jurídica, o documento propõe a coibição de invasões às
propriedades privadas, criação de marco regulatório das reintegrações de posse
e adoção de política de combate à criminalidade no campo.
Quanto
ao comércio exterior, o setor solicita a diversificação da pauta exportadora,
inclusão de pequenos e médios produtores no processo de exportação e conclusão
de acordos comerciais em negociação com Coréia do Sul, México, Canadá e outros
mercados, garantindo a promoção da competitividade da agropecuária
brasileira.
Segundo
as entidades, se essa agenda moderna, sustentável e de livre mercado, sem
tabelamento de preços, for adotada, o País irá ampliar em 33% a produção
agrícola até 2030.
Para
isso, no entanto, o Brasil terá de mostrar qualidade e sustentabilidade de seus
produtos, competindo em condições de igualdade com outros exportadores, muitos
dos quais sem tarifação.
Outras
solicitações são a desburocratização e respeito às leis, devidamente
simplificadas, pois quando o governo dificulta as operações, facilita propinas
e corrupção.
Exemplo
disso está na legislação ambiental, pois se diz que o produtor desmata , quando
acontece o contrário, pois ele preserva o meio ambiente, até por depender do
clima estável.
Tanto
que dos 66% do território brasileiro com vegetação original preservada, 25%
estão em propriedades rurais, em áreas mantidas e cuidadas pelos produtores
rurais.
*O autor é deputado federal pelo Paraná. E-mail:
dilceusperafico@camara.leg.br
Viver News – Wanderley Graeff
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