Projeto de Schiavinato quer destravar obras públicas judicializadas


Estreante no Congresso Nacional, o deputado paranaense José Carlos Schiavinato (Progressistas) protocolou seu primeiro projeto de lei na Câmara dos Deputados. Trata-se do PL 720/2019. A proposta é acrescenta ao art. 1.048 da Lei 13.105 de 2015 a prioridade de tramitação os procedimentos judiciais contra administração pública direta e indireta, quando tratar-se de procedimento de licitação para execução de obras e serviços de engenharia.
Segundo
o autor da proposição, tornou-se muito comum a utilização dos meios judiciais
nos certames, “pois a facilidade com que se obtém uma liminar para suspender o
processo de licitação é tão grande que isso se transformou numa forma de
pressionar o órgão licitante e os outros concorrentes para a obtenção de
vantagens econômicas”. O poder judiciário com sua habitual morosidade contribui
bastante para a deterioração do processo.
As
ações judiciais embargando licitações estão paralisando o Estado, que não
consegue aplicar os recursos existentes, deixando a sociedade sem as obras
necessárias e os fundos disponíveis parados, enquanto as empresas e entidades
ligadas à construção criticam a falta de investimentos.
“Como
engenheiro civil e ex-gestor municipal vejo muita dificuldade para se tocar
algumas obras públicas devido à burocratização do processo licitatório. Muitas
vezes a população não sabe o por quê uma obra não anda. O que acontece é a
judicialização desse processo, onde as empresas concorrentes entram na justiça,
prejudicando toda a sociedade que espera por aquele investimento público”,
explica o ex-prefeito de Toledo no Paraná.
Para
o parlamentar a medida ajudaria a destravar a máquina pública. “Muitas vezes as
administrações públicas, seja ela direta ou indireta, possuem vontade política
de executar obras públicas, mas esbarram em alguns procedimentos que travam o processo
de licitação por decisão judicial, em razão que uma das partes no processo se
sente prejudicada. A ideia não é que as contestações não sejam julgadas, mas se
que se façam com maior celeridade”, conclui.
Como
deputado estadual do Paraná, Schiavinato apresentou 200 proposições, sendo que
36 tornaram-se leis.









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