18/03/2019

Especialista alerta sobre nova malha SPED



Bruno: Nível de exigência é maior e deverá crescer

“A tônica hoje do trabalho é trazer uma fiscalização de alta performance de tal maneira que cria-se este banco de dados, permitindo uma análise não pontual, mas de alta abrangência e pegando vários contribuintes e daí o medo das novas declarações”. A análise é do especialista Bruno Fialek, que esteve em Toledo ministrando um curso – organizado pelo Sescap-PR – sobre a Malha do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED).
No evento, realizado no Auditório da Acit, Bruno lembrou que a Malha SPED pode ser definida como uma teia que a Receita Federal cria juntando informações numa base de dados e, com o passar do tempo, foi preparando filtros para a análise destas informações através do cruzamento de dados. “A Receita veio aprimorando mecanismos através de novos sistemas”, aponta o especialista. Para ele, o e-Social tem sido uma preocupação dos empresários e contabilistas há bastante tempo porque o nível de exigência é maior e deverá crescer com a entrada de novos módulos, como o de segurança do trabalho por exemplo.
Mas há outros dois pontos que fecham essa malha: a EFDInf e ainda a DCTFWeb, “que vão trabalhar em conjunto para a amarração do processo, por isso é fundamental dominar e prestar as informações requeridas”.

PRAZOS
Bruno Fialek cita ainda que algumas prorrogações aconteceram em função da necessidade de estabilização do próprio sistema da Receita, entretanto, segundo ele o momento é outro e as plataformas já estão estáveis, tanto que o primeiro grupo de empresas já está no fluxo de envio de dados e as do segundo grupo – que atuam com lucro real e lucro presumido – deverão em abril ou maio entrar na terceira etapa. “Hoje confiar numa postergação não é seguro”.
Fialek ressalta a necessidade dos empresários e contabilistas estarem preparados para este novo momento. “Não adianta pensar em implementar essas novas ferramentas de trabalho, que são as novas declarações, em cima da hora”, diz, acrescentando a exigência de um maior preparo por um fator: uma mudança cultural. “É preciso entender que as declarações exigem informações de mais qualidade e trabalhar de uma maneira conservadora, não deixando como o brasileiro faz, para a última hora”, finaliza.
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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