Governo encaminha projeto de autonomia do Banco Central
“A
independência do BC é uma ferramenta muito importante usada pelas principais
nações para dar tranquilidade a esse fundamental setor, que é a economia, que
mexe com a vida de todos nós”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx
Lorenzoni.
Autonomia
De
acordo com o Palácio do Planalto, o processo de estabilização econômica,
iniciado em 1994 com o Plano Real, demonstra os benefícios decorrentes da
estabilidade monetária e redução dos juros. Para o governo, tudo isso fornece
as bases para o aumento da produtividade, da eficiência na economia e, em
última instância, do crescimento sustentável.
“Para
assegurar que o Banco Central continue desempenhando esse papel de maneira
robusta e com segurança jurídica, mostra-se necessário consagrar em lei a
situação de fato hoje existente, na qual a autoridade monetária goza de
autonomia operacional e técnica para cumprir as metas de inflação definidas
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)”, diz o documento que justifica o
projeto.
Alinhamento
A
autonomia do Banco Central já era matéria de projeto no Congresso Nacional. A
expectativa é que os projetos existentes na Câmara sejam apensados para
agilizar a tramitação da nova medida apresentada hoje.
Onyx
explicou que, sendo enviado pelo Executivo, o projeto garante a
constitucionalidade e previne questionamentos jurídicos ao corrigir o vício de
iniciativa, já que a transformação da estrutura do governo federal é privativa
do presidente da República.
De
acordo com Onyx, os projetos são semelhantes e houve o cuidado do governo em
formular uma proposta que se alinhasse aos termos apresentados anteriormente
pelo presidente da Câmara. “Interessa ao Parlamento e ao país que a gente tenha
um guardião da moeda, um guardião da economia brasileira que proteja,
independente de quem está no governo, a moeda brasileira”, disse Onyx.
A
autonomia do Banco Central é garantida com a perda do status de ministro do
presidente do BC e mandato fixo para o presidente e diretores da instituição,
não coincidente com o mandato do presidente da República. Pela singularidade do
Banco Central, no projeto, algumas garantias são conferidas aos seus
dirigentes, como mandato de quatro anos, com possibilidade de recondução por
mais quatro, e proteção jurídica conferida para que se dê de fato a autonomia
que garanta a integridade da instituição. (Andreia
Verdélio, Ana Cristina Campo e Pedro Peduzzi – Agência Brasil)
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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