Secretaria da Educação alerta sobre a “boneca momo”
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Antes
de trazer medo e preocupação aos pais das crianças através de redes sociais, a
“Momo” como é conhecida na internet, era apenas mais uma escultura de silicone
do artista japonês Keisuke Aiso, exibida numa exposição no Vanilla Gallery, em
Tóquio, capital do Japão, em 2016.
No
entanto, a imagem da escultura "mulher-pássaro", de aparência
assustadora, com olhos arregalados, cabelos pretos e pés de ave foi utilizada
para incitar a violência, como a automutilação e suicídio em vídeos voltados ao
público infanto-juvenil no YouTube. Anteriormente, os relatos eram de mensagens
de terror e intimidação pelo Whatsapp. Contudo, a incitação ao terror não é
algo novo, observa-se na atualidade que a disseminação deste tipo de conteúdo tem
sido mais abrangente pelo uso da tecnologia. A preocupação chegou a Secretaria
da Educação que reforça a atenção dos pais.
Nesta
situação, a criança pode se tornar alvo devido a sua vulnerabilidade, que pode
estar associada ao medo e também a imaturidade. A criança pode ser chantageada,
ou ainda, por conta de sua curiosidade e necessidade de se sentir pertencente a
um grupo, pode ser influenciada pelo conteúdo a que está exposta, por não
conseguir separar a fantasia da realidade.
Orienta-se
aos pais que busquem sempre conversar com os filhos, mas não somente diante de
um conteúdo que esteja repercutindo nas mídias, mas sim por meio do trabalho
preventivo. O discurso deve se fundamentar no intuito de proteção da criança e
não de traumatizá-la, sendo assim, é preciso que os pais estejam dispostos não
somente a falar, mas, sobretudo, ouvir.
“Afinal,
a partir do momento que se tem consciência dos interesses da criança é que será
possível orientá-la. Buscar saber se a criança já ouviu falar sobre o assunto,
dando a chance de resposta a ela, fazendo com que se sinta incluída na
conversa”, explicam as psicólogas da SMED, Ana Claudia Roos Souza e Janaína
Mery Gomes Formighieri.
Fatores que favorecem
riscos
*
Falta de trabalho preventivo de orientação familiar com a criança quanto aos
perigos que a internet pode oferecer;
*
Falta de supervisão e monitoramento dos pais/responsáveis quanto ao tempo e
tipo de acesso durante o uso de aparelhos tecnológicos;
*
Falta de diálogo durante uma ocorrência, desqualificando os
comportamentos/sentimentos da criança diante do fato ou evitando falar sobre o
assunto;
*
Permitir ou não ter conhecimento de que pessoas desconhecidas ou público em
geral estão adicionando a criança ou ainda tendo acesso a suas publicações e
informações pessoais.
Como proteger os
filhos?
*
Estar alerta quanto às mudanças de comportamento da criança;
*
Manter os computadores e os dispositivos móveis em locais seguros, e ao alcance
do acompanhamento de um adulto e estabelecer limite sobre o tempo de duração de
uso diário;
*
Permitir somente o acesso a conteúdos conforme a classificação de acordo com
idade e compreensão de seus filhos;
*
Conversar sobre valores familiares e construir uma relação de confiança, afinal
os cuidados dos pais prezam pela proteção da criança e não da invasão de
privacidade;
*
Quando a criança estiver em situação de risco ou sentir-se insegura, ouça o seu
relato e a oriente sem julgamentos.
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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