09/04/2019

Secretaria da Educação alerta sobre a “boneca momo”


Antes de trazer medo e preocupação aos pais das crianças através de redes sociais, a “Momo” como é conhecida na internet, era apenas mais uma escultura de silicone do artista japonês Keisuke Aiso, exibida numa exposição no Vanilla Gallery, em Tóquio, capital do Japão, em 2016.
No entanto, a imagem da escultura "mulher-pássaro", de aparência assustadora, com olhos arregalados, cabelos pretos e pés de ave foi utilizada para incitar a violência, como a automutilação e suicídio em vídeos voltados ao público infanto-juvenil no YouTube. Anteriormente, os relatos eram de mensagens de terror e intimidação pelo Whatsapp. Contudo, a incitação ao terror não é algo novo, observa-se na atualidade que a disseminação deste tipo de conteúdo tem sido mais abrangente pelo uso da tecnologia. A preocupação chegou a Secretaria da Educação que reforça a atenção dos pais.
Nesta situação, a criança pode se tornar alvo devido a sua vulnerabilidade, que pode estar associada ao medo e também a imaturidade. A criança pode ser chantageada, ou ainda, por conta de sua curiosidade e necessidade de se sentir pertencente a um grupo, pode ser influenciada pelo conteúdo a que está exposta, por não conseguir separar a fantasia da realidade.
Orienta-se aos pais que busquem sempre conversar com os filhos, mas não somente diante de um conteúdo que esteja repercutindo nas mídias, mas sim por meio do trabalho preventivo. O discurso deve se fundamentar no intuito de proteção da criança e não de traumatizá-la, sendo assim, é preciso que os pais estejam dispostos não somente a falar, mas, sobretudo, ouvir.
“Afinal, a partir do momento que se tem consciência dos interesses da criança é que será possível orientá-la. Buscar saber se a criança já ouviu falar sobre o assunto, dando a chance de resposta a ela, fazendo com que se sinta incluída na conversa”, explicam as psicólogas da SMED, Ana Claudia Roos Souza e Janaína Mery Gomes Formighieri.
Fatores que favorecem riscos
* Falta de trabalho preventivo de orientação familiar com a criança quanto aos perigos que a internet pode oferecer;
* Falta de supervisão e monitoramento dos pais/responsáveis quanto ao tempo e tipo de acesso durante o uso de aparelhos tecnológicos;
* Falta de diálogo durante uma ocorrência, desqualificando os comportamentos/sentimentos da criança diante do fato ou evitando falar sobre o assunto;
* Permitir ou não ter conhecimento de que pessoas desconhecidas ou público em geral estão adicionando a criança ou ainda tendo acesso a suas publicações e informações pessoais.
Como proteger os filhos?
* Estar alerta quanto às mudanças de comportamento da criança;
* Manter os computadores e os dispositivos móveis em locais seguros, e ao alcance do acompanhamento de um adulto e estabelecer limite sobre o tempo de duração de uso diário;
* Permitir somente o acesso a conteúdos conforme a classificação de acordo com idade e compreensão de seus filhos;
* Conversar sobre valores familiares e construir uma relação de confiança, afinal os cuidados dos pais prezam pela proteção da criança e não da invasão de privacidade;
* Quando a criança estiver em situação de risco ou sentir-se insegura, ouça o seu relato e a oriente sem julgamentos.
Viver News – Wanderley Graeff c/ assessoria
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