Número de jovens no ensino médio aumenta para 68,7% em 6 anos
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| Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos estavam matriculados no ensino médio, contra 63,6% de jovens negros (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) |
Por Yara Aquino –
Repórter da Agência Brasil - Brasília - O número de
jovens de 15 a 17 anos cursando o ensino médio aumentou de 61% em 2012 para
68,7% em 2018. O percentual de jovens nessa faixa etária que frequentam a
escola também vem crescendo e chegou a 91,5% em 2018. Os dados estão no Anuário
Brasileiro da Educação Básica 2019, divulgado hoje (25) pelo movimento Todos
pela Educação em parceira com a Editora Moderna e traz dados organizados de
acordo com as metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
“É uma avanço estatisticamente significante, mas um avanço ainda tímido.
O modelo que temos acaba fazendo com que adolescentes e jovens saiam da escola
e, mesmo os que frequentam a escola, não veem um ambiente atrativo para seguir
e encaixar a ideia de escolarização do ensino médio nos seus projetos de vida”,
disse o coordenador de projetos do Todos pela Educação, Caio Callegari.
A conclusão do ensino médio na idade adequada ainda é um desafio, como
mostram os dados do relatório. Em 2018, apenas 63,6% dos jovens de 19 anos
matriculados concluíram o ensino médio. Em 2012, 51,7% dos jovens de 19 anos
haviam concluído essa etapa do ensino.
Desigualdades
As desigualdades socioeconômicas e de raça têm peso no acesso ao ensino
médio, como aponta o anuário. Em 2018, 75,3% dos jovens brancos de 15 a 17 anos
estavam matriculados na etapa. Já entre os jovens negros da mesma faixa etária
esse percentual era de 63,6%, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.
O anuário mostra também as disparidades em relação à distribuição de
recursos. Enquanto São Paulo recebe a maior média anual de recursos vinculados
à educação por aluno, R$ 6,5 mil, o Maranhão está no outro extremo com R$ 3,5
mil por aluno ao ano.
“Boa parte das desigualdade educacionais está relacionada a desigualdade
de financiamento tanto em relação a garantia de recursos mínimos quanto a
gestão de recursos. Estamos dando menos recurso para quem tem que corrigir um
passivo histórico de investimento em educação”, disse o coordenador de projetos
do Todos pela Educação.
Professores
Em relação à formação dos professores a publicação mostra que desde 2012
houve aumento médio de cerca de cinco pontos percentuais no número de docentes
com formação adequada para as disciplinas que lecionam.
Em 2018, 48,7% dos docentes dos anos finais do ensino fundamental, que
vai do 6º ao 9º ano, tinham formação adequada. O dado representa um crescimento
de 5 pontos percentuais em comparação a 2012. Já no ensino médio, essa taxa era
de 56,3%, aumento de 5,4 pontos percentuais no mesmo período.
“A última década foi marcada por avanços importantes, mas que de forma
nenhuma desligaram a sirene de urgência de mudanças estruturais na educação
brasileira. Ainda estamos muito distantes das metas estratégicas do PNE”, disse
Caio Callegari
O Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019 usa como base dados do
Ministério da Educação e traz análises sobre os temas das 20 metas do PNE que
foi sancionado em 2014 e estabelece metas para melhorar a educação até 2024.
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