Previsão de crescimento do PIB cai pela 15ª vez seguida e fica em 1%
(Agência
Brasil) – Brasília - A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da
economia neste ano chegou a 1%, após 15 reduções consecutivas. É o que mostra o
boletim Focus, resultado de pesquisa do Banco Central (BC) a instituições
financeiras, divulgado às segundas-feiras.
A
projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os
bens e serviços produzidos no país - desta vez foi reduzida de 1,13% para 1%.
A
expectativa das instituições financeiras é que a economia tenha crescimento
maior em 2020, entretanto, a previsão para o próximo ano foi reduzida de 2,50%
para 2,23%. A previsão para 2021 e 2022 permanece em 2,50%.
Inflação
A
estimativa de inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA), caiu de 4,03% para 3,89% este ano, foi mantida em 4% para 2020 e
em 3,75% para 2021 e 2022.
Na
última sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em maio,
ao variar 0,13%, 0,44 ponto percentual abaixo da taxa de abril (0,57%). Esse
foi o menor resultado para maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano
ficou em 2,22% e em 12 meses chegou a 4,66%.
A
meta de inflação de 2019, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de
4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.
A
estimativa para 2020 está no centro da meta: 4%. Essa meta tem intervalo de 1,5
ponto percentual para cima ou para baixo.
Para
2021, o centro da meta é 3,75%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto
percentual. O CMN ainda não definiu a meta de inflação para 2022.
Taxa básica de juros
Para
controlar a inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de
juros, a Selic. Para o mercado financeiro, a Selic deve permanecer no seu
mínimo histórico de 6,50% ao ano até o fim de 2019.
Para
o fim de 2020, a projeção caiu de 7,25% ao ano para 7%. Para o fim de 2021, a
previsão passou de 8% ao ano para 7,50% e para o final de 2022, segue em 7,50%
ao ano.
A
Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média
cobrada nas negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas
diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).
A
manutenção da Selic este ano, como prevê o mercado financeiro, indica que o
Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para
chegar à meta de inflação.
Ao
reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e
incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária
precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de
ficar acima da meta de inflação.
Quando
o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa
reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam
a poupança.
Dólar
A
previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,80 no
fim de 2019 e de 2020.
Viver
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