Oftalmologia na atenção básica pode reduzir cegueira no país
Ottaiano esclareceu
que, atualmente, existe uma diferenciação entre o que é cegueira e o que é
deficiência visual. Muitas pessoas deficientes visuais se comportam como cegas
em função da qualidade de visão que têm. Mas 75%, ou três quartos desses
indivíduos, pode ter a deficiência solucionada com óculos e com cirurgias de
catarata. “São coisas passíveis de serem solucionadas. Não é uma cegueira
irreversível”, afirmou Ottaiano. A proporção hoje é de uma pessoa cega para 3,4
deficientes visuais. O CBO defende que a cegueira e a deficiência visual podem
ser evitadas com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
As principais
causas de cegueira são as cataratas, glaucoma e a Degeneração Macular
Relacionada à Idade (DMRI). Os erros refrativos não corrigidos (miopia,
astigmatismo, hipermetropia) também aparecem como maiores responsáveis pelo
comprometimento da visão. As estatísticas fazem parte do documento “As
Condições da Saúde Ocular no Brasil 2019”, lançado pelo Conselho no último mês
de junho, durante o Fórum Nacional de Saúde Ocular, realizado na Câmara dos
Deputados.
Consultas
O presidente do CBO
sustentou que com a oftalmologia inserida na atenção básica de saúde, 80% dos
problemas de deficiência visual poderão ser corrigidos, passando para a atenção
secundária os problemas graves. O estudo feito em parceria com o Ministério da
Saúde objetiva também criar um sistema, dentro da rede pública de saúde, para
elevar o número de consultas de 10,4 milhões, realizadas em 2018, para 40
milhões ou 50 milhões de consultas.
Além de organizar a
rede, em termos de saúde pública, a ideia é ter um plano de carreira para os
oftalmologistas e universalizar o atendimento, com a possibilidade, inclusive,
de aquisição, pelo governo, da rede instalada privada. Ottaiano admitiu que se
forem adotadas essas iniciativas, os problemas serão bem atenuados.
Prevalência
O estudo de
prevalência da cegueira feito pelo CBO no Brasil considera os aspectos
econômicos e de idade. As duas informações são importantes para o raciocínio
populacional, disse o médico. Em termos de prevalência, a sondagem mostrou 0,3%
de cegueira na classe rica, 0,6% na classe média, e 0,9% na classe pobre. Isso
significa que a classe menos favorecida tem três vezes mais frequência de
cegueira que a classe rica. “Infelizmente, a parte econômica tem uma
participação decisiva nessa prevalência de pessoas cegas”.
A análise por idade
mostra que a prevalência da cegueira nas pessoas idosas, dependendo do local,
chega a ser de 15 a 30 vezes maior que nos jovens.
De acordo com o
estudo, 82% dos cegos no Brasil são idosos acima de 70 anos de idade. Se
pegarmos a fatia de pessoas com catarata e somarmos com os erros refrativos, já
teremos os 75% de indivíduos que podem solucionar seus problemas com óculos e
cirurgia.
No ano passado,
foram efetuadas no Brasil 450 mil cirurgias de catarata. O grande problema,
segundo Ottaiano, é a quantidade de cirurgias que são adiadas para o ano
seguinte. “Você tem o que é necessário, baseado na população, e o que se
acumula ou deixou de fazer. Acaba sempre acumulando para o ano seguinte”. A
cirurgia de catarata hoje é simples e moderna e restabelece o indivíduo, que
volta a se integrar na sociedade, assegurou.
Atualmente, existem
no Brasil, 1,577 milhão de crianças e adultos com cegueira, equivalentes a
0,75% da população. O total de crianças, contudo, é bem menor, devido, entre
outros fatores, ao teste do olhinho que os pediatras fazem já de forma
rotineira. A estimativa é que existam no país hoje 25 mil crianças cegas.
Viver
News – Karine Graeff c/ Agência Brasil
Apoio: Coamo,
Acit, Ótiica Cristal, Essencial Modas, Oftalmologia Dr. John
Prochnau, Sicoob Meridional, Lodi, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão,
Colégio Alfa Premium, Inviolável, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline,
Toledão, Unimed Costa Oeste, Tchibuum Natação e Hidro, Unipar, Recanto
Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz
Cataratas Hotel & Resort, Noite Italiana do Hotel Bella Italia







0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial