Pequenos negócios sustentam geração de emprego pelo quinto mês
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| Marcello Casal Jr./Agência Brasil |
Por Agência Brasil - A geração de empregos com carteira assinada em
junho veio dos pequenos negócios, pela quinta vez seguida neste ano. A análise
feita pelo Sebrae a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, mostra que foram criados 52,7
mil postos de trabalho no segmento. O número de empregos criados pelas micro e
pequenas empresas em junho registrou o melhor resultado para o mês nos últimos
cinco anos.
Segundo o
levantamento, as médias e grandes corporações, pela segunda vez consecutiva,
mais demitiram do que contrataram, registrando saldo negativo de 4,8 mil
empregos. Ao se agregar o resultado da Administração Pública a esses saldo, no
total foram gerados no país 48.436 postos de trabalho no país.
No primeiro semestre
de 2019, os pequenos negócios respondem por 387,3 mil empregos, 70 vezes maior
que o saldo de empregos gerados pelas médias e grandes empresas (5,5 mil).
Enquanto as micro e
pequenas empresas registraram pequeno crescimento na geração de empregos no primeiro
semestre, as médias e grandes tiveram redução significativa no saldo. Na
comparação com o período de janeiro a junho de 2018, as micro e pequenas
empresas apresentaram crescimento de 0,8% na geração de emprego e as médias e
grandes, saldo 80% menor.
Setores
No primeiro
semestre, foram os pequenos negócios do setor de serviços que sustentaram a
geração de empregos no país, respondendo pela criação de 213,8 mil postos de
trabalho, 55,2% do total. Os pequenos negócios da indústria de transformação
assumiram a segunda posição no ranking setorial, com criação de 56,6 mil
empregos, seguidos pelas micro e pequenas empresas da agropecuária (+54 mil
empregos). Já os pequenos negócios que atuam no comércio registraram, no
primeiro semestre de 2019, demissão líquida de quase 50 mil trabalhadores.
De acordo com os
dados do Caged, no primeiro semestre, o comércio foi o único a registrar saldo
negativo, ao se considerar todos os portes de empresas. O saldo negativo nesse
setor chegou a 88,7 mil, na comparação com o primeiro semestre de 2018. Ao
apresentar os dados na última quinta-feira (25), o subsecretário de Políticas
Públicas e Relações de Trabalho do Ministério da Economia, Matheus Stivali,
avaliou que retração do emprego no comércio é reflexo da atividade econômica em
recuperação. “A explicação é próprio desempenho fraco da economia. O comércio
emprega pessoas de qualificação média e é onde mais a crise econômica é
sentida”, disse.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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