Governador anuncia R$ 130 milhões para as universidades estaduais
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (26), em reunião com reitores no Palácio Iguaçu, uma suplementação orçamentária de R$ 130 milhões para as sete universidades estaduais do Paraná. Neste primeiro momento, foram destinados R$ 20,8 milhões para pagamento de bolsistas residentes e mais R$ 5,5 milhões para os hospitais universitários.
O valor total, que será repassado em parcelas até o
final do ano, é para compensar os 30% dos recursos retidos pela Desvinculação
de Receitas de Estados e Municípios (DREM) e também para a folha de pagamento
das instituições. A retenção pelo Tesouro do Estado se deu em cumprimento à
Emenda Constitucional 93/16. Além de recursos do Tesouro, o valor destinado aos
hospitais universitários vem da Secretaria de Estado da Saúde.
“Esta é a primeira parcela dos recursos que
repassaremos até dezembro às universidades. Estamos construindo um diálogo
permanente com as instituições de ensino superior, com os reitores, para tornar
as universidades cada vez mais modernas, com prestação de serviço de qualidade
para os estudantes e para a sociedade”, ressaltou o governador.
Além de atender a uma determinação constitucional, a
retenção de recursos é uma medida administrativa tomada para controlar os
gastos públicos. “Não se pode autorizar as instituições a terem gastos maiores
sem saber se lá na frente haverá dinheiro para honrar os compromissos. A
retenção é uma medida de controle para que não sejam feitas contas sem ter
dinheiro para pagar”, explicou Ratinho Junior.
“A suplementação de recursos que anunciamos agora traz tranquilidade à
Secretaria da Fazenda e às universidades, que poderão honrar seus
compromissos”, disse.
Com sete universidades em todas as regiões do Estado
e quatro hospitais universitários, o Paraná tem a maior rede de ensino superior
estadual do País, somando orçamento anual de aproximadamente R$ 2,5 bilhões e
cerca de 100 mil alunos.
Prestação
de Serviços
A porcentagem retida pela DREM diz respeito ao que
as universidades arrecadam na prestação de serviços, como atendimentos em
saúde, cursos de idiomas ou taxas de vestibulares, por exemplo. “Entendemos que
as receitas das universidades são utilizadas para a execução das atividades que
elas desenvolvem e não configuram como lucro”, explicou o superintende de
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona.
De acordo com ele, a retenção da receita, que
iniciou no ano passado, fazia com que as unidades tivessem dificuldades para
executar os serviços. “Até meados deste ano as instituições vinham mantendo
suas atividades remanejando os recursos. Chegamos a uma situação-limite e,
coletivamente, construímos essa solução”, afirmou Bona.
“As universidades saem aliviadas, já que conseguimos
resolver uma questão que implicava inclusive em uma possível paralisação de
serviços. Esse recurso é fundamental para que a oferta de atendimentos”, disse
a presidente da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior
Público (Apiesp), Fátima Padoan, que é também reitora da Universidade Estadual
do Norte do Paraná (UENP).
Hospitais
Universitários
O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto,
explicou que os recursos para os hospitais universitários já estão
contratualizados. Em Londrina e Maringá, onde os HUs fazem a gestão plena do
sistema municipal perante o SUS, a contratualização é feita com os municípios.
Em Ponta Grossa e Cascavel, o contrato é com a Secretaria da Saúde.
“As universidades têm um acúmulo de conhecimento da
maior importância para o Estado, e isso é colocado à disposição da sociedade
por meio dos hospitais universitários, que ficam em regiões estratégicas do
Paraná e precisam atuar para resolver os problemas de saúde da população
paranaense”, afirmou o secretário.
Lei
de Gestão
Ratinho Junior explicou que o Governo do Estado está
construindo de forma conjunta com as instituições de ensino superior a Lei de
Eficiência da Gestão Universitária, com foco na modernização das universidades
e para garantir o funcionamento nas próximas décadas. “A ideia não é retirar a
autonomia, mas poder repensá-las. Nossas universidades são administradas e
planejadas no mesmo modelo da década de 1980, temos que pensar os próximos 30
anos”, afirmou.
O governador destacou que, assim como a sociedade
não é estática, a área acadêmica também deve ser repensado a todo momento. “O
comportamento da sociedade vem mudando conforme as tecnologias avançam, e as
universidades precisam acompanhar isso. Estudos dizem que, nas próximas
décadas, grande parte das profissões de hoje não existirá mais. Por isso
precisamos rever cursos serão ofertados daqui a dez anos”, salientou.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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