Laboratório produz pele humana para substituir testes em animais
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Samuel Allard /
Laboratório Episkin
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A resolução normativa do Ministério
da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações reconhece o uso de métodos
alternativos válidos que possam reduzir ou substituir o uso de animais em
atividades de pesquisa. De acordo com a resolução, o Conselho Nacional de
Controle de Experimentação Animal (Concea) reconhece 17 métodos alternativos.
Um desses métodos permite teste da epiderme humana reconstituída.
Neste mês, o Laboratório Episkin, que
é uma subsidiária da L´Oreal, foi inaugurado no Brasil. O laboratório fica no
Centro de Pesquisa & Inovação da L’Oréal, na Cidade Universitária, no Rio
de Janeiro.
Pioneiro mundial em reconstrução de
pele, o laboratório de bioengenharia de tecidos vai disponibilizar pele
reconstruída para testes em produtos. O material produzido pela unidade será
utilizado em substituição ao uso de animais como cobaias em testes de produtos.
O processo começa com a doação de restos de cirurgias plásticas para o
laboratório. Daí se extraem os chamados queratinócitos. Essas células são
cultivadas em placas de cultura e, depois de 17 dias em contato com o ar, se
proliferam, formando múltiplas camadas de pele.
O laboratório já produziu mais de 5
mil tecidos de pele reconstruídos que foram utilizados no treinamento de mais
de 100 pesquisadores no Mercosul, o que possibilitou a implementação de métodos
alternativos em diversos laboratórios interessados em reduzir ou substituir os
testes em animais.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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