Diferença entre preços de medicamentos é tema de curso sobre Marketing Farmacêutico
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| O curso abordou diversos aspectos do marketing no segmento farmacêutico |
As informações repassadas por Angnes tiveram como
objetivo auxiliar os participantes do Hackathon a elaborar um projeto para o
desafio proposto pela farmacêutica, durante a abertura do evento. Os inscritos
na maratona de programação precisam apresentar melhorias do mapeamento,
relacionamento e atendimento de oito produtos OTCs (livres de prescrição) do
portfólio da indústria.
Os selecionados devem concluir os projetos até a
próxima sexta-feira (18). A equipe vencedora levará um prêmio de R$ 2.500,00. A
segunda colocada, R$ 1.500,00 e a terceira equipe, um valor de R$ 1.000,00.
Guilherme Leme, acadêmico do curso de Engenharia
Eletrônica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), é um viciado
em maratonas de programação e disse ter ficado muito impressionado com o tema
proposto neste Hackathon especificamente. “Vou desenvolver um projeto inovador.
A conversa sobre a Prati-Donaduzzi contribuiu muito para o desafio. Sem contar,
que agora, conhecendo a indústria mais profundamente, passei a admirá-la ainda
mais”, disse.
Opinião semelhante foi do acadêmico de Sistemas de
Informação, Willian Alcântara. “O
bate-papo me auxiliou a organizar as ideias. Quero propor algo que atenda às
necessidades da Prati-Donaduzzi”, afirmou.
Regulamentado
O gerente de Marketing explicou que tanto o Preço
Fábrica ou Preço Lista, quanto o Preço Praticado pelas farmácias em todo o
Brasil são regulamentados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos
(CMED), mas mesmo assim, há muita divergência de valores. É possível comprar um
medicamento por R$ 9 em Rondônia e R$ 20 em Santa Catarina, ou vice e versa.
“É um mercado muito regulamentado, mas a diferença de
impostos entre os estados é um dos fatores que contribui para a variação de
preços”, disse.
Angnes explicou também as várias categorias de
medicamentos. E os preços de cada um. O referência, por exemplo, é aquele
inovador, que lançou a molécula. O detentor desta patente tem 20 anos para
comercializar sem qualquer concorrência. Depois deste período, os demais
laboratórios podem “copiar” a fórmula e desenvolver um genérico, desde que
tenha o mesmo efeito e qualidade de seu Referência.
Devido a essas diferenças, de acordo com as normas da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) o valor do genérico pode ser
no máximo 65% do preço do Referência.
A Prati, por exemplo, é especializada em genéricos.
Inclusive é a maior produtora de doses de genéricos do Brasil*. Tem um
portfólio com mais de 360 produtos. E produz todos anos cerca de 12 bilhões de
doses.
Publicidade
Angnes explicou também que além do preço, há
regulamentação na forma como é feita a publicidade dos medicamentos. Como os
medicamentos são bens de saúde, por isso sua propaganda está sujeita a regras
específicas. É proibido o incentivo do uso. Desta forma, a empresa foca sua
publicidade de forma mais institucional. As ações mais efetivas ocorrem apenas
para o trade farmacêutico.
A restrição diminui um pouco quando o medicamento é um
Livre de Prescrição e nutracêuticos (Alimentos funcionais). Neste caso, pode
haver publicidade. Atualmente, a Prati-Donaduzzi, conta com 47 OTCs e alimentos
no portfólio.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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Prati-Donaduzzi








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