UEL desenvolve bioinseticida contra o Aedes aegypti
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O bioinseticida é
apresentado em duas formulações: comprimido e pó - e serve para controle do
mosquito Aedes aegypti
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Professores da
Universidade Estadual de Londrina (UEL) apresentam quarta-feira (30), em
Brasília, o bioinseticida desenvolvido por pesquisadores da instituição, com
financiamento por órgãos federais. A reunião será com representantes do Ministério
da Saúde, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
(CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
(Capes).
O projeto que desenvolveu
o inseticida é feito em várias instituições do Estado e o coordenador local,
pela UEL, é o professor João Zequi, do Departamento de Biologia Animal e
Vegetal, do Centro de Ciências Biológicas (CCB). Trata-se do projeto “Inovação
em produtos de controle e repelência do vetor e no monitoramento de arbovírus”.
O bioinseticida
desenvolvido na UEL é apresentado em duas formulações - comprimido e pó - e
serve para controle do mosquito Aedes aegypti, que além de ser vetor para a
dengue, transmite os agentes que causam a febre zika e a chikungunya.
“Pretendemos fazer o registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância
Sanitária) para que seja colocado à disposição da população a baixo custo”,
afirma Zequi.
Conforme Zequi, o produto
é fabricado de forma artesanal e quase todas as fases são desenvolvidas dentro
da UEL. Somente a última etapa - estabilização do produto em comprimido - é
realizada em Curitiba, pelo professor Francisco de Assis Marques, da Universidade
Federal do Paraná (UFPR).
Conforme João Zequi, o
bioinseticida pode ser usado em reservatórios de água com difícil acesso, que
impede a eliminação de larvas do mosquito Aedes. “Mesmo que seja em caixa
d'água para consumo humano. O bioinseticida usa materiais inertes a partir de produtos
naturais, conforme recomendações da OMS “Organização Mundial de Saúde”, destaca
Zequi.
A produção artesanal do
bioinseticida da UEL atende as prefeituras e empresas que mantêm com a
Universidade contratos de prestação de serviços. Entre as prefeituras atendidas
estão as dos municípios paulistas de Adamantina, Tupã e Ourinhos. O produto
desenvolvido na UEL é usado em lagoas de tratamento de efluentes. “O
preconizado é que o controle e um bom monitoramento sejam feitos a cada três
meses onde a larva se reproduz, porque aponta para a infestação do mosquito”,
diz João Zequi.
Viver
News – Karine Graeff c/ assessoria
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