Estado levará alunos de escolas públicas a intercâmbios internacionais
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou a
lei que criou o Ganhando o Mundo, programa de intercâmbio para estudantes do
Ensino Médio dos colégios estaduais que já entra em vigor em 2020. O programa
foi proposto pelo Governo do Estado e aprovado pela Assembleia Legislativa. A
iniciativa é da Secretaria da Educação e do Esporte.
Inédito no Paraná, o programa permitirá a formação
acadêmica de estudantes em instituições de ensino estrangeiras, além da
experiência de morar pelo menos seis meses em outro país.
“Mais do que aprender um novo idioma, o programa
possibilitará que nossos alunos tenham a oportunidade de viver experiências
culturais que vão agregar muito no aprendizado, na visão de mundo e na sua vida
como um todo”, afirma Ratinho Junior. “Ter estudantes preparados para o futuro
vai nos ajudar a construir um Paraná cada vez mais moderno”.
Para o secretário da Educação e do Esporte, Renato
Feder, a vivência em ambiente educativo diferente proporcionará aos estudantes
paranaenses crescimento e amadurecimento pessoal, além de contribuir para a
formação acadêmica, garantindo melhores oportunidades profissionais no futuro.
“Esse programa se soma a diversas iniciativas pedagógicas que têm a missão de
melhorar o nível de aprendizado dos estudantes e os ambientes em sala de aula”,
acrescenta.
Como
Participar
De acordo com a lei, poderão participar do Ganhando o
Mundo estudantes que estiverem cursando a 2ª série do Ensino Médio na rede
pública e que tiverem no mínimo 15 anos no momento do embarque e no máximo 17
anos e seis meses no retorno ao Brasil. Eles também deverão ter médias de
avaliação iguais ou superiores a 7 em todas as disciplinas.
Os estudantes interessados em fazer o intercâmbio
deverão, obrigatoriamente, concluir um curso preparatório de língua
estrangeira, que será ofertado gratuitamente pela Secretaria da Educação e do
Esporte.
Haverá reserva de vagas para alunos de famílias que
recebem o Bolsa Família e cada município do Estado terá pelo menos um
representante. O estudante que participar do intercâmbio não poderá ser
selecionado novamente em outra oportunidade.
Além do curso preparatório, os estudantes selecionados
para o intercâmbio receberão uma ajuda de custo em seis parcelas (uma bolsa de
apoio financeiro paga anteriormente ao embarque e cinco bolsas de manutenção, a
serem pagas no decorrer do programa). Durante o período em que estiverem no
exterior, eles ficarão hospedados em casas de famílias ou residências
estudantis previamente cadastradas.
O número final de vagas e critérios mais específicos
de seleção e classificação ainda serão divulgados por meio de edital publicado
pela Secretaria da Educação e do Esporte.
Convênios
O programa também prevê que o Governo poderá firmar
convênios ou instrumentos congêneres com entidades públicas ou privadas visando
à operacionalização e logística do processo de envio e permanência de estudantes
no País de destino. O custo anual está estimado em cerca de R$ 24 milhões.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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