27/11/2019

Santos Dumont: o padrinho do Parque Nacional do Iguaçu


Há mais de 103 anos as Cataratas do Iguaçu recebiam a visita de um dos seus mais ilustres visitantes, Alberto Santos Dumont. A passagem do aclamado aviador pela região foi fundamental para a criação do Parque Nacional do Iguaçu, hoje o quintal de casa dos iguaçuenses, e Patrimônio Natural da Humanidade.
Impressionado com o que tinha visto e inconformado por se tratar de uma propriedade privada, Dumont decidiu de que deveria fazer algo. “Posso dizer-lhe que esta maravilha não pode continuar a pertencer a um particular. Eu vou a Curitiba falar com o governador do Estado do Paraná para providenciar a desapropriação das Cataratas.”
Foram seis dias de viagem a cavalo até Guarapuava. De lá, seguiu de carro e de trem até a capital do estado. No dia 8 de maio de 1916 foi recebido por Afonso Camargo, a quem sugeriu a desapropriação da área e a criação de um parque.
Três meses depois, era assinado o Decreto 653, de 28 de julho de 1916 que desapropriava os 1.008 hectares de Jesus Val, o uruguaio, então proprietário da área, para a criação de um parque.
Reconhecimento
Santos Dumont possui uma praça no Parque Nacional do Iguaçu com uma estátua de bronze em tamanho real do aviador, localizado no final da Trilha das Cataratas. Anualmente o Parque, juntamente com a Cataratas do Iguaçu S.A, realiza a Cavalgada de Santos Dumont com passagens por trechos percorridos pelo aviador na região.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria

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