INSS cria programa para identificar benefícios irregulares
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Cerca
de 11% dos benefícios têm indício de erros
Por
Agência Brasil - Começa a funcionar a partir de hoje um
programa vinculado ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) que vai
facilitar a identificação de benefícios irregulares e suspender esses
pagamentos. Intitulada Programa de Governança e Integridade, a medida integra e
cruza dados das instâncias administrativas do órgão, como diretorias de
governança, auditoria e setores de gestão de pessoas.
“Esse novo programa parte da premissa de que tão ou
mais importante do que a cessação de benefícios irregulares é a identificação
das causas que levaram ao pagamento de forma irregular; a origem do benefício
irregular; e por que ele ocorreu”, disse o presidente do INSS, Renato Vieira,
durante a solenidade de lançamento do programa.
Segundo ele, esse processo de aprendizado permitirá,
ao INSS, “uma diminuição gradativa e constante” do número de pagamentos
irregulares.
Um balanço divulgado no início da semana pelo INSS
aponta que 261 mil benefícios foram cancelados ou suspensos em 2019, após um
pente fino ter encontrado “indícios de fraude e irregularidades”.
“Cada um desses benefícios [cessados] gera um
aprendizado institucional para o INSS, no sentido de identificar as razões
pelas quais houve o pagamento de benefícios irregulares, para que travas sejam
estabelecidas e benefícios irregulares não sejam concedidos no futuro”,
acrescentou Vieira.
Citando levantamento feito pelo Tribunal de Contas da
União (TCU), Vieira disse que 11% dos benefícios mantidos pelo INSS têm indício
de irregularidade.
O Sistema de Governança será encabeçado pelo Comitê
Estratégico de Governança e auxiliado por seis comitês temáticos: planejamento;
gestão da informação; governança digital; integridade; gestão de contratações;
e gestão de pessoas. Eles atuarão como instâncias colegiadas de discussão e
deliberação de temas críticos.
Também será reinstalada a Comissão de Ética do INSS, a
quem caberá prevenir e reprimir desvios éticos dos servidores do órgão.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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