Saúde alerta sobre cuidados com águas-vivas e caravelas no litoral paranaense
O litoral paranaense é destino certo de muitos
toledanos e moradores da região, além de outras milhares de pessoas de todo o
Estado. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde alerta a população para
cuidados em casos de acidentes com águas-vivas e caravelas nesta época.
Não se deve tocar em águas-vivas e caravelas, mesmo
que pareçam mortas na areia. Se a pessoa for queimada, deve lavar o local
apenas com a água do mar e não esfregar a região atingida. Em seguida, procurar
um posto de salva-vidas para colocar vinagre e neutralizar a ação da toxina.
Não pode passar água doce e nenhuma outra substância, como bebida alcoólica ou
urina.
Águas-vivas e caravelas não atacam as pessoas, os
acidentes acontecem quando por algum motivo, encostam-se nos banhistas e, neste
momento, liberam substâncias na pele que causam o envenenamento, popularmente
conhecido como queimadura.
Na temporada de 2016/2017 o Paraná registrou mais de
27 mil casos de acidentes com esses animais marinhos. No ano seguinte, entre 21
de dezembro a 18 de fevereiro, o número reduziu significativamente para 1.188
casos. Na última temporada, 2018/2019, foram 1.469. Os dados são do Corpo de
Bombeiros.
Em
trânsito
O chefe da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações
da Secretaria da Saúde, Emanuel Marques da Silva, explica o possível motivo
para o aumento destes casos nesta época. “Durante este período, elas se
aproximam mais da costa do Litoral, pois estão em trânsito sendo levadas por
correntes marítimas. As caravelas e as medusas ou águas-vivas são seres que
estão no mar, e este é seu ambiente natural. Somos nós humanos que neste
período de verão fazemos uso das praias, invadindo então o espaço delas, onde o
acidente provocado pelo contato homem/animal acaba acontecendo” disse.
A grande maioria dos acidentes com águas-vivas
ocasiona quadros leves, quando a vítima relata apenas dor em queimação no local
de contato com o animal. Neste tipo de caso clássico, a assistência é feita na
beira da praia, pela equipe de guarda-vidas do Corpo de Bombeiros.
“Recomendamos que antes de entrar na água, o veranista
pergunte ao guarda-vidas como está a situação do mar e qual o melhor lugar para
se banhar. O atendimento feito pelos bombeiros na praia consiste na aplicação
de vinagre na região da pele que teve contato com a água-viva para aliviar a
dor e parar a ação da toxina do animal”, informou Tatiane Brites Dombroski,
enfermeira da Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações.
Características
O tipo mais comum de água-viva encontrado no Paraná
mede cerca de treze centímetros com os tentáculos, tem consistência gelatinosa
e a aparência de um guarda-chuva. Provoca queimadura leve, não considerada
grave.
A caravela por sua vez, chama a atenção pela cor roxa
e azul e é semelhante a uma bexiga boiando no mar. Pode chegar a dois metros de
comprimento com os tentáculos. Os tentáculos grudam na pele e liberam
substâncias que causam o envenenamento, que pode ter uma manifestação
sistêmica, ou seja, capaz de afetar todo o organismo. Neste caso, é necessário
buscar atendimento médico hospitalar.
Dúvidas
Em caso de dúvidas sobre acidentes a população pode
entrar em contato com o Centro de Controle de Envenenamentos do Paraná pelo
número: 0800-410148 (CCE/PR).
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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