Banco Central lança o PIX, sistema de pagamento instantâneo no Brasil
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| Cristina Indio do Brasil/Agência Brasil |
Plataforma
estará disponível para a população a partir de novembro
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Agência Brasil - O Banco Central lançou hoje (19) um
sistema de pagamentos e transferências instantâneos que poderão ser feitos pelo
usuário de forma rápida e segura, em qualquer dia do ano, sem limite de
horário, e com o dinheiro imediatamente disponível ao recebedor. Batizado de
PIX, o sistema estará disponível para toda a população a partir de novembro.
Segundo o chefe adjunto no Departamento de Competição
e de Estrutura do Mercado Financeiro do BC (Decem), Carlos Eduardo Brandt, com
o PIX será possível enviar e receber quantias instantaneamente a partir de
diversos meios, inclusive aplicativos em smartphones. Ou seja, ao efetuar um
pagamento ou transferência, o dinheiro já entrará imediatamente na conta do
recebedor. “Além das funcionalidades que estarão disponíveis em novembro, já
estão no radar evoluções importantes como o pagamento por aproximação”, disse.
De acordo com o Banco Central, o objetivo é facilitar
e agilizar os pagamentos e transferências entre pessoas, empresas e entes
governamentais. Com a implantação do PIX, o país ganha mais uma alternativa
para efetuar transações, além dos modelos tradicionais já existentes, como TED,
DOC, boleto, cheque e cartões. As
transações poderão ser feitas por meio de QR Code ou a partir da inserção de
informações simples como número de celular, e-mail, CPF ou CNPJ.
Para usar o PIX, será preciso que pagador e recebedor
tenham conta em banco, em uma instituição de pagamento ou em uma fintech. A
conta não precisa ser apenas corrente, já que as transações poderão ser feitas
usando uma conta de pagamento ou de poupança. O dia e a hora da transação não
terão importância, nem se o solicitante e o recebedor da operação têm
relacionamento com o mesmo banco ou instituição. A liquidação será imediata, ou
seja, o recebedor terá em poucos segundos os recursos disponíveis em sua conta.
QR
Code
Serão definidos dois tipos de QR Code para as
transações. O primeiro é o estático que poderá ser usado em múltiplas
transações, permitindo a definição de um valor fixo para um produto ou a
inserção do valor pelo pagador. Poderá ser usado para uma transferência entre
duas pessoas, por exemplo.
O QR Code dinâmico será de uso exclusivo para cada
transação e permitirá a inserção de informações adicionais, o que facilita a
conciliação e automação comercial. Ele servirá para o pagamento de uma compra
em um supermercado ou em um restaurante, entre outras possibilidades.
Competição
de mercado
De acordo com o diretor de Organização do Sistema
Financeiro e de Resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello, além da rapidez e
praticidade dos pagamentos instantâneos, o PIX provocará maior competição no
mercado de pagamentos, com a redução dos custos e melhoria na qualidade dos
serviços.
“Além disso, essa iniciativa, em linha com a revolução
tecnológica em curso, possibilita a inovação e o surgimento de novos modelos de
negócio e promove a eletronização dos pagamentos, reduzindo o risco operacional
e as dificuldades relacionadas ao uso do dinheiro em espécie”, ressaltou.
O chefe adjunto no Departamento de Competição e de
Estrutura do Mercado Financeiro do BC (Decem), Carlos Eduardo Brandt, destacou
ainda que o BC não está colocando restrições para a cobrança de tarifas para as
transações e disse que PIX está sendo estruturado de forma aberta a fim de
estimular a competição, a fim de que a disputa de mercado resulte em uma boa
formação de preços para o usuário final.
“Há liberdade para que os agentes econômicos, que
precisam ter seus negócios viabilizados, cobrem dos seus clientes naquilo que
agregar valor. Se houver qualquer tipo de situação em que a formação de preço
seja distorcida ou não bem realizada, nada impede que o BC, com seu papel de
regulador, interferira nessa falha de mercado especifica”, disse Brandt.
Instrumento
seguro
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que
este é um dos projetos mais importantes da instituição para este ano. Ele disse
que a ideia partiu de uma demanda das pessoas, que vem sendo bastante discutida
pelos bancos centrais como instrumento de pagamento barato, rápido,
transparente e seguro.
“O projeto vai ser o embrião do que eu acredito que
seja uma transformação total na intermediação financeira futura do país e vai
unir o que a gente entende como a nova forma de meios de pagamento, com a nova
indústria de fintech e com o open banking. É ter um sistema totalmente
interoperável e que vai se encontrar com um sistema que permite que todo mundo
consiga abrir seus dados e sua conta para serviços financeiros específicos “,
disse Campos Neto.
Neto destacou que o sistema vai baratear o custo das
transferências financeiras e vai eliminar a necessidade de as pessoas portarem
dinheiro físico, o que representa um custo, principalmente para as empresas.
“Acreditamos que a intermediação financeira vai transformar o mundo de
pagamentos no Brasil e, com esse sistema, junto com outros que estão por vir,
se unificando ao longo de 2021, vamos ter uma diferenciação na forma de fazer
as transações financeiras no país.”
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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