Comissão do Senado aprova indicado à Embaixada do Brasil nos EUA
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| Nestor Forster passará por nova votação no plenário da casa (Divulgação/Itamaraty) |
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Agência Brasil - Após passar por sabatina na Comissão de
Relações Exteriores (CRE) do Senado nesta quinta-feira (13), o diplomata Nestor
Forster foi aprovado, por unanimidade, pela CRE para assumir a embaixada do
Brasil nos Estados Unidos (EUA). Indicado em outubro do ano passado pelo
presidente Jair Bolsonaro, ele ainda precisa passar pelo crivo do plenário da
Casa. A votação deve acontecer já na semana que vem, antes do carnaval.
Forster - que já comanda a representação diplomática
na prática como encarregado de negócios - avaliou como “histórica” a visita de
Bolsonaro ao presidente norte-americano, Donald Trump, em março de 2019. Para
ele, o principal resultado do encontro entre os dois presidentes foi a mudança
de posição dos EUA com relação ao pleito do Brasil de integrar na Organização
para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Nos Estados Unidos, havia resistência ao fato de os
Estados Unidos apoiarem o Brasil. Naquele momento, o Presidente americano
anuncia, então, o apoio firme à candidatura do Brasil, como tem sido
demonstrado ao longo do processo que já se inicia”, disse.
Ao enfatizar que a diplomacia não pode se esgotar na
conversa entre os dois chefes do Executivo ele disse que é importante
fortalecer a relação entre os dois países “ aproveitando a excelente química”
entre os dois chefes de Estado.
Ainda como fruto da visita de Bolsonaro à Trump , o
diplomata destacou uma designação especial de aliado preferencial extra-Otan, o
que segundo ele, abre ao Brasil as portas de uma cooperação mais profunda na
área de defesa, na área militar. Também falou do lançamento de um projeto-piloto
para um programa americano, o Global Entry. A iniciativa simplifica a chegada
de viajantes frequentes brasileiros aos aeroportos norte-americanos.
Com relação à isenção de vistos que o governo
brasileiro concedeu unilateralmente aos Estados Unidos, Forster disse que
somente nesses primeiros seis meses de implementação dessa isenção houve um
aumento da ordem de 15% no turismo daquele país para o Brasil.
Desafios
Entre os desafios que Brasil tem pela frente Nestor
Forster ressaltou avançar em uma demanda do setor privado para algo que,
segundo ele, se arrasta há muito tempo: um acordo que permita evitar a
bitributação para empresas, pessoas físicas e para indivíduos. “Isso teria
grande alcance na facilitação de comércio entre os dois países, no aumento da
eficiência do comércio e tudo isso. É algo complexo, está na mesa há muito
tempo, também está sendo examinado”, lembrou.
Na área de Saúde lembrou a cooperação entre Brasil e
Estados Unidos com integração entre fundações brasileiras como a Fiocruz. Entre
os desafios estão pesquisas de vacina para o vírus da zika e outras
enfermidades.
Amazônia
Forster pediu que senadores e deputados se empenhem no
que chamou de “diplomacia parlamentar” e destacou que atuou durante a crise das
queimadas na Amazônia, visitando senadores e deputados para mostrar o que o
Brasil fez para controlar a situação.
“Quando nós tivemos aquela situação, no meio do ano,
de grande preocupação e repercussão na imprensa, sobre a queimada, etc., nós
fomos imediatamente, enfim, acionamos vários interlocutores que temos na
sociedade norte-americana para fazer um trabalho muito específico e intenso
junto ao Parlamento, que é também uma câmara de eco da sociedade, onde se veem
as preocupações. Eu visitei vários senadores, vários deputados dos dois
partidos. No caso da Câmara, hoje nos Estados Unidos a maioria é democrata,
então, é importante visitar os presidentes da comissão de meio ambiente. Esse
pessoal tem grande preocupação com esse tema. E é preciso ter um diálogo aberto
e franco com eles, explicar o que está acontecendo no Brasil, desfazer exageros
e enfrentar os temas com realismo e determinação”, alertou.
Peregrinação
Ontem, Forster se dedicou à uma peregrinação pelo
Senado. Foi recebido pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e
percorreu os gabinetes dos senadores para se apresentar e conquistar apoios
para a aprovação de seu nome. Além da aprovação que teve pela maioria dos
membros da Comissão de Relações Exteriores, ele ainda passará por nova votação
no plenário da Casa. Se ele também passar na segunda etapa, é confirmado como
embaixador. A posse depende de trâmites burocráticos.
Líbano
Também foi sabatinado e aprovado em decisão unânime
pela CRE, na mesma reunião, o indicado à embaixada brasileira em Beirute, no Líbano,
Hermano Telles Ribeiro. Ele também terá que passar por votação no plenário da
Casa.







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