Juros do cheque especial ficam em 165,6% ao ano em janeiro
![]() |
| Marcello Casal Jr./Agência Brasil |
Por
Agência Brasil - A taxa de juros do cheque especial caiu em
janeiro, mas ficou acima do limite estabelecido pelo Banco Central (BC). Os
juros chegaram a 165,6% ao ano em janeiro, primeiro mês em que a medida começou
a valer, a partir do dia 6.
O BC determinou que os bancos não poderão cobrar taxas
superiores a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano. Por outro lado, as
instituições financeiras foram autorizadas a cobrar a partir de 1º de junho
tarifa dos atuais correntistas com limite do cheque especial superior a R$ 500
por mês. A tarifa será equivalente a 0,25% do limite que exceder R$ 500. Há
bancos que anunciaram isenção dessa tarifa para os clientes.
Em dezembro, os juros do cheque especial estavam em
247,6% ao ano. Houve, portanto, redução de 82 pontos percentuais de dezembro
para janeiro.
Segundo o BC, a medida de limitar os juros contribuiu
para essa queda. Entretanto, o limite imposto pelo BC foi superado porque além
dos juros, agora limitados, há cobrança de imposto e encargos operacionais
incidentes sobre a operação de crédito.
Revisão
de metodologia
O BC revisou a metodologia de cálculo dos juros do
cheque especial. Agora os bancos devem informar ao BC quanto efetivamente foi
cobrado de juros, considerando os clientes que têm o benefício de um período de
isenção ou redução de juros, geralmente por 10 dias no mês. Para que isso
ocorra, a primeira taxa média informada pelos bancos será estimada e no mês
seguinte será substituída pela taxa efetiva.
Com a revisão da série histórica de acordo com essa
metodologia, a taxa média de juros das concessões do cheque especial a pessoas
físicas, em dezembro de 2019, passou de 302,5% ao ano (estatística divulgada em
janeiro) para 247,6% ao ano (estatística revisada). Nas concessões a pessoas
jurídicas a taxa caiu 331,5% ao ano (estatística divulgada em janeiro) para
310,9% ao no (estatística revisada).
Cartão
de crédito
Os juros do rotativo do cartão de crédito caíram em
janeiro, passando de 318,8% ao ano, em dezembro, para 316,8% ao ano, no mês
passado. Essa taxa é a média formada com base nos dados de consumidores
adimplentes e inadimplentes.
No caso do cliente adimplente, que paga pelo menos o
valor mínimo da fatura do cartão em dia, a taxa chegou a 290% ao ano em
janeiro, aumento de 3,8 pontos percentuais em relação a dezembro. Já a taxa
cobrada dos clientes que não pagaram ou atrasaram o pagamento mínimo da fatura
(rotativo não regular) os juros caíram 6,5 pontos percentuais, indo para 333,1%
ao ano.
O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando
paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura 30
dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida.
Na modalidade de parcelamento das compras pelo cartão
de crédito, a taxa chegou a 184,1% ao ano em janeiro, com aumento de 8,3 pontos
percentuais.
Crédito
pessoal
A taxa de juros do crédito pessoal não consignado
subiu para 103,5% ao ano em janeiro, com aumentou de 8,9 pontos percentuais em
relação a dezembro. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de
pagamento) subiu 0,8 ponto percentual, indo para 21,3% ao ano no mês passado.
De acordo com o BC, a taxa média de juros para pessoa
física caiu 0,4 ponto percentual em outubro, chegando a 45,6% ao ano. A taxa
média das empresas ficou em 17,6% ao ano, aumento de 1,3 ponto percentual.
Inadimplência
A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima
de 90 dias, para pessoas físicas caiu 0,1 ponto percentual chegando a 4,9%.
Entre pessoas jurídicas a inadimplência chegou a 2,3% em janeiro, com aumento
de 0,2 ponto percentual.
Esses dados são do crédito livre, em que os bancos têm
autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de
juros cobradas dos clientes.
No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras
definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional,
rural, de infraestrutura e ao microcrédito) os juros para as pessoas físicas
subiram 0,1 ponto percentual para 7,5% ao ano. A taxa cobrada das empresas
subiu 1 ponto percentual para 9,3% ao ano.
A inadimplência das pessoas físicas no crédito direcionado
subiu 0,2 ponto percentual para 1,9% e a das empresas caiu 0,2 ponto percentual
para 2%.
Saldo
dos empréstimos
Em janeiro, o estoque de todos os empréstimos
concedidos pelos bancos ficou em R$ 3,462 trilhões, com queda de 0,4% em
relação a dezembro e aumento de 7% em 12 meses.
Esse saldo do crédito correspondeu a 47,5% de tudo o
que o país produz - o Produto Interno Bruto (PIB) - queda de 0,5 ponto
percentual em relação a dezembro.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
Apoio:
Acit, Ótica Cristal, Essencial Modas, Sicoob Meridional, Lodi, Imobiliária
Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Inviolável, Yara Country
Club, Junsoft, Sicredi, Oesteline, Toledão, Unimed Costa Oeste, Tchibuum
Natação e Hidro, Noite Italiana do Hotel Bella Itália, Unipar, Recanto
Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz
Cataratas Hotel & Resort, Coamo, Prati-Donaduzzi, Pharma S. A.









0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial