Saúde reforça prevenção de doenças sexualmente transmissíveis
A Secretaria de Estado da Saúde intensifica as medidas
preventivas para as doenças sexualmente transmissíveis no período do Carnaval
com a distribuição gratuita de 4 milhões de preservativos masculinos, 90 mil
preservativos femininos e 250 mil unidades de gel lubrificante.
A distribuição já aconteceu para as 22 Regionais de
Saúde do Estado que agora repassam para todos os municípios.
“Nossa preocupação com as doenças sexualmente
transmissíveis como sífilis, HIV e hepatites é contínua junto a toda população
atendida na rede estadual de saúde; mas, no período do Carnaval o foco é o
jovem e o adulto-jovema”, firma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Segundo ele, a maioria dos casos de infecção pelo HIV no país é registrada na
faixa de 20 a 34 anos e o preservativo é o meio mais eficaz de proteção.
Doenças
As doenças transmitidas por relação sexual são
causadas por mais de 30 vírus e bactérias através do contato, sem o uso de
preservativo, com uma pessoa que esteja infectada. “É importante lembrar também
que uma pessoa pode estar infectada por mais de um vírus ao mesmo tempo e que
pode contrair uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) várias vezes ao
longo da vida”, lembra a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções
Sexualmente Transmissíveis da Secretaria, Mara Franzoloso.
Segundo ela, as ISTs podem ainda provocar
consequências graves para o organismo, com sequelas para o resto da vida e
levar até à morte. “As ISTs aumentam em até 18 vezes a chance de infecção pelo
HIV/AIDS, por exemplo”, destaca.
Atendimento
A Secretaria estadual da Saúde mantém em sua rotina o
acesso gratuito ao diagnóstico, em todas as unidades de saúde, com a realização
de testes rápidos para detecção de presença do vírus do HIV/AIDS, sífilis e
hepatite viral. Estes exames ficam prontos em cerca de 30 minutos.
Pessoas diagnosticadas com as doenças são encaminhadas
para tratamento, com distribuição de medicamentos como antivirais,
antirretrovirais, antimicrobianos e penicilina, entre outros.
A Secretaria tem intensificado ações, por meio de
incentivos e cuidados, proporcionando o acompanhamento especializado para a
gestante que tem o HIV desde o pré-natal
até o parto, além de aquisição e distribuição de Fórmula Infantil (leite) para
crianças expostas ao HIV, garantindo nutrição de criança até os seis meses de
idade.
Dados
De 2018 para 2019, o Paraná aponta 19% de redução dos
casos de Aids; 22% na mortalidade por Aids
e de 75% no número de casos de
aids em menores de 5 anos. No mesmo período o estado conseguiu redução de 12%
nos casos do HIV.
O Paraná é referência nacional no programa de
eliminação da transmissão vertical do HIV, de mãe para filho. Curitiba e
Umuarama receberam em 2019 o título de municípios livres da transmissão. Foram
as únicas cidades do Brasil a obter a certificação.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, todos os
dias ocorrem cerca de 1 milhão de novas ISTs.
Viver News – Karine Graeff c/ assessoria
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