As empresas precisam estar ou se tornarem mais resilientes e ágeis frente às novas realidades
Atualmente o nosso país e
o mundo vêm passando por uma crise de saúde sem precedentes, tendo como
desdobramento impactos importantes na economia mundial. Esta situação resulta
também em uma série de transformações no sistema financeiro que nos levam a
tomar atitudes e ações que até pouco tempo atrás eram inimagináveis ou não
necessariamente eram postas à mesa de discussões como uma prioridade.
A título de exemplo hoje
temos mais de 70% da força de trabalho do sistema bancário nacional operando em
home-office e operando bem. Outro ponto que deverá ser revisto é o de que será
provável que tenhamos que repensar cadeias globais de forma a não ficarmos
reféns de uma única nação ou pensando-se de outra forma, ampliar a demanda por regionalização
e consequente produção local, a qual gerará novos empregos, divisas internas e
a possibilidade, no longo prazo, do desenvolvimento de produtos de maior valor
agregado, o que lá na ponta, dependendo do tipo de produto e setor, poderá nos
trazer soberania.
O fato é que as empresas
precisam necessariamente estar ou se tornarem mais resilientes e ágeis frente
às novas realidades atuais e futuras, seja por meio de novos hábitos
alimentares, de higiene, de saúde, processos fabris mas também financeiros,
como por exemplo, na gestão do caixa.
Está bastante nítido que
um ponto delicado neste momento de redução drástica da demanda nos principais
setores da economia mundial, já está trazendo ou trará ainda problemas quanto à
gestão do caixa. Primeiro porquê de uma forma geral, muitas empresas não
estavam preparadas para ter uma queda abrupta na demanda de forma a permanecer
por um tempo mínimo exigido operando sem suas receitas ou com receitas mínimas.
Ou seja, estão falindo ou se encaminhando para processos falimentares.
Neste momento é
necessário manter o equilíbrio de uma empresa protegendo-a por meio dos
fundamentos financeiros, como por exemplo:
-Atuar permanentemente na
redução de custos
-Manter vivas as opções de
financiamento da empresa
-Acompanhar e maximizar o
fluxo de caixa
-Avaliar de forma mais
intensa o risco de crédito dos clientes
-Minimizar/reduzir o
capital de giro
Todas estas pontuações
acima garantem um fluxo de caixa mais adequado, evitando ou minimizando com
isso a falta de liquidez ou, que pode ou poderá trazer impactos importantes na
operação diária de uma empresa afetando inclusive sua capacidade de
investimentos.
A gestão de caixa deve
ser rígida, devendo existir relatórios diários e/ou semanais da posição do
caixa, detalhando pagamentos e recebimentos previstos a curto prazo. É
importante ainda, planejar a provável evolução da posição do caixa a médio
prazo, projetando entradas e saídas de caixa.
Já em se tratando de
postergação de gastos, tal decisão depende das condições internas da companhia
e também externas, como por exemplo, relação com fornecedores. É sempre bom e é
importante realizar exercícios frequentes (semanais) avaliando e stressando os
cenários que podem acometer o caixa da empresa levando-o ao pior cenário e com
isso avaliar o comportamento da liquidez.
e esta liquidez chegar ao
limite que pode afetar a operação, deveremos nos autoquestionar: conseguiremos
reverter o cenário numa condição um pouco melhor considerando o(s) semestre(s)
seguinte(s)? Este ponto, como citado anteriormente, deve ser revisitado de
forma perene em situações normais e mais profundamente neste momento atípico
que estamos vivenciando.
Vale ressaltar também que
é bastante provável que uma parcela importante das empresas não possui uma
gestão específica para o capital de giro, a qual permeia pela diferença entre
ativo e passivo circulantes da empresa e, como consequência, não há esforço neste
acompanhamento. Por isso é preciso reduzir o ativo circulante, como estoques
(com uma gestão mais atenta tanto de processos de produção como de compra) e
recebíveis (através, em parte, da gestão do crédito).
Por fim, um dos papéis
mais importantes da gestão neste momento é aliar alguns aspectos técnicos
indicados acima ao bom senso para as melhores tomadas de decisão, pois diversas
situações são atípicas e deveremos avaliar o comportamento de cenários
anteriores que de alguma forma buscam semelhança com a situação atual, como por
exemplo: crise financeira global de 2008, crise financeira na Ásia (1998), grande depressão (início em 1929), porém, com
uma diferença substancial, as crises anteriores foram tipicamente crises
financeiras e neste momento, vivemos uma grave crise na saúde que está
acarretando um também problema econômico com características atuais muito
difíceis de caminharem para uma solução no curto e médio prazo o qual se somam
a cenários futuros com alto grau de incerteza.
Autor: Marcelo Safadi
Alvares* – Diretor Financeiro da Prati-Donaduzzi
*Marcelo é Engenheiro
Civil pela Escola de Engenharia de Lins, tem Pós Graduação em Transporte Aéreo
e Aeroportos – ITA, MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios – FGV e
MBA – Módulo Internacional – ICTE Lisboa, além disso participou da Formação de
Executivos pela Fundação Dom Cabral (FDC).
Viver Toledo – Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Coamo, Acit, Ótica
Cristal, Essencial Modas, Lodi Store, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão,
Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Unimed
Costa Oeste, Tchibuum Natação e Hidro, Lodi Store, Unipar, Help Informática,
Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria,
Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Grupo Nanomax, iBOLSA, Pharma
S/A







0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial