Butantan inicia produção de CoronaVac e terá capacidade para 1 milhão de doses diárias
(Reuters) - O Instituto
Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, iniciou a produção da
CoronaVac, candidata a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela chinesa
Sinovac, e terá capacidade de 1 milhão de doses diárias do potencial imunizante,
disse nesta quinta-feira (10) o governador paulista, João Doria (PSDB).
Em entrevista
coletiva na sede do instituto, Doria disse que a produção será feita com base
em insumos recebidos pelo Butantan da Sinovac. “A fábrica do Butantan, que
funcionava em escalas, passará a partir de agora a funcionar 24 horas por dia,
sete dias por semana. Já autorizamos ao Instituto Butantan a contratação de
mais 120 técnicos para reforçar a produção da vacina. Os novos profissionais
vão se juntar aos 245 que já estão diretamente envolvidos na produção”, disse
Doria. “Com isso, a capacidade de produção da vacina chegará a 1 milhão de
doses por dia”, garantiu o governador.
Doria anunciou
nesta semana que a vacinação contra Covid-19 começará no Estado com a CoronaVac
em 25 de janeiro, embora a candidata a vacina ainda não tenha sequer pedido de
uso emergencial apresentado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Doria anunciou
nesta semana, ao divulgar o plano estadual de vacinação, que o Estado vai
disponibilizar 4 milhões de doses da CoronaVac para outros Estados.
Há ainda conversas
para exportar imunizantes para países da América Latina, sendo a mais avançada
com a Argentina, disse o presidente do Butantan, Dimas Covas, que também
participou da coletiva.
O Butantan espera
ter 100 milhões de doses da CoronaVac até maio e outras 40 milhões de doses
para países latino-americanos.
Dimas Covas disse,
ainda, que o custo por dose da CoronaVac para Estados e municípios fora de São
Paulo será de 10,30 dólares, mesmo valor que foi oferecido ao Ministério da
Saúde caso a pasta decida incluir a CoronaVac no Plano Nacional de Imunização,
o que o presidente do Butantan disse esperar que aconteça.
Ele manifestou a
expectativa de que a CoronaVac obtenha aprovação da agência regulatória da
China ainda este ano. “Muito rapidamente significa antes do final deste ano”,
afirmou.
Ele lembrou uma
lei federal que determina que, uma vez aprovada por uma das agências sanitárias
de Estados Unidos, União Europeia, Japão e China, uma vacina precisa ser
analisada em 72 horas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),
que deverá decidir se valida ou não o registro.
“Obviamente que
isso não significa que ela (Anvisa) tem que endossar integralmente. Ela pode
rejeitar ou aceitar, mas ela terá que fazer isso em 72 horas”, explicou. “Esse
é o caminho alternativo, porque o ideal seria pelo rito normal ou pelo uso
emergencial.”
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