Pazuello estima 24,5 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 em janeiro
(Reuters) - O ministro da
Saúde, Eduardo Pazuello, estimou nesta quinta-feira que o Brasil terá 24,5
milhões de doses de vacinas contra Covid-19 disponíveis em janeiro para
aplicação na população, dependendo de aprovação regulatória da Anvisa.
Segundo o
ministro, o governo espera receber 500 mil doses da Pfizer, 9 milhões da
CoronaVac/Instituto Butantan e 15 milhões da parceria AstraZeneca/Fiocruz no
primeiro mês de 2021.
O ministro, que na
véspera havia falado em iniciar a vacinação em fevereiro, não cravou um dia
específico para o início da aplicação das doses na população.
“A data exata é o
mês de janeiro, pode ser 18 de janeiro, 20 de janeiro, mas se pudermos
compreender que o processo diário vai nos dar a data”, disse Pazuello em
audiência no Senado.
“Isso tudo depende
do registro da Anvisa. O processo de registro é o que nos garante segurança e
eficácia”, acrescentou.
Segundo Pazuello,
a quantidade de doses de vacinas disponíveis irá subir em fevereiro para 37,5
milhões, e de março em diante ficará estável em 31 milhões por mês.
Durante a
audiência no Senado, o ministro afirmou que os técnicos do Ministério da Saúde
estão trabalhando com a previsão de recebimento de doses das diversas vacinas
que o governo negocia --nesse momento, AstraZeneca, Pfizer e Coronavac. Segundo
Pazuello, o cronograma de vacinação será atualizado à medida que os registros e
as previsões de entrega se confirmem.
“A produção, a
disponibilidade de doses da vacina e o registro na Anvisa é o que abre a
possibilidade de início da vacinação”, disse aos senadores.
Pazuello
ressaltou, mais uma vez, que “nada do que for produzido no Brasil deixará de ser
comprado”, desde que tenha o registro na Anvisa.
O governo federal
apresentou na véspera o plano de imunização contra a Covid-19, que incluiu pela
primeira vez as doses da CoronaVac, desenvolvida pela chinesa Sinovac e que
está sendo produzida no Brasil pelo Instituto Butantan.
Além dela, são
previstas 210 milhões de doses já contratadas da AstraZeneca/Oxford, a serem
produzidas no Brasil pela Fiocruz, e mais 42,5 milhões de doses contratadas com
a Covax Facilities, mecanismo de distribuição de vacinas da Organização Mundial
de Saúde (OMS).
O governo prevê
ainda 70 milhões de doses da Pfizer e negocia outras 38 milhões de doses da
Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson.
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