Brasil tenta assegurar importação de vacina da AstraZeneca da Índia
![]() |
Reuter/Michael
Weber/Imago Imagens
(Reuters) - O governo
brasileiro trabalha para garantir a importação da Índia de 2 milhões de doses
da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica britânica AstraZeneca
que estão sendo produzidas pelo Serum Institute of India, apesar do anúncio do
instituto de que só pretende exportar doses daqui a dois meses.
O Ministério das
Relações Exteriores está à frente das negociações relacionadas à importação das
doses prontas das vacinas da Índia, informou em nota a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), parceira brasileira da AstraZeneca para produção local do imunizante
e responsável pela importação.
Procurado, o
Itamaraty ainda não se manifestou.
Mais cedo, duas
fontes com conhecimento do assunto haviam antecipado à Reuters o trabalho
diplomático do governo no sentido de assegurar a importação.
Em 31 de dezembro,
a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fiocruz a
importar 2 milhões de doses da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela
AstraZeneca, em fabricação pelo instituto indiano. O pedido de importação teve
como objetivo acelerar o início da imunização no país uma vez que a vacina
receber a aprovação da Anvisa, segundo a fundação.
Contudo, no
domingo (03), o Serum Institute of India informou que pretende se concentrar
primeiro em atender a demanda imediata da Índia nos próximos dois meses antes
de exportar para outros países interessados.
Em entrevista após
a aprovação da vacina para uso emergencial no segundo país mais populoso do
mundo, o presidente-executivo do Serum, Adar Poonawalla, disse que as
exportações podem ser possíveis depois de fornecer ao governo indiano 100
milhões de doses iniciais.
A decisão da Índia
de proibir exportações poderia atrasar ainda mais o início da vacinação contra
Covid-19 no Brasil, que na hipótese mais otimista, está prevista para começar a
partir de 20 de janeiro.
O Ministério da
Saúde não se manifestou de imediato sobre o assunto.
A vacina da
AstraZeneca é a principal aposta do governo brasileiro para imunizar a
população contra a Covid-19, com expectativa de produção de 210 milhões de
doses pela Fiocruz ao longo do ano, entre doses produzidas com insumos
importados e doses totalmente fabricadas no país.
Até o momento, no
entanto, a vacina ainda não recebeu aprovação regulatória da Anvisa. A
presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que a fundação vai solicitar
autorização para uso emergencial da vacina junto à Anvisa até quarta-feira.
Nesta
segunda-feira (04), a Anvisa informou ter recebido dados da Fiocruz sobre a
vacina a ser importada do Serum Institute of India, e disse que precisa avaliar
a comparabilidade entre a vacina produzida no Reino Unido, que está sendo
testada no Brasil, e a vacina fabricada na Índia.
O Reino Unido se
tornou nesta segunda-feira o primeiro país do mundo a vacinar sua população com
o imunizante, que foi desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a
Universidade de Oxford.
Editores: Wanderley Graeff (45 98801-8722) e Karine
Graeff (45 98811-1281)- Gerência Administrativa: Luciane Graeff (45 98811-4875)
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Essencial Modas, Lodi Store, Imobiliária
Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft,
Oesteline, Toledão, Unimed Costa Oeste, Tchibuum Natação e Hidro, Lodi Store,
Unipar, Help Informática, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention,
Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus,
Grupo Nanomax, iBolsa, Pharma S.A., Pousada FECEP Guaratuba, Cataratas do
Iguaçu S.A.








0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial