Saúde amplia monitoramento de risco para as crianças até dois anos de idade no Paraná
A Secretaria de
Estado da Saúde está ampliando em todo o Estado a estratificação de risco de
crianças. O acompanhamento, que vinha sendo feito em crianças de até um ano de
idade, foi estendido para até dois anos, como forma de dar oportunidade a
cuidados mais amplos, adequados e especializados.
“Esta ampliação
significa o monitoramento de todas as crianças que nascem nas maternidades e
hospitais da rede pública com aumento do número de consultas entre o 1º e 24º
mês de vida, além da oferta de atendimentos multiprofissionais”, afirmou o
secretário de Estado da Saúde Beto Preto.
Monitoramento
A estratificação de
risco começa na alta da maternidade ou na visita domiciliar e o acompanhamento
é realizado pela Atenção Primária em Saúde, nas unidades básicas de forma
exclusiva ou compartilhada com a Atenção Ambulatorial Especializada.
As crianças são
estratificadas por três estágios: risco habitual, a que todas estão expostas;
risco intermediário, quando apresentam sinais que alertam para uma assistência
com maior frequência, e o alto risco, quando há doenças graves congênitas,
malformações, testes de triagem alterados, desenvolvimento psicomotor
insatisfatório, desnutrição ou obesidade.
“Dependendo do risco
apontado na estratificação, a criança seguirá um protocolo de cuidados e a
principal meta da Sesa, com esta ampliação da faixa etária atendida, é
aumentarmos a oportunidade de atuação, de prevenção e de promoção de
assistência. A continuidade do cuidado é um dos princípios que devem ser
garantidos à criança, por isso estamos implementando a oferta neste novo modelo
de estratificação”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria
Goretti David Lopes.
O calendário de
consultas foi ampliado em todos os grupos de risco. Crianças que apresentam
alto risco terão 16 consultas programadas, oito a mais que na estratificação
anterior, e contarão ainda com seis atendimentos multiprofissional
especializado, dois a mais que o anterior. Crianças classificadas de risco
intermediário terão 14 consultas programadas, com o acréscimo de seis
consultas, e as crianças com risco habitual terão nove consultas, o que
representa duas consultas a mais.
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