Vazio sanitário da soja começa nesta quinta-feira; proibição segue até 10 de setembro
O vazio sanitário da
soja no Paraná inicia nesta quinta-feira (10) e segue até 10 de setembro. Neste
período, fica proibido cultivar, manter ou permitir a existência de plantas
vivas de soja no campo. O objetivo é reduzir a sobrevivência do fungo causador da
ferrugem asiática durante a entressafra e consequentemente atrasar a ocorrência
da doença na próxima safra. - Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar© Camila
Roberta Javorski Ueno/Adapar
O vazio sanitário da
soja no Paraná inicia nesta quinta-feira (10) e segue até 10 de setembro. Neste
período, fica proibido cultivar, manter ou permitir a existência de plantas
vivas de soja no campo. O objetivo é reduzir a sobrevivência do fungo causador
da ferrugem asiática durante a entressafra e, consequentemente, atrasar a
ocorrência da doença na próxima safra.
A medida considera a
importância econômica da cultura da soja no Paraná e os prejuízos causados pela
ferrugem asiática. Por isso, medidas sanitárias são adotadas pelo sistema
oficial de Defesa Sanitária Vegetal de forma efetiva e constante.
“A prática do vazio
sanitário beneficia o produtor, que terá o aparecimento dos primeiros focos da
doença cada vez mais tarde, e dessa forma necessitará de menos aplicações de
fungicidas para o controle da ferrugem”, explica o gerente de Sanidade Vegetal
da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Renato Rezende Young
Blood.
Assistência técnica
do Estado e planejamento geram aumento na produção e qualidade do leite
Maior do Brasil,
Paraná produziu 1,5 milhão de toneladas de carne no primeiro trimestre
No Paraná, a Portaria
Adapar nº 342/2019 de 05/11/2019 estabelece o período do vazio sanitário e
outras providências, entre elas a proibição do plantio de soja sobre soja na
mesma área e mesmo ano agrícola e determina que a colheita e a interrupção do
ciclo da cultura ocorram até o dia 15 de maio de cada ano.
Ferrugem Asiática
A ferrugem asiática é
causada pelo fungo Phakospora pachyrhizi. Devido à severidade do ataque,
disseminação, custos de controle e o potencial de redução de produtividade da
lavoura, que pode chegar a 90%, é considerada a principal doença da soja. As
ações de fiscalização pela Adapar continuam mesmo durante a pandemia da
Covid-19, pois as pragas permanecem ativas e a agricultura segue o calendário
normal de plantio, manejos fitossanitários e colheita.
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