Impressão 3D é aplicada para auxiliar na inclusão de pessoas com deficiência
A Pixed, nova residente no Biopark, além de produzir próteses com baixo custo, destaca-se por um trabalho integral de acompanhamento aos usuários
As próteses da empresa destacam-se pelo baixo custo – 80% mais baratas do que as encontradas no mercado tradicional - e por um programa de integração que auxilia o usuário, com apoio psicológico e médico. Desde sua fundação, a empresa já produziu mais de 80 próteses e agora estuda iniciar operações no Brasil, com o apoio do Biopark.
“Embora o preço seja um diferencial, consideramos que todo o nosso programa integrador é o que realmente nos destaca. Somos a primeira empresa que incorporou um acompanhamento integral, psicológico e médico para que o usuário não só receba a prótese e a deixe de lado, mas sinta-se bem com ela”, explica Ricardo Rodríguez, engenheiro mecânico elétrico e CEO da Pixed.
Tudo isso é fruto de um propósito social que nasceu junto com a empresa. “Todos nós, fundadores, tivemos, de alguma forma, contato com deficiência em algum membro da família, por isso, sabíamos que as pessoas com deficiência podiam fazer as coisas de maneiras diferentes, mas acima de tudo, podiam fazer, apesar das barreiras que a sociedade coloca”, ressalta Rodríguez. Hoje a empresa produz próteses superiores, como mãos e braços, mas já trabalha no desenvolvimento de membros inferiores.
A produção das próteses é feita integralmente pela empresa, desde as medições, feitas com scanner 3D, passando pela criação do desenho, que pode ser totalmente personalizado, até a impressão. “Todas as próteses que fazemos são desenhos 100% nossos e cada uma é produzida analisando o caso. Por exemplo, alguns querem andar de bicicleta, outros querem escrever, outros querem dirigir, outros querem usar ferramentas, etc. É um mundo diferente que nos desafia a criar coisas diferentes e orientadas a cada um deles”. Para crianças, por exemplo, a prótese pode ganhar temas comuns ao cotidiano infantil, com personagens de desenhos animados.
Do Peru, a empresa já enviou próteses para outros países, como Chile, Honduras e Estados Unidos, mas no Brasil a ideia é criar conexões com outras empresas e poder atender as demandas já existentes. “Com a impressão 3D podemos dizer que o mundo é o nosso laboratório. Estamos estudando a necessidade no Brasil para ver para onde podemos direcionar nossos dispositivos. O Biopark vai auxiliar a fazer conexões com outras empresas, para que possamos usar nossa tecnologia não apenas na área médica, mas também para outros setores”, acrescenta Rodrígues. Interessados em conhecer os produtos da Pixed podem entrar em contato pelo e-mail: contacto@pixedcorp.com.
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