26/01/2022

Covid-19: dados apontam pior cenário epidemiológico desde o início da pandemia; casos subiram 20 vezes entre crianças

 

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Os dados apresentados na reunião do Centro de Operações Especiais (COE) na terça-feira (25) mostram o pior momento epidemiológico da pandemia de coronavírus. A semana epidemiológica (SE03), entre 16 a 22 de janeiro, apresentou 5.539 casos suspeitos, com 2.439 confirmações. 

O alto número de notificações - 5.539 pessoas - aponta para aproximadamente 15 mil munícipes em isolamento, ou seja, 10% da população toledana. “Isso representa queda na prestação de serviços, na produção industrial e em toda a cadeia produtiva”, disse o diretor-geral da Secretaria de Saúde e responsável pela apresentação dos dados aos integrantes do COE, Fernando Pedrotti. “Isso se reflete também nos trabalhadores da saúde. Hoje o quadro funcional da Secretaria [de Saúde] tem cerca de 1100 servidores municipais, e temos mais de 100 cumprindo isolamento, alguns por sintomas, outros por ter algum familiar com suspeita ou infecção por coronavírus”, destaca.

Soma-se a estas baixas, segundo Fernando Pedrotti, o momento de maior demanda de saúde da história do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. “Atinge o sistema de ponta a ponta. Desde o primeiro atendimento nas unidades para sintomáticos, no setor de epidemiologia, nas coletas de exames. Isso tem desdobres na Unidade de Pronto Atendimento [UPA/Vila Becker], pois as urgências e emergências de outras patologias seguem todas para lá”, expõe. “Além destes setores, a Atenção Primária é comprometida, pois duas unidades básicas de saúde (UBS’s) se tornaram locais exclusivos para sintomáticos (Panorama e Cosmos), e duas no interior que já precisamos interromper os atendimentos”, frisa.

Aumento de casos

A grande preocupação em relação aos aumentos dos casos, mesmo com a doença apresentando quadros mais leves dos pacientes infectados em relação aos outros momentos da pandemia, é a possibilidade de novas situações de evolução para pacientes graves. “A relação é clara. Quanto maior o número de confirmações de infecção, maior a possibilidade de surgirem quadros mais graves da doença”, aponta Pedrotti.

Outro fator destacado é que a pessoa sintomática precisa esperar 1 mês para tomar a vacina, seja a primeira, segunda ou terceira dose, ou a pediátrica. “Quem apresentou infecção por coronavírus, precisa aguardar esse período para tomar sua dose. Isso retarda o avanço da cobertura vacinal também”, comenta.

Covid em crianças

Um dado que tem chamado atenção das autoridades em saúde, é o aumento de casos de covid-19 em crianças entre 0 e 09 anos. Segundo Pedrotti, a procura ainda por vacinas para crianças é pequena.

"Neste ano com os exames de RT-PCR, 0,82% dos diagnosticados com covid-19 em Toledo estavam na faixa etária de 0 a 9 anos, com os exames de teste rápido de antígeno, esse número subiu para 16,4%, ou seja, aumentou 20 vezes entre as crianças. O vírus está migrando para as crianças", disse.

Ele ainda ressaltou a importância da vacina para a população, dizendo ainda que em Toledo a procura da vacina infantil está baixa. Hoje, Toledo está vacinando crianças de 10 e 11 anos mas, segundo o diretor, a partir dos próximos dias já deve baixar a faixa etária para os 09 anos.

*com informações portal Catve


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