Em dois meses, 298 cidades do Paraná não registraram óbitos por Covid-19
Diminuição de casos é resultado da vacinação em massa, diz Sesa
Vacinação em Toledo: números de infecções diminuíram drasticamente (Fábio Ulsheimer)
Em
alguns, como Pinhal de São Bento e Jardim Olinda, as últimas mortes em
decorrência do vírus foram registradas em abril de 2021. São 39 cidades há mais
de 200 dias sem óbitos e, se a análise baixar para 150 dias, são 113 municípios
nessa condição, quase 30% do Estado. Os dados são da Secretaria de Estado da
Saúde (Sesa).
A
queda no número de mortes em todo o Estado é resultado da vacinação em massa.
Até o momento, o Paraná tem mais de 70% da população completamente imunizada
com segunda dose e dose única.
O
impacto disso no número de mortes pode ser exemplificado em um comparativo dos
períodos. Entre novembro de 2020 e janeiro de 2021, o número de mortes
registradas foi de 5.211. No mesmo período um ano depois, entre 2021 e 2022,
foram 566. Nos primeiros 20 dias de janeiro, 71 paranaenses morreram, menor
resultado desde abril de 2020.
“Sem
a vacina, teríamos perdido a vida de ainda mais paranaenses. Com o avanço da
campanha de imunização, conseguimos frear a evolução da doença no Paraná. A
queda na mortalidade sem dúvida é reflexo da efetividade e segurança das
vacinas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Doses aplicadas
Até
o momento, foram 19.202.935 vacinas aplicadas na população geral, sendo que,
destas, 9.106.027 foram destinadas à primeira dose, e 8.434.414 à segunda dose
ou dose única. As doses de reforço em idosos e imunossuprimidos já contabilizam
1.177.109 aplicações.
Em
relação à dose adicional, para imunossuprimidos que receberam mais uma dose
além das duas normais ou dose única, foram 150.236 aplicações. Os dados constam
no sistema do Ministério da Saúde, atualizado em tempo real pelos estados,
portanto, podem conter algumas divergências.
Aumento de casos
Mesmo
com a queda no número de mortes, os casos tiveram um salto no início do ano.
Somente nos primeiros dias de janeiro, foram 167.278 infectados, número maior
do que o registrado durante o mês todo em 2021, de 119.048 contaminados.
“Com
a chegada da variante Ômicron ao Paraná, percebemos a mudança no padrão de
contaminação. Estamos diante de algo que é muito difícil de controlar e só
estamos conseguindo evitar mais óbitos do que já vínhamos contando, porque
temos uma população vacinada”, afirmou o secretário.
Ômicron
A
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Paraná confirmou à Secretaria de Estado da
Saúde, que o índice de predominância da variante Ômicron gira em torno de
85,3%. Dentro de 190 novas amostragens analisadas, 162 positivaram para a cepa,
e 28 para a Delta, que era predominante no Estado em 2021.
O
relatório de circulação de linhagens do vírus Sars-CoV-2, responsável pela
Covid-19, do Instituto Carlos Chagas, já havia confirmado a predominância da
variante no sequenciamento genômico do último sábado (15). A análise considera
testes coletados entre 3 e 9 de janeiro deste ano nas quatro macrorregiões do
Estado em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
O
primeiro caso da variante Ômicron foi confirmado no Paraná no último dia 12, um
paciente de 24 anos residente em Curitiba, com caso confirmado para a Covid-19
em dezembro.
Editores: Wanderley Graeff e Karine Graeff
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