Gallassini destaca produtividade do milho em Toledo e projeta faturamento maior da Coamo em 2022
Dirigente comandou
primeira reunião de campo presencial na região após a pandemia
No encontro, na tarde desta quinta-feira (14), no auditório da Universidade Católica, em Toledo, Gallassini fez uma explanação sobre o momento da cooperativa, falou sobre a boa segunda safra de milho e das perspectivas econômicas para o restante do ano.
Reuniões presenciais
Gallassini comemorou o retorno das reuniões presenciais: “As reuniões online são boas e a família toda assiste, mas nada é igual ao presencial. Agora, o formato foi mudado para dez reuniões regionais ampliadas com os entrepostos do entorno da cidade escolhida. Era corrido, cerca de 5 mil quilômetros rodadas. Agora temos menos viagens”.
Milho segunda safra
Gallassini avaliou o desempenho da cultura, dizendo que está muito bom em todos os lugares:
“Estou surpreso com Toledo, onde está mais adiantada a safra. O plantio mais cedo favoreceu a produtividade, chegando a 350 sacas por alqueire, alguns produtores chegando a 400. O volume entregue em Toledo é o maior de todos os entrepostos, com 1,5 milhão de sacas até agora e deve chegar a quase 4 milhões de sacas”.
Cigarrinha
“É um inseto, mas transmite vírus e bactérias e tem dado problemas sérios de enfezamento do milho em todas as áreas de atuação da Coamo. A pesquisa ainda não teve tempo de criar uma variedade mais resistente e os custos são altos para o combate, mas devemos ter uma solução, pois o milho é muito importante”.
Insumos
Sobre a disponibilidades dos insumos, especialmente fertilizantes, o presidente da Coamo assegurou que a cooperativa trabalha sempre com um planejamento seguro:
“Tivemos muita conversa de que faltariam insumos, especialmente adubo. Não vai faltar. Na Coamo providenciamos a compra com antecedência para termos todos os produtos nas mãos dos cooperados no momento do plantio”.
Plano Safra
O volume de dinheiro foi bom, mas o preocupante é o juro, que subiu muito, segundo Gallassini:
“Maquinário, 12,5% é caro, mas o governo alega que tinha que subir para não diminuir o volume do dinheiro disponível. Há interrogações sobre o que vai acontecer, mas esperamos que no fim tenhamos um ano normal”.
Custo de produção
Subiu significativamente, superando R$ 10 mil por alqueire:
“A soja, se produzir 150 sacas por alqueire, vai sair 64 sacas para pagar os insumos, colheita, frete, empregados, óleo diesel, etc., e entregar na Coamo. É um preço caro, mas ainda é um bom negócio, mesmo com a queda de preço da soja, estimada em cerca de R$ 160,00 para o início do ano. Ainda não é ruim, mas já foi melhor e por isso que a gente reclama, já chegou a R$ 200,00”.
VBP de Toledo
Gallassini falou ainda sobre as riquezas produzidas pela região polarizada por Toledo, sendo o município o maior produtor de alimentos do Estado, no topo do ranking do Valor Bruto da Produção Agropecuária:
“A gente fica orgulhoso de poder participar de uma região rica, bem diversificada economicamente, e participando com grandes volumes da produção da região, onde o cooperado entrega a produção e autoriza a venda no momento que ele achar melhor. Somos uma cooperativa de grãos e não atuamos com proteína animal, mas fornecemos todos os produtos de farmácia veterinária. Estamos muito satisfeitos, especialmente porque temos produtores bem participativos com a sua cooperativa”.
Ano eleitoral
Questionado sobre o ano eleitoral, ele deu o recado:
![]() |
| Gerentes, diretores e cooperados participaram do encontro (WG/Viver Toledo) |
Wanderley Graeff
Do Viver Toledo
A
Coamo Cooperativa Agroindustrial estima um faturamento maior do que em 2021,
quando somou R$ 24,6 bilhões, devendo passar para a casa de R$ 25 bilhões a R$ 26
bilhões em 2022. Esse aumento se deve aos preços, embora ainda haja reflexos da
quebra da última safra. A projeção foi dada pelo presidente do Conselho de
Administração, José Aroldo Gallassini, em coletiva de imprensa que antecedeu a
primeira reunião de campo presencial com cooperados da região Oeste, depois da
pandemia do coronavírus.No encontro, na tarde desta quinta-feira (14), no auditório da Universidade Católica, em Toledo, Gallassini fez uma explanação sobre o momento da cooperativa, falou sobre a boa segunda safra de milho e das perspectivas econômicas para o restante do ano.
Reuniões presenciais
Gallassini comemorou o retorno das reuniões presenciais: “As reuniões online são boas e a família toda assiste, mas nada é igual ao presencial. Agora, o formato foi mudado para dez reuniões regionais ampliadas com os entrepostos do entorno da cidade escolhida. Era corrido, cerca de 5 mil quilômetros rodadas. Agora temos menos viagens”.
Milho segunda safra
Gallassini avaliou o desempenho da cultura, dizendo que está muito bom em todos os lugares:
“Estou surpreso com Toledo, onde está mais adiantada a safra. O plantio mais cedo favoreceu a produtividade, chegando a 350 sacas por alqueire, alguns produtores chegando a 400. O volume entregue em Toledo é o maior de todos os entrepostos, com 1,5 milhão de sacas até agora e deve chegar a quase 4 milhões de sacas”.
Cigarrinha
“É um inseto, mas transmite vírus e bactérias e tem dado problemas sérios de enfezamento do milho em todas as áreas de atuação da Coamo. A pesquisa ainda não teve tempo de criar uma variedade mais resistente e os custos são altos para o combate, mas devemos ter uma solução, pois o milho é muito importante”.
Insumos
Sobre a disponibilidades dos insumos, especialmente fertilizantes, o presidente da Coamo assegurou que a cooperativa trabalha sempre com um planejamento seguro:
“Tivemos muita conversa de que faltariam insumos, especialmente adubo. Não vai faltar. Na Coamo providenciamos a compra com antecedência para termos todos os produtos nas mãos dos cooperados no momento do plantio”.
Plano Safra
O volume de dinheiro foi bom, mas o preocupante é o juro, que subiu muito, segundo Gallassini:
“Maquinário, 12,5% é caro, mas o governo alega que tinha que subir para não diminuir o volume do dinheiro disponível. Há interrogações sobre o que vai acontecer, mas esperamos que no fim tenhamos um ano normal”.
Custo de produção
Subiu significativamente, superando R$ 10 mil por alqueire:
“A soja, se produzir 150 sacas por alqueire, vai sair 64 sacas para pagar os insumos, colheita, frete, empregados, óleo diesel, etc., e entregar na Coamo. É um preço caro, mas ainda é um bom negócio, mesmo com a queda de preço da soja, estimada em cerca de R$ 160,00 para o início do ano. Ainda não é ruim, mas já foi melhor e por isso que a gente reclama, já chegou a R$ 200,00”.
VBP de Toledo
Gallassini falou ainda sobre as riquezas produzidas pela região polarizada por Toledo, sendo o município o maior produtor de alimentos do Estado, no topo do ranking do Valor Bruto da Produção Agropecuária:
“A gente fica orgulhoso de poder participar de uma região rica, bem diversificada economicamente, e participando com grandes volumes da produção da região, onde o cooperado entrega a produção e autoriza a venda no momento que ele achar melhor. Somos uma cooperativa de grãos e não atuamos com proteína animal, mas fornecemos todos os produtos de farmácia veterinária. Estamos muito satisfeitos, especialmente porque temos produtores bem participativos com a sua cooperativa”.
Ano eleitoral
Questionado sobre o ano eleitoral, ele deu o recado:
“A
Coamo é apolítica e não manifesta posição em favor de um candidato ou outro. O
que fazemos é uma aproximação com os parlamentares que tradicionalmente
defendem a pauta do cooperativismo”.
Participaram
do encontro em Toledo os diretores executivos da Coamo, Airton Gallinari, e da
Credicoamo, Alcir José Goldoni, além dos gerentes da cooperativa na área de
abrangência da Regional Oeste, entre eles o gerente das unidades de Toledo,
Celso Luiz Paggi.
A reunião de campo ocorreu em conjunta para os cooperados dos entrepostos de Toledo, Vila Nova, Dez de Maio, Dois Irmãos, Bragantina, São Pedro do Iguaçu, Tupãssi, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste e Brasilândia do Sul.
Participações
![]() |
| Diretores com gerentes de entrepostos da região |
A reunião de campo ocorreu em conjunta para os cooperados dos entrepostos de Toledo, Vila Nova, Dez de Maio, Dois Irmãos, Bragantina, São Pedro do Iguaçu, Tupãssi, Nova Santa Rosa, Ouro Verde do Oeste e Brasilândia do Sul.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – Apto. 403- Vila Industrial
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