6 mentiras sobre queda capilar que as pessoas acreditam
Médico e tricologista rebate mentiras sobre causas para queda capilar que ficaram
popularizadas ao ponto de impedir algumas pessoas de procurar soluções
profissionais para o problema
Quem nunca ouviu uma “verdade absoluta” sobre cabelos? E quando se trata em solucionar ou descobrir causas para a queda capilar aparecem afirmações de todos os tipos, algumas que ficam tão enraizadas e populares que fazem as pessoas conviverem por mais tempo com a perda de fios ao invés de procurar ajuda profissional para investigar e reverter o problema.
Por
muitos anos atendendo pacientes com diversas queixas capilares, Dr Ademir
Carvalho Leite Júnior reuniu alguns relatos de pacientes que acreditaram em
mentiras sobre queda capilar que ainda são amplamente divulgadas e repetidas.
Veja seis delas e o que explica o médico e tricologista.
Usei um shampoo que
resolveu a queda em uma semana:
Dr. Ademir conta que a afirmação é das mais comuns entre pacientes e o público em geral. Mas o profissional é categórico em afirmar que não existe shampoo milagroso e que resolva a queda de cabelo em dois ou três dias - ou o contrário, que cause a queda de cabelos - e que a associação que as pessoas fazem pode ser apenas uma coincidência entre o uso no período em que o cabelo já estava pronto para parar de cair e a maior atenção da pessoa voltada para os fios que caem.
Fiz progressiva por dez
anos e nunca tive queda:
Para o tricologista a queda capilar, que nessas pessoas aparenta ter começado repentinamente, é totalmente esperada e previsível. Dr Ademir explica que a queda por conta da progressiva e outras químicas de transformação com grau de periculosidade parecidos não tem data para começar, mas quando chega deve ser encarada e tratada como consequência desses processos, pois eles são agressivos aos fios e ao couro cabeludo, por mais que se tenha cuidado na aplicação. Existem situações em que essas lesões do couro cabeludo ao longo dos anos vão além da queda, causando a perda dos cabelos, completa o profissional.
Nunca tive alergia,
então esse produto não tem nada a ver com o problema capilar:
Médico experiente, Dr Ademir aconselha que se tenha atenção ao que o paciente sempre usa para identificar possíveis rejeições do organismo causando as temidas alergias. “Os mecanismos alérgicos são desenvolvidos por algumas variáveis, determinados componentes e ingredientes de formulações podem desencadear alergias quando usados por anos, mesmo que antes nada acontecesse ao usar. É preciso investigar. ”
O chip da beleza não tem
efeito colateral:
O médico aponta que há na literatura relatos que os chips que têm o hormônio gestrinona merecem atenção. Isso por conta de o hormônio desenvolver atividade parecida com hormônio masculino nas mulheres, o mesmo vale para os que têm testosterona entre os componentes, que devem ser indicados com extrema cautela, pois nas mulheres suscetíveis a desenvolver calvície podem causar queda capilar, mesmo com as ditas doses pequenas de hormônio.
Estou comendo melhor na
minha dieta e meu cabelo piorou:
É preciso cuidado com essa avaliação. Dr Ademir explica que algumas vezes a rápida redução de peso, consequência de processos de reeducação alimentar ou dietas, mesmo as saudáveis, para emagrecimento, impactam negativamente nos cabelos, mas a ligação da queda com os alimentos considerados mais saudáveis é injusta e incorreta. O médico aconselha paciência e tranquiliza ao afirmar que “esse quadro tende a ser passageiro e a queda capilar é revertida com estratégias aplicadas pelos profissionais tricologistas, ou mesmo naturalmente com a regularização promovida pelo próprio organismo”.
Comecei o tratamento
contra queda há um mês e não melhorou, não fez efeito:
Para o tricologista, os profissionais precisam alinhar essas expectativas com o paciente, uma vez que a melhora da queda em dias, duas ou três semanas, normalmente, refletem um ciclo de meses onde a fisiologia natural já preparava a paralisação da queda. O tratamento, na realidade, vai regular o ciclo de crescimento capilar, ou seja, o paciente vai observar cabelos crescendo e, paralelamente, a queda diminuindo. E isso pode levar meses.
O
tricologista finaliza com um alerta. “É preciso estar atento ao que realmente
pode ou não causar queda capilar e isso é possível buscando conhecimento em
fontes confiáveis, por isso, a experiência em passar por consulta e avaliação
com um tricologista deve ser encarada como cuidado com a saúde, para além se
resolver uma questão que incomoda esteticamente. Muitas vezes a abordagem
tricológica é complementar com outros tratamentos para resolver problemas mais
complexos do paciente onde a queda de cabelos aparece como consequência”.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial
Quem nunca ouviu uma “verdade absoluta” sobre cabelos? E quando se trata em solucionar ou descobrir causas para a queda capilar aparecem afirmações de todos os tipos, algumas que ficam tão enraizadas e populares que fazem as pessoas conviverem por mais tempo com a perda de fios ao invés de procurar ajuda profissional para investigar e reverter o problema.
Dr. Ademir conta que a afirmação é das mais comuns entre pacientes e o público em geral. Mas o profissional é categórico em afirmar que não existe shampoo milagroso e que resolva a queda de cabelo em dois ou três dias - ou o contrário, que cause a queda de cabelos - e que a associação que as pessoas fazem pode ser apenas uma coincidência entre o uso no período em que o cabelo já estava pronto para parar de cair e a maior atenção da pessoa voltada para os fios que caem.
Para o tricologista a queda capilar, que nessas pessoas aparenta ter começado repentinamente, é totalmente esperada e previsível. Dr Ademir explica que a queda por conta da progressiva e outras químicas de transformação com grau de periculosidade parecidos não tem data para começar, mas quando chega deve ser encarada e tratada como consequência desses processos, pois eles são agressivos aos fios e ao couro cabeludo, por mais que se tenha cuidado na aplicação. Existem situações em que essas lesões do couro cabeludo ao longo dos anos vão além da queda, causando a perda dos cabelos, completa o profissional.
Médico experiente, Dr Ademir aconselha que se tenha atenção ao que o paciente sempre usa para identificar possíveis rejeições do organismo causando as temidas alergias. “Os mecanismos alérgicos são desenvolvidos por algumas variáveis, determinados componentes e ingredientes de formulações podem desencadear alergias quando usados por anos, mesmo que antes nada acontecesse ao usar. É preciso investigar. ”
O médico aponta que há na literatura relatos que os chips que têm o hormônio gestrinona merecem atenção. Isso por conta de o hormônio desenvolver atividade parecida com hormônio masculino nas mulheres, o mesmo vale para os que têm testosterona entre os componentes, que devem ser indicados com extrema cautela, pois nas mulheres suscetíveis a desenvolver calvície podem causar queda capilar, mesmo com as ditas doses pequenas de hormônio.
É preciso cuidado com essa avaliação. Dr Ademir explica que algumas vezes a rápida redução de peso, consequência de processos de reeducação alimentar ou dietas, mesmo as saudáveis, para emagrecimento, impactam negativamente nos cabelos, mas a ligação da queda com os alimentos considerados mais saudáveis é injusta e incorreta. O médico aconselha paciência e tranquiliza ao afirmar que “esse quadro tende a ser passageiro e a queda capilar é revertida com estratégias aplicadas pelos profissionais tricologistas, ou mesmo naturalmente com a regularização promovida pelo próprio organismo”.
Para o tricologista, os profissionais precisam alinhar essas expectativas com o paciente, uma vez que a melhora da queda em dias, duas ou três semanas, normalmente, refletem um ciclo de meses onde a fisiologia natural já preparava a paralisação da queda. O tratamento, na realidade, vai regular o ciclo de crescimento capilar, ou seja, o paciente vai observar cabelos crescendo e, paralelamente, a queda diminuindo. E isso pode levar meses.
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