Depósitos futuros no FGTS poderão ser usados para comprar casa popular
Trabalhador precisa ficar
atento a riscos
A partir do próximo ano, o trabalhador poderá usar os depósitos futuros no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de casas populares. Na última semana, o Diário Oficial da União publicou portaria que autoriza o uso desses recursos para pagar prestações do Programa Casa Verde e Amarela. A operação, no entanto, envolve riscos.
Embora
a autorização para o início da modalidade já esteja valendo, a medida demorará
para chegar ao mutuário. Isso porque as instituições financeiras terão 120 dias
para se adaptarem à nova regra de contratação e só começarão a oferecer esse
tipo de contrato em fevereiro de 2023.
Somente
famílias com renda mensal bruta de até R$ 4,4 mil poderão recorrer ao
mecanismo, que poderá ser usado para a compra de apenas um imóvel por
beneficiário. Na prática, a medida institui uma espécie de consignado do FGTS.
Em vez de o dinheiro depositado mensalmente ir para a conta do trabalhador,
será descontado para ajudar a pagar as prestações e diminuir mais rápido o
saldo devedor do imóvel popular.
Exemplo de como a medida
funcionará
Até agora, um mutuário que ganhe R$ 2 mil por mês podia financiar um imóvel com prestação de R$ 440. Com o uso do FGTS futuro, mais R$ 160 serão incorporados, fazendo o valor da prestação subir para R$ 600 sem que o trabalhador tire mais dinheiro do próprio bolso.
A
medida tem como objetivo desovar o estoque de imóveis parados no Casa Verde e
Amarela. Atualmente, cerca de um terço dos financiamentos são negados por falta
de capacidade de renda. Ao incluir os depósitos futuros do FGTS no pagamento
das parcelas, mais famílias poderão ter acesso ao programa habitacional.
Operação envolve riscos
A decisão caberá ao trabalhador, que não será obrigado a aderir a essa modalidade. Esse tipo de operação, no entanto, não está isento de riscos. Em vez de acumular o saldo no FGTS e usar o dinheiro para amortizar ou quitar o financiamento, como ocorre atualmente, o empregado terá bloqueados os depósitos futuros do empregador no Fundo de Garantia. O risco está no caso de demissão.
Caso
o trabalhador perca o emprego, ficará com a dívida, que passará a incidir sobre
parcelas de maior valor. Se ficar desempregado durante muito tempo, além de ter
a casa tomada, o mutuário ficará sem o FGTS.
Em
nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que o risco das
operações será assumido pelos bancos e que continua valendo a regra atual de
pausa no pagamento das prestações por até seis meses por quem fica
desempregado. O valor não pago é incorporado ao saldo devedor, conforme acordo
entre a Caixa Econômica Federal e o Conselho Curador do FGTS.
Um
artigo na lei autoriza a retomada do Fundo Garantidor de Habitação Popular,
criado em 2009 para cobrir a inadimplência nos programas habitacionais populares
e suspenso em 2016. No entanto, as regras para os casos de inadimplência ainda
precisam ser editadas por resoluções do Ministério do Desenvolvimento Regional
e do Conselho Curador do FGTS.
Enquanto
todas as regras ainda não forem definidas, as construtoras estão aguardando
informações. O Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) propôs que o
FGTS futuro também seja autorizado na compra de imóveis populares usados, em
vez de unidades novas. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic)
pediu que o governo insira um percentual limite dos depósitos futuros a serem
bloqueados. Com a introdução de um teto, o trabalhador continuaria a acumular
saldo no FGTS.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial
A partir do próximo ano, o trabalhador poderá usar os depósitos futuros no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de casas populares. Na última semana, o Diário Oficial da União publicou portaria que autoriza o uso desses recursos para pagar prestações do Programa Casa Verde e Amarela. A operação, no entanto, envolve riscos.
Até agora, um mutuário que ganhe R$ 2 mil por mês podia financiar um imóvel com prestação de R$ 440. Com o uso do FGTS futuro, mais R$ 160 serão incorporados, fazendo o valor da prestação subir para R$ 600 sem que o trabalhador tire mais dinheiro do próprio bolso.
A decisão caberá ao trabalhador, que não será obrigado a aderir a essa modalidade. Esse tipo de operação, no entanto, não está isento de riscos. Em vez de acumular o saldo no FGTS e usar o dinheiro para amortizar ou quitar o financiamento, como ocorre atualmente, o empregado terá bloqueados os depósitos futuros do empregador no Fundo de Garantia. O risco está no caso de demissão.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial









0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial