Produção de cevada cresce no Paraná para atender mercado cervejeiro
Instalação da Maltaria
Campos Gerais (PR) deve triplicar área de plantio nos próximos 5 anos;
qualidade do grão é essencial para garantir um bom malte
A expectativa é que a área cultivada triplique nos próximos 5 anos, especialmente com a instalação da Maltaria Campos Gerais, prevista para operar a partir de outubro de 2023. O empreendimento é uma parceria das cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Coopagrícola, Frísia e Castrolanda.
Paralelo
ao crescimento da área de plantio, crescem também as exigências com o padrão de
qualidade do grão da cevada e os investimentos feitos por produtores,
cooperativas e indústrias paranaenses. O grão da cevada, é de longe o cereal
mais importante na fabricação de cerveja, porque é com ele que se produz o
malte em um processo relativamente complexo, que pode ser chamado de maltagem
ou malteação. Só para ter um comparativo, 100 kg de grãos são transformados em
cerca de 78 kg de malte.
Cultura
tipicamente de inverno, o cultivo da cevada é mais forte nas regiões temperadas
do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde o clima favorece a produção
com qualidade para fazer cerveja. Estados como São Paulo e Goiás também cultivam
o cereal.
Para
que a produção se constitua em um negócio agrícola promissor, o produtor rural
que está nesta atividade deve ficar atento à qualidade do grão. O primeiro
passo está relacionado à questão da umidade do grão, pois a cevada é uma
cultura muito sensível às chuvas. A umidade em excesso faz com que o grão
germine e perca a qualidade.
Para
ter menos custos com secagem, a melhor opção é que a colheita seja realizada
quando as sementes atingirem a umidade entre 26% e 18%. Porém, para o armazenamento,
o grão precisa passar por secagem até atingir 13% de umidade. Já o malte
destinado à produção de cerveja deve conter no máximo 8% de umidade.
Qualidade dos grãos
Outro fator importante é com relação ao tamanho dos grãos, que devem ser homogêneos, grandes e com baixa porcentagem de quebrados. “Todas essas características são muito importantes para uma germinação rápida e igual das sementes no processo da fabricação de malte”, afirma o Especialista em Qualidade da Cooperativa Castrolanda, Joany Anthony Simão.
Joany
observa que o grão está relacionado à questão da qualidade do malte, por isso é
crucial que a colheita seja realizada dentro dos percentuais toleráveis de
umidade. “Se colher muito úmido, o grão vai germinar e toda safra poderá ser
comprometida”, explica. "É igual ao trigo. Se pegar um período longo de
chuva germina e perde a qualidade", compara Joany.
Segundo
ele, a Cooperativa Castrolanda está investindo em secadores para começar a
operar na safra de 2022. Essa estrutura vai permitir que a cooperativa faça
também a secagem do grão. Atualmente, fazemos apenas a classificação dos grãos
da cevada. "Vamos fazer a secagem e o beneficiamento para entregar o grão
à Cooperativa Agrária em condições de armazenagem, ou seja, com 13% de umidade.
A
Castrolanda recebe para classificação pelo menos 15 mil toneladas de cevada
produzidas em 3.300 hectares. A expectativa é dobrar a produção até o ano que
vem para atender a maltaria que está em obra. “Por isso estamos investindo em
secador, pois nossas projeções são de dobrar a produção brevemente, por conta
da Maltaria”.
Esses
requisitos, segundo Smolarek, são os principais motivos para que as maltarias,
cooperativas e produtores optem por utilizar os medidores de umidade de grãos
e, assim, garantir que seus produtos estejam em conformidade com os padrões de
qualidade e teores de umidade exigidos no processo de produção, que ocorre em
três etapas distintas: a maceração, a germinação e a secagem.
No
processo de secagem é fundamental a utilização do medidor de umidade de grãos
pois é responsável pela determinação do ponto de encerramento dos processos
químicos e biológicos, formando aroma, sabor e cor característica do malte.
A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) estima um crescimento expressivo da área de cevada até 2025, podendo triplicar e chegar a 100 mil hectares. A expectativa é de que a fábrica dos Campos Gerais tenha uma produção anual de 240 mil toneladas de malte, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention, Rafain Show Churrascaria, Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Maestro Thermas Park Hotel, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial
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| Paraná é maior produz de cevada do Brasil - Foto: Pixabay |
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A expectativa é que a área cultivada triplique nos próximos 5 anos, especialmente com a instalação da Maltaria Campos Gerais, prevista para operar a partir de outubro de 2023. O empreendimento é uma parceria das cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Coopagrícola, Frísia e Castrolanda.
Outro fator importante é com relação ao tamanho dos grãos, que devem ser homogêneos, grandes e com baixa porcentagem de quebrados. “Todas essas características são muito importantes para uma germinação rápida e igual das sementes no processo da fabricação de malte”, afirma o Especialista em Qualidade da Cooperativa Castrolanda, Joany Anthony Simão.
A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) estima um crescimento expressivo da área de cevada até 2025, podendo triplicar e chegar a 100 mil hectares. A expectativa é de que a fábrica dos Campos Gerais tenha uma produção anual de 240 mil toneladas de malte, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional.
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