Projeto de Inovação em Queijos Finos: Uma história de paixão, pesquisa e desenvolvimento na Região Oeste
Este é o terceiro ano do
Projeto de Queijos Finos do Biopark que já conta com 13 produtores que agregam
valor ao produto do campo
Para
constituir uma equipe para o laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e
Inovação (PDI) em Queijos Finos, o Biopark buscou referências internacionais,
como a Universidade Laval, do Québec, Canadá. “Na época, já tínhamos uma
tendência muito grande de trazer universidades de fora e assim conhecemos um
professor do Canadá que contratamos e veio dar o start do Projeto. Ele nos
ensinou a fazer queijos, ficou um tempo e assim começamos a desenvolver no
laboratório”, conta Carmen, grande entusiasta e apoiadora do projeto.
Do
início até hoje, o Programa continua sendo gratuito para os produtores que
recebem, além da tecnologia para a produção do queijo, um diagnóstico da
propriedade, auxílio na parte documental para registro do produto, suporte para
a estruturação da agroindústria, apoio para o desenvolvimento das embalagens,
mentorias especializadas, entre outros.
De produtora a
empreendedora
Produzir queijos com alto valor agregado é um caminho que leva à novas histórias de conquistas e empreendedorismo. “Existe uma Márcia antes e outra depois do Projeto de Queijos Finos do Biopark. Eu era uma produtora rural, hoje, sou também uma empreendedora diferenciada; com duas marcas de queijo consolidadas. A minha propriedade evoluiu e ainda tenho passos maiores para dar com a minha agroindústria em construção; quando estiver finalizada desenvolverei mais tipos de queijos”, comemora a produtora Marcia Seibert Ludwig, de Sede Alvorada (Cascavel), que produz os queijos finos tipo Gouda e Morbier Café.
Além
dela, já comercializam queijos do Projeto as produtoras Cirlei Rossi dos
Santos, de Toledo, com Morbier Café e Saint-Paulin, Elis Carla Colombi, de
Diamante D’Oeste, com o queijo tipo Saint-Paulin, e Gelir Giombelli com o Tomme
Negro D'Oeste. A Flor da Terra Queijos Finos, marca própria do Biopark, produz
os queijos tipo Brie, Camembert, Petit Brie Triplo Creme, Creme de Brie e
Cheddar D'Or. Ao todo, 13 produtores das cidades de Toledo, Cascavel, Assis
Chateaubriand, Entre Rios D´ Oeste, Palotina, Nova Santa Rosa, Mercedes e
Diamante D´Oeste, estão envolvidos com o Projeto – seja em fase de diagnóstico,
adequações ou transferência de tecnologia.
O
pesquisador do laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Queijos
Finos, Kennidy de Bortoli, que está no Projeto desde o início, ressalta que
além da valorização do leite, os produtores envolvidos continuam na propriedade
com a certeza que podem ganhar mais com o produto do campo. “Tenho muito
respeito com as produtoras e me emociono quando vejo tudo que foi construído em
apenas três anos e todo o potencial que ainda temos”, enfatiza.
Permanecer
na propriedade foi uma decisão da produtora Cirlei Rossi, que encontrou no
Projeto uma motivação familiar. “É uma oportunidade de aprendizagem para a
família inteira, fez com que eu, meu marido e meus filhos quiséssemos investir
no campo”, ressalta.
Atualmente,
36 tipos de queijos estão sendo desenvolvidos em Laboratório. De acordo com a
analista de PDI, Pâmela Schneider, o laboratório se preocupa com a realidade de
cada produtor. “A realidade do laboratório não é a mesma do produtor e nós
adequamos tudo que precisar, toda a estrutura da agroindústria quando já existe
e se não existe, nós ajudamos a estruturar. Esse é um grande diferencial”.
O
Programa de Queijos Finos do Biopark atua nas propriedades com o suporte dos
Responsáveis Técnicos (RT) que orientam os produtores na melhoria e
padronização do produto para manter o sabor e a qualidade dos queijos. Para
isso, o RT elabora, implanta e verifica a qualidade. A atenção ao prazo das
licenças, relatórios de produção, comercialização e o acompanhamento das
análises, validam a qualidade do produto.
O
processo de implantação e verificação da qualidade faz a diferença no produto
final. “Quando uma pessoa entra para o Projeto, não é apenas fazer o queijo,
temos que pensar tudo que cerca a produção do leite, desde a raça do animal, a
idade e a saúde por exemplo. Mostramos o lado sanitário e o que fazer para
melhorar a qualidade e aumentar a produção de leite”, acrescenta Carmen
Donaduzzi.
Todos
os queijos, antes de serem comercializados, passam por análises
microbiológicas, físico-químicas e sensoriais – esta última realizada por
analistas treinados pelo Biopark. “Os queijos são liberados somente depois de
passarem por todos os testes. Se não passar, o lote não vai para o mercado. Inclusive
porque na embalagem, tem o Selo de Qualidade do Biopark; isso significa que foi
analisado e que pode ser consumido com segurança”, explica Carmen.
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| Laboratório da Queijaria Flor da Terra, no Biopark 9 Foto: Michael Juliano/Biopark |
Publicado em 18/10/2022 - 8h58 - atualizado em 16/11/2022 - 0h30
Paixão,
pesquisa e desenvolvimento regional estão por trás da história do Projeto de
Queijos Finos do Biopark. O que no início era apenas um sonho, se tornou mais
um dos propósitos de vida dos empreendedores Carmen e Luiz Donaduzzi,
fundadores do Parque Tecnológico, localizado em Toledo. Com foco em promover a
produção de queijos com maior valor agregado na Região Oeste do Paraná, o
projeto leva tecnologia e inovação para o campo. “Nós conhecemos queijos finos
na França, por termos morado e estudado lá e assim tivemos essa ideia para a
Região que tem uma grande bacia leiteira. Criar vacas, tirar o leite e tratar
os animais todos os dias exige muito sacrifício e com o Projeto de Queijos
Finos do Biopark nós mudamos esse cenário; valorizamos e levamos inovação para
as propriedades”, explica Carmen Donaduzzi.Produzir queijos com alto valor agregado é um caminho que leva à novas histórias de conquistas e empreendedorismo. “Existe uma Márcia antes e outra depois do Projeto de Queijos Finos do Biopark. Eu era uma produtora rural, hoje, sou também uma empreendedora diferenciada; com duas marcas de queijo consolidadas. A minha propriedade evoluiu e ainda tenho passos maiores para dar com a minha agroindústria em construção; quando estiver finalizada desenvolverei mais tipos de queijos”, comemora a produtora Marcia Seibert Ludwig, de Sede Alvorada (Cascavel), que produz os queijos finos tipo Gouda e Morbier Café.
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| Marcia Ludwig: "Minha propriedade evoluiu" |
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| Gelir Giombelli com o Tomme Negro D'Oeste de sua produção |
Produção paranaense
De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), dados do último relatório do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), apontam que o Paraná produziu em 2020, 4,7 bilhões de litros de leite. O Estado é o segundo maior produtor do país, atrás apenas de Minas Gerais. Toledo é a segunda cidade que mais produziu, com 71.534.630 litros de leite, atrás de Marechal Cândido Rondon, com 74.944.350 litros. “Com relação à produção de queijos, é importante citar que uma matéria-prima de qualidade é a base para derivados de qualidade. Os indicadores microbiológicos e físico-químicos do leite no Paraná vêm melhorando ano após ano”, ressalta o médico veterinário do Deral/Seab, Thiago De Marchi.
Parceria que impulsiona o protagonismo no Oeste
Queijos premiados
Foto: Michael Juliano
Produção: Glarin Bif
Edição: Gabriela P. B. Dassi
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
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