Técnicos pedem vacinas para impedir que variantes sofram mutações
Casos de covid-19 crescem
em quatro estados
Diante do aumento de casos de covid-19, autoridades sanitárias internacionais estão em alerta. O registro de novos casos da doença tem a ver com o surgimento de novas subvariantes da Ômicron, BQ.1 e XBB. Segundo os primeiros estudos, elas podem ser mais transmissíveis e resistentes às barreiras vacinais.
O
mais recente Boletim InfoGripe Fiocruz sinaliza para o aumento nos casos de
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado laboratorial positivo
para Covid-19 na população adulta do Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do
Sul e São Paulo.
Segundo
o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ainda não é possível afirmar que
esse crescimento esteja relacionado especificamente com as identificações
recentes de novas sublinhagens identificadas em alguns pontos do país.
Em
alguns estados, o sinal é mais claro nas faixas etárias a partir de 18 anos. A
exceção é o Rio Grande do Sul, que apresenta essa tendência apenas nas faixas
etárias a partir de 60 anos.
“Como
os dados laboratoriais demoram mais a entrar no sistema, espera-se que os
números de casos das semanas recentes sejam maiores do que o observado nessa
atualização, podendo, inclusive, aumentar o total de estados em tal situação”,
disse o pesquisador da Fiocruz.
Crianças
Quando o recorte foi feito por capitais, a Fiocruz identificou maior predominância em crianças. As exceções são Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam crescimento nas faixas etárias acima de 60 anos.
Segundo
o médico Werciley Júnior, coordenador da Infectologia da rede Santa, em
Brasília, as crianças devem ser um foco de atenção importante. “Apesar da
doença em crianças ser uma forma normalmente leve, a gente tem dois aspectos. O
primeiro é que nelas, quando a forma é grave, há uma alta taxa de mortalidade.
O outro é que as crianças são carreadoras do vírus para dentro de casa. Se elas
estiverem imunizadas, vão diminuir muito sua capacidade de transmissão”,
alertou.
Ainda
segundo o médico infectologista, apesar de até o momento os casos no país serem
leves, registros positivos preocupam especialmente entre os não vacinados. O
especialista ressaltou que o grande medo da comunidade médica e de autoridades
sanitárias é que essa variante sofra uma nova mutação e fuja totalmente da
vacina causando doenças graves.
“A
gente sabe que a taxa de vacinação mais ou menos estacionou com duas doses. As
pessoas não estão fazendo a terceira dose que houve uma redução gigantesca”,
observou, acrescentando que esse público pode desenvolver formas graves da
doença.
Segundo
o médico, a vacina tem dois pontos importantes. O primeiro deles é proteger as
pessoas de modo que quem tiver a doença desenvolve a forma leve.
O
outro ponto é que, com anticorpos trazidos pela vacina “mesmo que parcialmente
funcionando”, o paciente infectado diminui a carga viral e não consegue
transmitir o vírus para a mesma quantidade de pessoas que transmitia sem a
imunização.
Proteção
Além da vacinação, o infectologista recomendou que pessoas com comorbidades voltem a usar máscaras de proteção facial, evitem aglomerações e, em caso de suspeita, façam o teste para evitar contaminação de outras pessoas.
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão, Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort & Convention,Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Soles Sushi, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial
Diante do aumento de casos de covid-19, autoridades sanitárias internacionais estão em alerta. O registro de novos casos da doença tem a ver com o surgimento de novas subvariantes da Ômicron, BQ.1 e XBB. Segundo os primeiros estudos, elas podem ser mais transmissíveis e resistentes às barreiras vacinais.
Quando o recorte foi feito por capitais, a Fiocruz identificou maior predominância em crianças. As exceções são Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam crescimento nas faixas etárias acima de 60 anos.
Além da vacinação, o infectologista recomendou que pessoas com comorbidades voltem a usar máscaras de proteção facial, evitem aglomerações e, em caso de suspeita, façam o teste para evitar contaminação de outras pessoas.
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