As muitas e grandes vantagens da energia solar coletada no espaço
Dilceu Sperafico*
A
eventual falta de áreas adequadas para a instalação de extensos conjuntos de
painéis solares e de ventos constantes para a geração de energia eólica, mesmo
em países com a extensão territorial do Brasil, já conta com alternativas
avançadas, sem a ocupação de terras férteis com aproveitamento no cultivo de
grãos e criação de animais.
Trata-se
do lançamento de usinas solares ao espaço, como acontece com os atuais
satélites, com transmissão usando microondas da energia gerada para equipamentos
instalados na superfície. Conforme especialistas, o tempo de ocupação de áreas
agrícolas com a construção e manutenção de hidrelétricas e/ou instalação de
painéis solares ou turbinas eólicas e mais ainda do uso de combustíveis fósseis
para a geração de eletricidade, para o bem da humanidade, está com os dias
contados.
De
acordo com estudos já concluídos, cada satélite equipado com geradores
fotovoltaicos poderá fornecer cerca de dois GW de energia à rede de
distribuição terrestre, com potência comparável a de atuais usinas nucleares,
sem riscos e problemas de sistemas tradicionais de produção de energia. Diante
disso, especialistas afirmam que parece bom demais para ser verdade, mas a
ideia de coletar energia solar no espaço só depende de decisão de governantes e
investidores.
Para
dirigentes da Space Energy Initiative (SEI), dos Estados Unidos, criada com
colaboração de acadêmicos e da indústria de energia, os primeiros painéis
solares espaciais poderão ser lançados já em 2035, pois a instituição está
trabalhando em projeto chamado Cassiopeia, que planeja colocar conjunto de
grandes satélites em órbita alta da Terra, onde uma vez instalados os
equipamentos colheriam energia solar e a enviariam à estações terrestres, com
potencial de produção quase ilimitado.
Entre os pesquisadores, há até os que afirmam que teoricamente, os painéis espaciais poderiam fornecer toda a energia elétrica consumida no do mundo em 2050, pois há espaço suficiente em órbita para satélites de energia solar e o suprimento de energia do Sol é muito vasto. Tanto que faixa estreita em torno da órbita geoestacionária da Terra recebe mais de 100 vezes a quantidade de energia solar por ano que toda a humanidade poderá consumir em 2050.
Prova
do potencial da nova geração de energia é que no início deste ano, a Inglaterra
já havia anunciado verba de três milhões de libras para o financiamento de
projetos de geração de energia solar baseada no espaço, após estudo de
engenharia de consultoria concluir que a tecnologia era viável.
Conforme
os especialistas, o funcionamento do novo sistema de tecnologia é simples, pois
os satélites seriam compostos por centenas de milhares de pequenos módulos
idênticos produzidos em fábricas na Terra e montados no espaço por robôs
autônomos, que também realizariam os serviços e manutenção. A energia solar
coletada pelos satélites seria convertida em ondas de rádio de alta frequência
e irradiada para antena retificadora na Terra, que as converteria em
eletricidade.
Na
superfície da Terra a luz do sol é difundida pela atmosfera, mas no espaço vem
diretamente do astro gerador, sem interferências, o que permite que o painel
solar colete mais energia. Diante dessa viabilidade, projetos semelhantes estão
em desenvolvimento em diversos outros países, por iniciativa do poder público e
da iniciativa privada.
*O autor é deputado federal eleito pelo
Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
E-mail:
dilceu.joao@uol.com.br
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Apoio: Acit, Ótica
Cristal, Prati-Donaduzzi, Essencial Modas, Imobiliária Plena, Restaurante
Filezão, Colégio Alfa Premium, Yara Country Clube, Junsoft, Oesteline, Toledão,
Tchibuum Natação e Hidro, Recanto Cataratas Thermas Resort &
Convention,Vivaz Cataratas Hotel & Resort, Marco das Três Fronteiras,
Parque Nacional do Iguaçu, Soles Sushi, Inglês Athus, Sicoob Meridional, Viação
Sorriso de Toledo, Sonomag Colchões, Sintomege, Sicredi Progresso PR/SP, Unimed
Costa Oeste, Primato Cooperativa Agroindustrial









0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial