IBGE: 32% dos solos do país têm potencial natural para a agricultura
País tem mais de 500
tipos de solos
Entre os mais de 500 tipos de solos existentes no Brasil, 29,6% tem boa e 2,3% muito boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola. Outros 33,5% apresentam potencialidade moderada, com problemas relativamente fáceis de serem corrigidos. As áreas com restrições significativas são 21,4% do território nacional e em 11% do país as áreas têm restrições muito fortes ao uso agrícola.
É
o que mostra o Mapa de Potencialidade Agrícola Natural das Terras do Brasil
divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), no Dia Mundial do Solo, data implementada pela Organização
das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
O
analista da pesquisa, Daniel Pontoni, destaca que o Brasil é um dos maiores
produtores de alimentos do mundo, o que demonstra a importância da publicação,
que é inédita. “Buscamos entender melhor o potencial agrícola do solo do Brasil
e suas limitações, fazendo uma análise não indicativa de uso, mas
interpretativa do solo e do relevo”.
Potencial natural
A publicação interpretou o potencial natural dos solos para a agricultura, a partir do mapeamento do IBGE, levando em consideração os recursos naturais, o solo e o relevo. O instituto destaca que os mais de 500 tipos de solos do Brasil foram classificados segundo características como textura, pedregosidade, rochosidade e erodibilidade, para definir se a terra tem potencialidade ou restrições ao desenvolvimento agrícola.
Os
locais com potencialidade moderada são as que têm relevos ligeiramente
acidentados e que exigem adequações para a agricultura, mas que são
relativamente fáceis de serem corrigidos. As áreas com restrições
significativas têm relevos mais acidentados, com problemas de fertilidade e
restrições de profundidade, o que pediria ações mais complexas de manejo
agrícola e uma agricultura especializada adaptada.
Já
a classificação de áreas com restrições muito fortes ao uso agrícola indica
locais com declividade muito acentuada, a presença de sais indesejáveis ou
restrições importantes de profundidade, o que exigiria ações muito
significativas e intensivas para tornar a terra adequada ao plantio.
Pontoni
explica que também foram classificadas assim as áreas de preservação ou
conservação em função da fragilidade do ambiente. “São locais onde a
agricultura pode levar à degradação”, afirma.
O
analista destaca ainda que o mapa não traz detalhamento local, apenas regional,
e que não foram levadas em conta as atribuições legais de áreas como, por
exemplo, as unidades de conservação do meio ambiente ou os territórios
indígenas ou quilombolas. “As áreas que possuem algum enquadramento ou
atribuição legal devem ser respeitadas de acordo com as leis estabelecidas”,
ressalta o analista.
Editoria: Wanderley Graeff e Karine Graeff
Ger. Administrativa: Luciane Graeff
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| Trabalho elencou potencial do solo em todo o país - Foto: CNA/Wenderson Araújo |
Entre os mais de 500 tipos de solos existentes no Brasil, 29,6% tem boa e 2,3% muito boa potencialidade ao desenvolvimento agrícola. Outros 33,5% apresentam potencialidade moderada, com problemas relativamente fáceis de serem corrigidos. As áreas com restrições significativas são 21,4% do território nacional e em 11% do país as áreas têm restrições muito fortes ao uso agrícola.
A publicação interpretou o potencial natural dos solos para a agricultura, a partir do mapeamento do IBGE, levando em consideração os recursos naturais, o solo e o relevo. O instituto destaca que os mais de 500 tipos de solos do Brasil foram classificados segundo características como textura, pedregosidade, rochosidade e erodibilidade, para definir se a terra tem potencialidade ou restrições ao desenvolvimento agrícola.
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