Com legislação rígida e investimento, Paraná alcança nível mais alto da qualidade do ar
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| Foto: Gilson Abreu/AEN |
No Paraná o ar é mais puro. De acordo com o Índice da Qualidade do Ar (IQar), estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em uma régua em que menos é mais, o Estado passou de 24 pontos em 2019 para 19,7 pontos em 2022. Com isso, ganhou a chancela de um ar bom, o nível mais alto da classificação e um dos melhores indicadores entre os poucos estados do País que fazem a medição qualitativa do ar.
A escala de valores segue critérios estabelecidos pela Resolução do Conama nº 491/2018, definidos pela OMS, revelando os níveis mais seguros à saúde humana para exposição de curto prazo, conforme a publicação Air Quality Guidelines Global Update 2005. A interpretação dos indicadores pode variar entre boa (0 a 40 IQar), regular (de 40 a 96), inadequada (acima de 96 a 144), ruim (maior que 144 até 200) e péssima (superior que 200).
O agente de execução e membro da equipe de Gerenciamento da Qualidade do Ar do IAT, João Carlos de Oliveira, explicou que as 11 estações de monitoramento existentes no Paraná emitem dados em tempo real, de minuto a minuto. Aparelhos instalados de acordo com a concentração de indústrias, refinarias, volume de veículos e atividades humanas. São duas em Curitiba (na Cidade Industrial e na Praça Ouvidor Pardinho), além de Cascavel, Araucária (duas no CSN e uma na Refinaria Presidente Getúlio Vargas-Repar), duas em Ponta Grossa e duas em São Mateus do Sul, na Petrosix (Unidade de Industrialização do Xisto da Petrobras).
MAIS INVESTIMENTOS
Melhoria da qualidade do ar e monitoramento adequado que seguem
recebendo investimento do Governo do Estado para manter o protagonismo do
Paraná. Bisognin revelou que o IAT vai aplicar na área R$ 15,8 milhões até o
fim deste ano, com recursos financiados pelo Banco Mundial. O valor será
destinado para instalação de novas estações de monitoramento fixas e
atualizações das existentes.
Em
média, o custo de instalação de cada central é de R$ 800 mil, com uma vida útil
estimada de dez anos. “Conseguimos fazer as aquisições ou as manutenções dos
aparelhos por meio da conversão de multas ambientais, além de próprio
equipamento do IAT”, disse.
A
mais nova aquisição tecnológica chegou nesta terça-feira (4). O equipamento se
chama BAM-1022, e é um analisador portátil, com tecnologia norte-americana.
Após a fase de testes, a equipe do Setor de Gerenciamento da Qualidade do Ar
irá utilizar o aparelho para fiscalizar os índices do ar em diferentes pontos
do Estado, graças à portabilidade do medidor.
NO
BRASIL
Qualquer pessoa pode ter acesso e acompanhar as medições nas estações
de monitoramento espalhadas pelo País. Para isso, basta acessar este site ou
baixar o aplicativo da plataforma MonitorAr, sistema criado e coordenado pelo o
Ministério do Meio Ambiente.
O
MonitorAr é atualizado em tempo real e permite navegação em mapa interativo,
com informações precisas dos 12 estados do Brasil vinculados ao programa. O
sistema permite aplicação de filtros por estados, cidades e proximidade
geográfica. Atualmente o Brasil possui 168 unidades de monitoramento ativas.
SAÚDE
SAÚDE
Dados epidemiológicos globais da OMS demonstram que a má qualidade do ar e a
exposição aos poluentes atmosféricos refletem no aumento dos casos de morbidade
e mortalidade, causados por problemas respiratórios e cardiovasculares,
principalmente para grupos de risco como crianças, idosos, pessoas com a
imunidade vulnerável e portadores de doenças respiratórias preexistentes.
Há
ainda os custos de atendimentos, medicamentos e internações, decorrentes da
poluição do ar que impactam nos cofres públicos. Além disso, a poluição
atmosférica também pode causar prejuízos estruturais decorrente das chuvas
ácidas.
De
acordo com o Ministério do Meio Ambiente, a gestão da qualidade do ar tem como
objetivo garantir que o desenvolvimento socioeconômico ocorra de forma
sustentável e ambientalmente segura. Para tanto, se fazem necessárias ações de
prevenção, combate e redução das emissões de poluentes e dos efeitos da
degradação do ambiente atmosférico. Lição que o Paraná aprendeu há mais de 40
anos.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722 - vivertoledo@gmail.com
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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