Unioeste inicia digitalização do acervo do Museu Willy Barth
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| Foto: Carlos Rodrigues |
Uma cooperação técnica, científica e cultural entre o município de Toledo, por meio da Secretaria da Cultura e o Núcleo de Pesquisa e Documentação sobre o Oeste do Paraná (Cepedal) da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) Campus de Marechal Cândido Rondon, irá viabilizar a higienização, catalogação e digitalização de aproximadamente 5 mil fotografias e outros 15 mil documentos que fazem parte da história de Toledo e hoje estão armazenados no Museu Histórico Willy Barth.
A preservação do acervo de documentos históricos envolve a conversão do
suporte físico impresso para o meio digital, por meio de ações de higienização
e catalogação do acervo. Caberá às duas instituições dar publicidade às
atividades das ações do Convênio para que possa beneficiar o maior número
possível de alunos, pesquisadores, pessoas interessadas na consulta do acervo
do Museu Histórico Willy Barth e ao público em geral, sempre exclusivamente
para fins educacionais, culturais, científicos, ficando vedado o uso para finalidade
econômica.
O
prefeito Beto Lunitti ressaltou ao falar para o grupo de acadêmicos e
professores presentes que ao digitalizar e manusear esses documentos eles
estarão mexendo com a alma, a vida e a história de pessoas. “E quando fazemos
tudo isso, conseguimos compreender a dimensão do passado, do presente e do
futuro”. Beto elogiou e disse ser necessário ter gratidão para aqueles que
foram os “precursores do seu tempo" e que em Toledo existe uma cultura
muito forte de valorização da nossa história. Nesse sentido, ao se referir aos
pioneiros, orientou: “queremos que esses homens e mulheres possam ser
eternizados em uma tecnologia”, fazendo menção ao processo de digitalização
documental iniciado pela Unioeste.
“Nós
queremos digitalizar o passado, a história, e colocar isso à disposição das
pessoas. Esperamos que as pessoas possam ter Toledo como uma cidade inteligente
que possa mostrar a hora que se quer, da forma que se pode, a chegada dos 15
primeiros pioneiros em 27 de março de 1946”, exemplificou Lunitti ao anunciar as
possibilidades futuras de manuseio do acervo histórico.
O
diretor geral da Unioeste Campus de Marechal Cândido Rondon, Davi Félix
Schreiner, destacou a importância da memória na formação do cidadão e dos
futuros profissionais. “Esse convênio foi realizado de forma bem dialógica
entre o nosso pessoal e a equipe da Secretaria da Cultura de Toledo. Esse é um
trabalho muito importante a ser feito. A partilha da memória é feita por
pessoas e essa é uma das dimensões centrais deste convênio, essa sinergia de unir
forças e produzir uma biblioteca virtual para que as pessoas possam visualizar,
aprender, rememorar e portanto possam conhecer melhor sua própria trajetória,
do município e de como os processos históricos se fazem é extremamente
importante”, frisou Schreiner.
O
momento, para a secretária de Cultura de Toledo, é histórico. “Nós estamos
extremamente felizes com esse momento. É uma ação importante da política de
memória e patrimônio desenvolvida pela Secretaria da Cultura. É uma ação que
vai reverberar em Toledo, pois teremos a possibilidade de ter todo o acervo
documental do Museu Histórico Willy Barth digitalizado por meio da tecnologia.
É o primeiro passo para a modernização do Museu e disponibilização desse acervo
para a comunidade. Todo o acesso a esse material poderá produzir novas
pesquisas sobre a cidade, por isso entendemos que Toledo está em festa nesse
momento por essa valorização expressiva da cultura e memória de nossa cidade”,
exaltou Rosselane.
O
professor Rodrigo Paziani informou que o trabalho de higienização dos materiais
já teve início na última semana após finalizado o processo de seleção dos
acadêmicos do Curso de História que darão atenção exclusiva ao convênio.
Gabriela Suemi Matsumi Rodrigues, do 4º ano, e Renato da Silva Severino, do 1º
ano. “Nós já recebemos aproximadamente 600 fotografias da cidade, nosso
trabalho será de receber esses materiais, higienizar com equipamentos
adequados, vamos fazer uma primeira catalogação e depois a digitalização com um
scanner de alta resolução adquirido em função do convênio que capta as imagens
com muita qualidade e depois serão convertidos em arquivos digitais, que junto
com uma catalogação digital, será transformado num material que poderá se
transformar num banco de dados digital para alimentar a rede da Secretaria da
Cultura. Isso possibilitará o acesso facilitado. Esse projeto deve levar de um
ano e meio a dois anos para ser concluído. Esperamos, nesse período, devolver
ao cidadão toledano toda a riqueza da história da cultura da localidade”,
enfatizou o coordenador.
Ele
disse ainda que os acadêmicos estão empolgados em dar andamento ao projeto.
“Cada foto vem de uma família, então não mexemos só com os documentos, mas com
a memória de pessoas. Fico muito feliz em poder participar. Essa é uma
oportunidade única de se aproximar dessas histórias e fazer parte desse
processo de registro e construção do armazenamento dessa história”, declarou a
acadêmica Gabriela Rodrigues.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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