Agricultura prevê aumento de 38% na safra de grãos, estimada em 46,85 milhões de toneladas
A safra de grãos 2022/2023 no Paraná está estimada em 46,85 milhões de toneladas em uma área de 10,84 milhões de hectares, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os dados estão na Previsão Subjetiva da Safra, divulgada nesta quinta-feira (25), e representam uma redução de 1% na área e um aumento de 38% no volume comparativamente à safra 2021/2022.
SOJA
Nesta semana, a colheita da soja foi finalizada nos 5,78 milhões de hectares
cultivados, e o produtor agora foca em comercializar a oleaginosa. Assim como
nas outras culturas, os preços registraram queda. Enquanto, no mesmo período de
2022 os produtores recebiam R$ 178,00 pela saca de 60 kg, na última semana o
valor médio foi de R$ 122,00 – 31% a menos.
Cerca
de 43% da safra de 22,3 milhões de toneladas foi comercializada, índice abaixo
do ritmo de safras anteriores, que, em média, já superavam 65% nesta fase, de
acordo com o analista do Deral Edmar Gervásio.
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MILHO – A colheita da primeira safra de milho chegou a 98% dos 385,3 mil hectares plantados. Segundo Gervásio, a produtividade é de de 9.934 kg por hectare, considerada ótima. Estima-se um volume de 3,83 milhões de toneladas, 1,7% acima das estimativas iniciais, e 29% superior na comparação com a safra 2021/2022. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 43,00 pela saca de 60kg, 46% a menos do que o recebido no mesmo período do ano passado, R$ 80,00, em média.
O
plantio da segunda safra já foi concluído e, na análise do Deral, observa-se
bom desenvolvimento e boa perspectiva de produção, ainda que as condições
climáticas, com baixo volume de chuvas, preocupem os agricultores. A
expectativa é que sejam produzidas 14,13 milhões de toneladas em uma área de
2,43 milhões de hectares, o que indica aumento de 6% no volume e redução de 11%
na área comparativamente à safra 2021/2022.
FEIJÃO
MILHO – A colheita da primeira safra de milho chegou a 98% dos 385,3 mil hectares plantados. Segundo Gervásio, a produtividade é de de 9.934 kg por hectare, considerada ótima. Estima-se um volume de 3,83 milhões de toneladas, 1,7% acima das estimativas iniciais, e 29% superior na comparação com a safra 2021/2022. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 43,00 pela saca de 60kg, 46% a menos do que o recebido no mesmo período do ano passado, R$ 80,00, em média.
Nesta semana, a colheita da segunda safra de feijão chegou a 26% da área de
299 mil hectares. A falta de chuvas pode comprometer a produtividade, em
especial nas áreas que estão em fase de floração (8%) e frutificação (42%).
“Porém, até o momento atual, o feijão colhido é considerado de boa qualidade”,
explica o economista do Deral Methodio Groxko. Está prevista uma produção de
553,5 mil toneladas do produto.
Na
última semana, o preço médio recebido pelo produtor foi de R$ 286,00 por saca
de 60 kg para o feijão de cores e R$ 198,00 por saca de 60 kg para o feijão
preto. Os dois tipos estão apresentando quedas nos preços em relação à média do
mês de abril de 2023, com uma redução de 21% para ambos. Segundo o economista,
a redução se justifica pela ampla oferta do grão em outros estados, além da
queda no consumo de feijão a nível nacional.
TRIGO
TRIGO
Estima-se a produção de 4,55 milhões de toneladas de trigo em 1,38 milhão de
hectares na safra 2022/2023, segundo o Deral. Essa área é 13% superior a do
ciclo 2021/2022, e a produção supera em 33% o volume colhido na safra anterior.
Cerca de 58% da área estimada está plantada. Os triticultores receberam, em
média, R$ 66,00 pela saca de 60 kg na última semana. No mesmo período do ano
passado, o valor era de R$ 98,00, redução de quase 33%.
MANDIOCA
A falta de chuvas também desfavoreceu a colheita de mandioca. Cerca de 40% da
área estimada em 135,2 mil hectares está colhida. A produção da safra 2022/2023
deve atingir aproximadamente 3,22 milhões de toneladas, 17% a mais do que no
ciclo anterior. Já a área é 10% maior. Quanto aos preços, não houve alteração
significativa no último ano. Segundo Groxko, os produtores receberam, em média,
R$ 760,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria na última semana,
enquanto, no ano passado, o valor médio era de R$ 756,00.
OLERICULTURA
OLERICULTURA
O relatório do Deral também apresenta as estimativas iniciais da safra de
cebola no Paraná para o ciclo 2023/2024. Estima-se que a cultura ocupe uma área
de 3,1 mil hectares, 4,5% menor do que a registrada na safra 2022/2023, quando
a cebola ocupou 3,2 mil hectares. Cerca de 15% da área está plantada. A
produção prevista é de 105,8 mil toneladas, 1,5% abaixo das 107,4 mil toneladas
colhidas na safra 2022/2023, segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade. A
safra de batata tem aproximadamente 98% da área de 10,9 mil hectares plantada,
enquanto 38% está colhida.
A
primeira safra de tomate do ciclo 2022/2023 tem 98% dos 2,4 mil hectares
colhidos e prevê-se um volume de 145,1 mil toneladas. A comercialização está
avançada, e apenas 1,7% do produto ainda está com os agricultores. Na segunda
safra, 36% de 1,6 mil hectares estão colhidos, e 5% da área ainda aguarda
semeadura. Estima-se a produção de 95,8 mil toneladas, 4% a mais do que na
safra anterior. “Com a ausência de chuvas, os plantios evoluíram somente 4% no
último mês, entretanto os cultivos ainda apresentam bom desenvolvimento”,
explica o engenheiro agrônomo.
BOLETIM
AGROPECUÁRIO
O Deral divulgou também nesta quinta-feira mais um Boletim de
Conjuntura Agropecuária. Além da análise dos principais grãos produzidos no
Estado e da olericultura, o texto traz informações sobre a bovinocultura de
corte, a exportação de mel e a produção de cogumelos.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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