Com apoio do Tecpar, Estado reforça ações para combater mortandade de abelhas
![]() |
| Foto: Hedeson Alves/TECPAR |
O Governo do Estado reforçou as ações para combater novos casos de mortandade de abelhas nos campos do Paraná. As investigações feitas pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), que buscam descobrir as causas das mortes repentinas em colmeias e apiários e prevenir novas ocorrências, agora contam com o apoio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar).
INVESTIGAÇÃO
O gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende, explica que após o
fiscal da agência visitar o local onde ocorreu a morte das abelhas e coletar
amostras do material é solicitada a análise que vai identificar ou não a
presença de resíduos de agrotóxicos.
A
partir do laudo emitido pelo Tecpar, começa outra parte da investigação. “Caso
o laudo comprove a presença de agrotóxicos, a Adapar vai analisar como
aconteceu a mortandade, e identificar os responsáveis”, afirma Rezende.
Ele
diz que o trabalho é realizado a partir de consultas ao Sistema de
Monitoramento do Comércio e Uso de Agrotóxicos do Estado do Paraná (Siagro),
visitas a propriedades vizinhas e conversas com os produtores, por exemplo.
“Somente essa análise completa é capaz de responder de que maneira a
contaminação das abelhas aconteceu”, acrescenta.
CAUSAS
De acordo com a Adapar, uma das principais causas da mortandade de abelhas é
o mau uso de agrotóxicos. Os danos podem acontecer por meio da deriva – quando,
durante a pulverização, o produto cai fora do alvo e atinge locais ou agentes
fora da produção, causando danos econômico e ambiental – ou ainda por meio do
uso em desacordo com a recomendação da bula.
Isso
acontece principalmente pela aplicação de determinados produtos durante a fase
de florada das lavouras, quando as abelhas costumam visitar outras
propriedades, e acabam sendo contaminadas por agrotóxicos. “A mortalidade de
abelhas é um indicador de que problemas ambientais estão acontecendo. Se o
produtor identificar mortalidade massiva de abelhas, pode procurar uma unidade
da Adapar no seu município”, alerta Rezende.
PREVENÇÃO
PREVENÇÃO
A aplicação de agrotóxicos precisa obedecer às normas legais e técnicas, para
que o produto utilizado atinja o alvo correto, atue de forma efetiva na lavoura
e seja evitada a ocorrência de deriva – que acontece quando o agrotóxico
aplicado atinge locais indesejados, como lavouras vizinhas, parreiras de uva e
colônias de abelha.
Os técnicos da Adapar aproveitam o momento de pré-safra para conversar com os responsáveis técnicos que estão recomendando os produtos e também orientam os aplicadores sobre os cuidados com o equipamento de aplicação que vai fazer a pulverização. A Adapar está sempre disponível para orientar, também, sobre questões legais que envolvem a aplicação de agrotóxicos.
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR









0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial