Alerta para sintomas da dengue e importância do tratamento adequado
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| Foto: SESA |
A médica infectologista Raquel Monteiro de Moraes passou dez dias com febre alta com início súbito, extremo cansaço, dor nos ossos e articulações. O diagnóstico: dengue. Ela foi infectada pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Estes são sintomas comuns, mas existem outros que podem se manifestar, como dor de cabeça e atrás dos olhos, perda do paladar e apetite, náuseas e vômitos, tonturas, manchas e erupções avermelhadas na pele.
Dengue grave
A dengue grave inicia com os mesmos sintomas da dengue leve, e com o
término da febre surgem os sinais de alarme. Estes, normalmente, ocorrem entre
o 3º e 5º dia. Esse período é chamado de crítico para dengue. Tratados
corretamente, a maioria dos casos evolui para cura.
Os
sinais de alarme incluem dores abdominais fortes e contínuas, vômitos
persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e
gengivas, sonolência, agitação e confusão mental (principalmente em crianças),
sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e
perda de consciência.
No
caso da Raquel, a doença se desenvolveu para a dengue com sinais de alarme,
causando sangramento gengival e dor intensa abdominal. “Fiquei muito assustada.
Nunca imaginei que passaria por um quadro assim. Isso foi há dois meses e
espero nunca mais ter de sentir esses sintomas”, afirmou.
Em
caso de suspeita de dengue, a indicação é procurar a unidade de saúde mais
próxima. O tratamento é iniciado já na suspeita do caso, não sendo necessário
aguardar o resultado laboratorial (biologia molecular ou sorologia) positivo
para iniciar o protocolo. A hidratação é uma das medidas mais eficazes para que
pacientes suspeitos de dengue previnam consequências graves da doença.
Ações
Ações
No Paraná foram confirmados 35.433 casos e 21 óbitos. Para o enfrentamento à
doença, a Sesa não mede esforços no controle de arboviroses com a ampliação de
recursos, capacitação de pessoal, distribuição de medicamentos, abertura de
leitos, campanhas audiovisuais e constante monitoramento do quadro
epidemiológico.
Uma
das iniciativas foi a antecipação do pagamento do Programa Estadual de
Fortalecimento da Vigilância de Saúde (Provigia), num valor de R$ 9 milhões, a
todos os municípios. O recurso pode ser utilizado para compra de medicamentos e
insumos, além de outras demandas voltadas para o combate da dengue, zika e
chikungunya
Prevenção
Prevenção
Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, além da zika e chikungunya, que
também são transmitidas pelo mesmo mosquito. A maior parte dos focos do
mosquito está nos domicílios, por isso algumas ações da população são tão
importantes no enfrentamento à doença.
Confira:
Não deixar água parada, eliminando os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evitando desta forma a procriação.
Não
acumular água em pratos de vasos de plantas. Colocar areia fina até a borda do
pratinho.
Não
juntar vasilhas e utensílios que possam acumular água (tampinha de garrafa,
casca de ovo, latinha, embalagem plástica e de vidro, copo descartável) e
guardar garrafas vazias de cabeça para baixo.
Entregar
pneus velhos ao serviço de limpeza urbana. Caso precisa mantê-los, guarde em
local coberto.
Deixar
a tampa do vaso sanitário sempre fechada.
Limpar
frequentemente as calhas e a laje das casas.
Manter
a água da piscina sempre tratada com cloro e limpar uma vez por semana.
Preservar
o quintal limpo, recolhendo o lixo e detritos em volta das casas.
Não
jogar lixo em terrenos baldios, construções e praças.
Permitir
sempre o acesso do agente de combate a endemias em sua residência ou
estabelecimento comercial.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
Confira:
Não deixar água parada, eliminando os locais onde o mosquito nasce e se desenvolve, evitando desta forma a procriação.
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