Campanha mundial de segurança alimentar alerta para perdas de grãos
Data criada pela ONU
chama a atenção de produtores das indústrias a adotarem padrões de segurança de
alimentos ao longo da cadeia produtiva
O desperdício de grãos na cadeia de produção e distribuição é um dos grandes obstáculos para a segurança alimentar no mundo. Para despertar a conscientização sobre este tema, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) criou em 2018 o Dia Mundial da Segurança Alimentar, celebrado durante toda esta semana, com o objetivo de chamar a atenção e inspirar ações que ajudem a prevenir e detectar riscos de origem alimentar.
Neste
ano, o tema escolhido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e
Agricultura (FAO/OMS) foi “Padrões alimentares salvam vidas”, um alerta para
que produtores rurais e a indústria adotem padrões de segurança de alimentos ao
longo da cadeia produtiva.
O
teor de umidade dos grãos acima dos índices preconizados pelo Ministério da Agricultura
e Pecuária (Mapa), as pragas ocorridas na lavoura e o déficit de armazenagem
são os principais problemas que contribuem para a perda de grãos. Só para ter
ideia, na safra recorde de grãos de 2022/2023 o déficit da capacidade de
armazenagem de grãos ultrapassou 118 milhões de toneladas, conforme estimativa
da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Estima-se que no Brasil cerca de 20% de toda colheita seja perdida devido a
esses problemas.
Controle da umidade
O teor de umidade é determinante no ataque de fungos, responsáveis pela formação de bolor e mofo, o que causa fermentação dos grãos, resultando em grandes perdas. “O problema com os fungos acontece de forma mais acentuada durante o período de armazenamento, por isso é importante que os grãos passem por um processo de secagem, para que sejam guardados com a umidade devidamente controlada”, enfatiza o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, empresa paranaense detentora da marca Motomco de medidores de umidade de grãos.
Segundo
ele, a umidade tem sido causa de preocupação entre muitos produtores rurais,
especialmente na fase de estocagem de grãos. “Normalmente, a boa colheita
determina o sucesso de uma safra, mas o produtor precisa estar atento às
condições do grão na hora de entregá-lo ao comprador final”, afirma o
engenheiro agrônomo, acrescentando que para o armazenamento adequado, o teor de
umidade dos grãos não deve ser maior do que 13% ou menor do que 12%,.
“Há
situações em que os grãos têm que ser guardados em armazéns até a finalização
do processo de comercialização e, essas transações podem durar meses. Daí a
necessidade da conservação dos grãos com todas as suas características e
qualidades”, afirma Smolareck,
Preços
O armazenamento dos grãos para o consumo interno é suficiente. No entanto, quando os produtores desejam armazenar seus grãos para vendê-los em um momento mais favorável, a capacidade de estocagem se mostra insuficiente, o que obriga os produtores a comercializá-los o mais rápido possível devido à baixa capacidade estática.
O
fomento deste setor é importante, pois permite que os produtores comercializem
seus produtos em um momento mais oportuno em termos de preços. Quando a soja ou
o milho são adequadamente estocados, eles podem ser armazenados por até um ano.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR
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| Brasil tem problemas com a armazenagem de grãos |
O desperdício de grãos na cadeia de produção e distribuição é um dos grandes obstáculos para a segurança alimentar no mundo. Para despertar a conscientização sobre este tema, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) criou em 2018 o Dia Mundial da Segurança Alimentar, celebrado durante toda esta semana, com o objetivo de chamar a atenção e inspirar ações que ajudem a prevenir e detectar riscos de origem alimentar.
O teor de umidade é determinante no ataque de fungos, responsáveis pela formação de bolor e mofo, o que causa fermentação dos grãos, resultando em grandes perdas. “O problema com os fungos acontece de forma mais acentuada durante o período de armazenamento, por isso é importante que os grãos passem por um processo de secagem, para que sejam guardados com a umidade devidamente controlada”, enfatiza o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da Loc Solution, empresa paranaense detentora da marca Motomco de medidores de umidade de grãos.
O armazenamento dos grãos para o consumo interno é suficiente. No entanto, quando os produtores desejam armazenar seus grãos para vendê-los em um momento mais favorável, a capacidade de estocagem se mostra insuficiente, o que obriga os produtores a comercializá-los o mais rápido possível devido à baixa capacidade estática.
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