Primato projeta R$ 1 bi de investimento e faturamento de R$ 6 bi para os próximos anos
Cooperativa comemora 26 anos atuando em 150 municípios e com planejamento bem definido para os próximos dez anos
Por Wanderley Graeff - Viver Toledo
Terceira maior empresa de Toledo, faturamento
projetado em 2023 de R$ 1,6 bilhão, investimentos previstos da ordem de R$ 1 bilhão para os
próximos anos e faturamento futuro estimado em R$ 6 bilhões. Com atuação em 150
municípios dos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, a
Primato Cooperativa Agroindustrial comemora o excelente momento em todas as
suas vertentes de atuação ao celebrar os seus 26 anos de fundação, transcorridos
no dia 15 de julho.
Garantir
a segurança em todos os ângulos de operação da cadeia produtiva diante de um
quadro de incertezas do mercado de então. Sintetizando em uma frase, foi assim
que 29 produtores de suínos e leite de Toledo e região se uniam
em torno um objetivo em comum e constituíram a Primato Cooperativa
Agroindustrial. A semente dos mais
nobres princípios do ideal cooperativo foi lançada em meio ao solo fértil do
trabalho incansável do homem do campo e vingou de maneira vigorosa e bem
nutrida nas regiões de atuação da cooperativa, que estão entre as mais ricas no contexto da
produção agropecuária do Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
“É
um momento de celebrar o presente, com os olhares atentos ao planejamento rumo
ao futuro, mas também de gratidão aos 29 cooperados que iniciaram a Primato,
num período em que a região passava por grandes dificuldades e o cooperativismo
foi visto mais uma vez como uma solução”, diz o presidente do Conselho de
Administração, Anderson Leo Sabadin. Ao lado do diretor Executivo Juliano Millnitz, ele recebeu o diretor e editor do Viver Toledo.
Eles comentaram sobre o legado do cooperativismo nas regiões de atuação da Primato e comentaram o planejamento da cooperativa, que inclui a abertura de várias novas unidades de negócios, nova indústria de rações e um frigorífico.
Viver Toledo – Qual é a análise do
momento da cooperativa?
Sabadin – A Primato tem uma história de forte trabalho focado em diversificar para crescer, gerando renda ao produtor cooperado que é a razão da existência da cooperativa. Em tão pouco tempo, construímos grande credibilidade e confiança e constantemente somos comparados a cooperativas que têm o dobro de anos de existência, mas temos que ter a humildade de saber que o aprendizado é constante e diário, e também que temos que ser a solução que gera renda e valor ao nosso cooperado.
Viver Toledo – Do ponto de partida,
com suínos e leite, aos dias atuais, como foi essa trajetória?
Sabadin - Estando mais próximos do produtor, a gente entende melhor as suas necessidades, tendo como objetivo solucioná-las, para tornar a vida dele mais prática.
Há
poucos anos ampliamos para a agricultura e passamos a receber milho e soja.
Hoje, a Primato possui um quadro com mais de 100 profissionais, entre
agrônomos, zootecnistas e veterinários. O objetivo é fazer com que o árduo
trabalho realizado pelo produtor seja facilitado, por meio de novas tecnologias
e como consequência uma melhor renda.
Isso tudo tem vínculo direto com o nosso produtor, que é quem tem que ser homenageado nestes 26 anos e são aqueles que acreditaram e que constroem a Primato no seu dia a dia.
Viver Toledo - Como resumir a
relação da cooperativa com o cooperado?
Sabadin – A gente sempre diz que a Primato só existe por demanda do produtor e, assim, ela se fortalece cada vez mais como a melhor opção para o homem do campo. Nos momentos iniciais foi com o leite e a suinocultura, depois a parte agrícola, nos últimos anos entramos na avicultura e na piscicultura, mas também não podemos esquecer que a Primato é parceira do produtor de frutas e hortaliças, da ovelha, do borrego, e também com o projeto de gado de corte, Então, tudo o que o produtor faz com qualidade, com o suporte da nossa área técnica, a Primato se aproxima, elimina o intermediador e compra, aumentando a renda para ele.
Viver Toledo – Como a Primato
conduz o conceito da máxima diversificação, com propriedades mais
autossustentáveis?
Sabadin - A Primato vem agregando atividades e parte do princípio da transformação, que é pegar o milho, a soja, o sorgo, o trigo, e transformar em proteína animal, em carne e leite. E a razão disso é que se agrega maior valor na pequena propriedade, a maioria delas de pequeno porte, com cinco alqueires, dez alqueires. Cerca de 75% das propriedades dos nossos cooperados se enquadram no Pronaf, gerando renda que movimenta a economia das cidades, com reflexos no comércio, na saúde, no setor imobiliário e no turismo. Esse é o princípio de tudo envolvido na Primato, onde estou há 24 anos e isso está na essência de todos os presidentes que nos antecederam - o Edemar Rockembach, o Moacir Scuzziato, o Ilmo Welter.
Viver Toledo – No processo de transformação
dos grãos qual é a realidade da Primato?
Sabadin - A gente industrializa em torno de 20 mil toneladas/mês de grãos. Deveríamos ter tranquilamente mais umas seis unidades de recebimento para dar vazão às necessidades das nossas indústrias. Adquirimos recentemente uma unidade de grãos em Vitorino, temos uma em Verê que também produz ração e lá temos também uma indústria de produção de premix mineral atendendo às necessidades do produtor com tecnologia e valor agregado, e que manipula inclusive, como a planta de Toledo, medicamentos. É uma indústria fármaco voltada à pecuária.
A
região Sudoeste é extremamente produtiva e a Frimesa, da qual a Primato é uma
das donas, possui uma unidade em São João, de forma que a intenção de dobrar a
produção lá.
Além disso, temos a unidade industrial em Dourados, uma região forte também na produção de leite, setor que estamos fomentando no Mato Grosso do Sul.
Viver Toledo - Qual é o impacto
regional da atuação da Frimesa, da qual a Primato é uma das donas?
Sabadin - O frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand, inaugurado há poucos meses, vai chegar este mês a 4 mil cabeças ao dia, e em dezembro a 7,5 mil cabeças/dia. Isso tudo, somado à grande produção das unidades de Medianeira e de Marechal Cândido Rondon e à necessidade de mais grãos que serão transformados em ração para alimentar esses suínos, dá uma dimensão do crescimento da atividade e seu impacto em toda a região.
Isso
já nos leva ao debate no âmbito do Conselho da Frimesa em torno do grande
movimento da rodovia entre Toledo e Assis, e a necessidade de planejamento para
o futuro quanto à logística de transporte, que inclui o modal ferroviário
melhor estruturado, chamando a atenção das autoridades para essa realidade.
Viver Toledo – A produção evoluiu
muito e Toledo apresenta extraordinárias conquistas, como maior produtor de
alimentos do Paraná. Como a cooperativa avalia esse contexto todo?
Sabadin - É um orgulho extraordinário. Eu sou produtor também e vejo o quanto o homem do campo trabalha, não diferente de outras profissões, mas ele não tem feriado, os animais não têm dia para ficar doentes; no frio, na chuva ou no calor o nosso produtor está nesse processo diariamente. E essas conquistas sucessivas de Toledo vêm envolvidas num processo de transformação. Toledo não é reconhecido somente por produzir milho e soja, Toledo transforma, industrializa. E é isso o que a Primato faz.
Viver Toledo – Dê um exemplo
prático da agregação de valor.
Sabadin – Note: o coeficiente nosso de agregação de valor num saco de milho e soja, passando por dentro da Primato, está na casa de duas e meia a três vezes o valor da saca. Então, quando a gente transforma a soja e o milho em tilápia, em frango ou em leite por meio da industrialização dos alimentos para os animais, isso faz com que a riqueza fique aqui. Esse é o grande diferencial da nossa cooperativa. Hoje nós temos três indústrias fazendo esse processo da transformação, em Toledo, Verê e Dourados-MS, gerando renda para o produtor e para os municípios onde estamos instalados.
Viver Toledo – A questão ambiental hoje é um tema indissociável para a produção rural. Como você avalia esse tema?
Sabadin - Esse é um compromisso que nós produtores devemos ter e ele se torna mais perceptível quando se vê claramente o ganha-ganha. Eu cuido da preservação, eu cuido da água, mas eu tenho benefício imediato? Muitas vezes não, mas temos que evoluir para um contexto que gere renda e benefícios para o produtor no curto e longo prazo. O agro mudou, agregou valor. O zelo, o planejamento estratégico do agro com a preservação vai colocar o Brasil entre as potências do mundo e temos que ter um olhar firmemente voltado a esse tema.
Viver Toledo - A sustentabilidade das propriedades, em especial as pequenas, passa pela diversificação. Como a Primato trata essa questão?
Sabadin – A Primato iniciou com leite e suínos, para assegurar a comercialização da produção. Num segundo momento ela passou a abrir lojas veterinárias e agropecuárias, depois a sua indústria de alimentos para animais, com o que começou a agregar valor à produção de grãos. Estamos numa fase de multiplicação de genética. A Primato tem sítios que produzem as fêmeas e nós temos o melhor resultado dentro do grupo Frimesa, seja na conversão de ração para cada quilo de carne suína, ou na qualidade alimentar que temos na vacada de leite, produzindo um leite de valor agregado para produzir um queijo de alta qualidade. Os queijos da Frimesa são premiados e reconhecidos entre os melhores do Brasil.
Isso
faz também com que a Primato avance em outras frentes. Ampliamos o alojamento
de frango. Na piscicultura, é a mesma coisa. O campo é nosso, a ração é
produzida e temos marca própria de tilápia.
Temos o projeto da bovinocultura de corte que prevê um frigorífico. Entregamos um bezerro no padrão que queremos, angus, black, red, e esse angus termina em 16, 18 meses e vai para o nosso varejo. E isso é percebido pelo nosso consumidor, que nota que a Primato tem padrão de carne de qualidade.
Viver Toledo – Como a cooperativa mira os mercados para a destinação dos seus produtos e como isso impacta no produtor?
Sabadin - O produtor vai percebendo que à medida que conquistamos novos mercados, agregamos valor, conseguindo preços melhores, até chegar na ponta em que a gente vai remunerar melhor o produtor e dar a ele, mesmo em momentos de crises, como ocorre com a suinocultura em que a Primato não corta nenhum produtor, mantém uma estabilidade, de tal forma que ela protege o seu produtor e ele tem tranquilidade para seguir em frente. A Primato trava o preço da ração para o nosso produtor. Travando o custo, nós gerenciamos o risco.
Viver Toledo – Quais são os principais pontos do planejamento da Primato para os próximos anos?
Sabadin – Inicialmente, estamos dobrando a produção da suinocultura. Para isso, precisamos ampliar o recebimento que é hoje de 20 mil toneladas/mês de grãos e precisamos de mais para sustentar a produção das nossas fábricas.
Também
prevemos para os próximos anos um frigorífico de bovinos. É um projeto que está
sendo estudado, com uma boa antecedência, tudo dentro de um planejamento
estruturado e baseado em demandas do mercado.
A Primato atende as demandas do produtor, é ele quem faz com que a gente precise evoluir. Temos trabalhado de maneira profissional para cada vez gerar mais confiança ao homem do campo.
Um dos desafios do campo é conciliar produção com sustentabilidade ambiental. Como a Primato trabalha essa questão?
Sabadin – Temos várias frentes de atuação, como a qualidade da água utilizada no campo, que vai refletir no conceito com que o mercado internacional vai olhar para os nossos produtos.
Temos
um investimento de R$ 10 milhões para a produção de energia solar para
abastecer a todas as nossas unidades, o que vai gerar uma economia substancial.
Ao mesmo tempo, desenvolvemos o projeto estratégico de geração de biogás e biometano,
e em breve, biofertilizantes, que dá solução ao sério problema ambiental dos
dejetos nas propriedades. Em nossa parceria com a MWM, já temos caminhão
rodando com biometano e em breve toda a nossa frota, cerca de 100 caminhões
rodará com esse combustível, abastecida nas propriedades dos cooperados. Ou
seja, o caminhão vai levar a ração, lá ele abastece e deixa lucro para o
produtor. Ao mesmo tempo, prevemos, provavelmente para o próximo ano, um posto
para abastecimento de veículos movidos a biometano e temos tratativas para um
ponto de partida de ônibus do transporte coletivo rodar também com biometano.
Então, são novos negócios para a região que surgem dentro do conceito da sustentabilidade, indissociável para a qualidade final do trabalho do produtor e da cooperativa.
Investimentos previstos até 2033
- Abertura da primeira unidade da Primato Credi
- Fortalecer a Universidade Corporativa Primato
- Implantar o Programa de Excelência em Gestão e a meritocracia
- Fortalecer o cooperativismo por meio da organização do quadro social e fomento da sucessão familiar
- Melhoria da unidade de Dourados (MS) com barracão de armazenagem e sistema dinâmico de paletes
- Unidade de recebimento de cereais em Concórdia do Oeste (Toledo)
- Casa do Produtor em Concórdia do Oeste (Toledo)
- Nova linha de produção de ração animal (bovinos) em Verê
- Unidade de recebimento de cereais em Linha Mandarina (Toledo)
- Casa do Produtor em Linha Mandarina (Toledo)
- Unidades de recebimento de cereais (Mato Grosso do Sul e Sudoeste do Paraná)
- Casa do Produtor (Mato Grosso do Sul e Sudoeste do Paraná)
- Ampliação da unidade de recebimento de cereais de Toledo
- Nova unidade industrial de rações de suínos e peixes em Toledo
- Nova indústria de ração de bovinos em Dourados (MS)
- Frigorífico de bovinos
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| Anderson Sabadin e Juliano Millnitz, na conversa com Wanderley Graeff: futuro em construção - Foto: Josimar Bussolaro/Primato |
Eles comentaram sobre o legado do cooperativismo nas regiões de atuação da Primato e comentaram o planejamento da cooperativa, que inclui a abertura de várias novas unidades de negócios, nova indústria de rações e um frigorífico.
Sabadin – A Primato tem uma história de forte trabalho focado em diversificar para crescer, gerando renda ao produtor cooperado que é a razão da existência da cooperativa. Em tão pouco tempo, construímos grande credibilidade e confiança e constantemente somos comparados a cooperativas que têm o dobro de anos de existência, mas temos que ter a humildade de saber que o aprendizado é constante e diário, e também que temos que ser a solução que gera renda e valor ao nosso cooperado.
Sabadin - Estando mais próximos do produtor, a gente entende melhor as suas necessidades, tendo como objetivo solucioná-las, para tornar a vida dele mais prática.
Isso tudo tem vínculo direto com o nosso produtor, que é quem tem que ser homenageado nestes 26 anos e são aqueles que acreditaram e que constroem a Primato no seu dia a dia.
Sabadin – A gente sempre diz que a Primato só existe por demanda do produtor e, assim, ela se fortalece cada vez mais como a melhor opção para o homem do campo. Nos momentos iniciais foi com o leite e a suinocultura, depois a parte agrícola, nos últimos anos entramos na avicultura e na piscicultura, mas também não podemos esquecer que a Primato é parceira do produtor de frutas e hortaliças, da ovelha, do borrego, e também com o projeto de gado de corte, Então, tudo o que o produtor faz com qualidade, com o suporte da nossa área técnica, a Primato se aproxima, elimina o intermediador e compra, aumentando a renda para ele.
Sabadin - A Primato vem agregando atividades e parte do princípio da transformação, que é pegar o milho, a soja, o sorgo, o trigo, e transformar em proteína animal, em carne e leite. E a razão disso é que se agrega maior valor na pequena propriedade, a maioria delas de pequeno porte, com cinco alqueires, dez alqueires. Cerca de 75% das propriedades dos nossos cooperados se enquadram no Pronaf, gerando renda que movimenta a economia das cidades, com reflexos no comércio, na saúde, no setor imobiliário e no turismo. Esse é o princípio de tudo envolvido na Primato, onde estou há 24 anos e isso está na essência de todos os presidentes que nos antecederam - o Edemar Rockembach, o Moacir Scuzziato, o Ilmo Welter.
Sabadin - A gente industrializa em torno de 20 mil toneladas/mês de grãos. Deveríamos ter tranquilamente mais umas seis unidades de recebimento para dar vazão às necessidades das nossas indústrias. Adquirimos recentemente uma unidade de grãos em Vitorino, temos uma em Verê que também produz ração e lá temos também uma indústria de produção de premix mineral atendendo às necessidades do produtor com tecnologia e valor agregado, e que manipula inclusive, como a planta de Toledo, medicamentos. É uma indústria fármaco voltada à pecuária.
Além disso, temos a unidade industrial em Dourados, uma região forte também na produção de leite, setor que estamos fomentando no Mato Grosso do Sul.
Sabadin - O frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand, inaugurado há poucos meses, vai chegar este mês a 4 mil cabeças ao dia, e em dezembro a 7,5 mil cabeças/dia. Isso tudo, somado à grande produção das unidades de Medianeira e de Marechal Cândido Rondon e à necessidade de mais grãos que serão transformados em ração para alimentar esses suínos, dá uma dimensão do crescimento da atividade e seu impacto em toda a região.
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| Frigorífico da Frimesa em Assis Chateaubriand: Primato é uma das donas |
Sabadin - É um orgulho extraordinário. Eu sou produtor também e vejo o quanto o homem do campo trabalha, não diferente de outras profissões, mas ele não tem feriado, os animais não têm dia para ficar doentes; no frio, na chuva ou no calor o nosso produtor está nesse processo diariamente. E essas conquistas sucessivas de Toledo vêm envolvidas num processo de transformação. Toledo não é reconhecido somente por produzir milho e soja, Toledo transforma, industrializa. E é isso o que a Primato faz.
Sabadin – Note: o coeficiente nosso de agregação de valor num saco de milho e soja, passando por dentro da Primato, está na casa de duas e meia a três vezes o valor da saca. Então, quando a gente transforma a soja e o milho em tilápia, em frango ou em leite por meio da industrialização dos alimentos para os animais, isso faz com que a riqueza fique aqui. Esse é o grande diferencial da nossa cooperativa. Hoje nós temos três indústrias fazendo esse processo da transformação, em Toledo, Verê e Dourados-MS, gerando renda para o produtor e para os municípios onde estamos instalados.
Viver Toledo – A questão ambiental hoje é um tema indissociável para a produção rural. Como você avalia esse tema?
Sabadin - Esse é um compromisso que nós produtores devemos ter e ele se torna mais perceptível quando se vê claramente o ganha-ganha. Eu cuido da preservação, eu cuido da água, mas eu tenho benefício imediato? Muitas vezes não, mas temos que evoluir para um contexto que gere renda e benefícios para o produtor no curto e longo prazo. O agro mudou, agregou valor. O zelo, o planejamento estratégico do agro com a preservação vai colocar o Brasil entre as potências do mundo e temos que ter um olhar firmemente voltado a esse tema.
Viver Toledo - A sustentabilidade das propriedades, em especial as pequenas, passa pela diversificação. Como a Primato trata essa questão?
Sabadin – A Primato iniciou com leite e suínos, para assegurar a comercialização da produção. Num segundo momento ela passou a abrir lojas veterinárias e agropecuárias, depois a sua indústria de alimentos para animais, com o que começou a agregar valor à produção de grãos. Estamos numa fase de multiplicação de genética. A Primato tem sítios que produzem as fêmeas e nós temos o melhor resultado dentro do grupo Frimesa, seja na conversão de ração para cada quilo de carne suína, ou na qualidade alimentar que temos na vacada de leite, produzindo um leite de valor agregado para produzir um queijo de alta qualidade. Os queijos da Frimesa são premiados e reconhecidos entre os melhores do Brasil.
Temos o projeto da bovinocultura de corte que prevê um frigorífico. Entregamos um bezerro no padrão que queremos, angus, black, red, e esse angus termina em 16, 18 meses e vai para o nosso varejo. E isso é percebido pelo nosso consumidor, que nota que a Primato tem padrão de carne de qualidade.
Viver Toledo – Como a cooperativa mira os mercados para a destinação dos seus produtos e como isso impacta no produtor?
Sabadin - O produtor vai percebendo que à medida que conquistamos novos mercados, agregamos valor, conseguindo preços melhores, até chegar na ponta em que a gente vai remunerar melhor o produtor e dar a ele, mesmo em momentos de crises, como ocorre com a suinocultura em que a Primato não corta nenhum produtor, mantém uma estabilidade, de tal forma que ela protege o seu produtor e ele tem tranquilidade para seguir em frente. A Primato trava o preço da ração para o nosso produtor. Travando o custo, nós gerenciamos o risco.
Viver Toledo – Quais são os principais pontos do planejamento da Primato para os próximos anos?
Sabadin – Inicialmente, estamos dobrando a produção da suinocultura. Para isso, precisamos ampliar o recebimento que é hoje de 20 mil toneladas/mês de grãos e precisamos de mais para sustentar a produção das nossas fábricas.
A Primato atende as demandas do produtor, é ele quem faz com que a gente precise evoluir. Temos trabalhado de maneira profissional para cada vez gerar mais confiança ao homem do campo.
Um dos desafios do campo é conciliar produção com sustentabilidade ambiental. Como a Primato trabalha essa questão?
Sabadin – Temos várias frentes de atuação, como a qualidade da água utilizada no campo, que vai refletir no conceito com que o mercado internacional vai olhar para os nossos produtos.
Então, são novos negócios para a região que surgem dentro do conceito da sustentabilidade, indissociável para a qualidade final do trabalho do produtor e da cooperativa.
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| Caminhão da Primato: movido a biometano |
- Abertura da primeira unidade da Primato Credi
- Fortalecer a Universidade Corporativa Primato
- Implantar o Programa de Excelência em Gestão e a meritocracia
- Fortalecer o cooperativismo por meio da organização do quadro social e fomento da sucessão familiar
- Melhoria da unidade de Dourados (MS) com barracão de armazenagem e sistema dinâmico de paletes
- Unidade de recebimento de cereais em Concórdia do Oeste (Toledo)
- Casa do Produtor em Concórdia do Oeste (Toledo)
- Nova linha de produção de ração animal (bovinos) em Verê
- Unidade de recebimento de cereais em Linha Mandarina (Toledo)
- Casa do Produtor em Linha Mandarina (Toledo)
- Unidades de recebimento de cereais (Mato Grosso do Sul e Sudoeste do Paraná)
- Casa do Produtor (Mato Grosso do Sul e Sudoeste do Paraná)
- Ampliação da unidade de recebimento de cereais de Toledo
- Nova unidade industrial de rações de suínos e peixes em Toledo
- Nova indústria de ração de bovinos em Dourados (MS)
- Frigorífico de bovinos











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