As boas notícias dos investimentos no transporte ferroviário do Paraná
Dilceu
Sperafico*
É muito motivador saber que o Paraná, como
maior produtor, transformador e exportador de alimentos do mundo está
investindo recursos públicos e privados, através de concessões, no transporte
ferroviário, visando a redução de custos para todos segmentos envolvidos, como
produtores, comerciantes e consumidores. Com isso, a economia do Estado ganhará
novo impulso, beneficiando setores produtivos e trabalhadores urbanos e rurais.
Atualmente, para nossa preocupação, um
conjunto ferroviário transportando grãos de soja, milho, carnes de frangos e
suínos ou derivados, partindo do Oeste do Paraná leva mais de semana de viagem
para chegar ao Porto de Paranaguá, a cerca de 600 quilômetros de distância.
Após embarque da carga em navio, esses produtos levam mais um mês para chegar
ao destino final, até porque a China e outros países distantes, estão entre os
maiores importadores.
Para se ter a ideia das desvantagens do
agronegócio brasileiro, na questão do custo de transporte em relação aos demais
concorrentes, como Estados Unidos e Europa, nesses países nenhuma carga de
grãos, farelos e proteínas de animais, é transportada em caminhões por mais de
30 quilômetros, sendo transferida para trens e navios, com custo muito menor,
até os portos de exportação. No Brasil chega-se ao absurdo de transportar trigo
e milho do Sul do País até o Nordeste de caminhões, por estradas a beira do
mar.
Conforme autoridades e técnicos do próprio
Governo do Estado, cargas de grãos e carnes em trens que partem de Cascavel,
onde está o único ponto de embarque da região, devido a problemas do modelo de
trilhos da Estrada de Ferro Paraná Oeste (Ferroeste), levam quase uma semana
para chegar a Guarapuava, a 250 quilômetros de distância, que é apenas a metade
do percurso até o Porto de Paranaguá. Para piorar a situação, o trecho
restante, com muitos aclives, declives e curvas da Serra do Mar, foi implantado
com projeto ainda mais deficiente.
O projeto que deverá transformar o transporte
ferroviário do País, beneficia o Paraná,
Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, envolvendo Governo Federal, Governo do
Estado e iniciativa privada, com cerca de 1,5 mil quilômetros de extensão,
desde Paranaguá, no Paraná, até Maracaju, no Mato Grosso do Sul, além de ramais
de Cascavel a Foz do Iguaçu e Santa Catarina, o que significa atender as
necessidades e interesses de algumas das maiores regiões produtoras,
transformadoras e exportadores de alimentos do Brasil.
Atualmente, o Paraná conta com malha
ferroviária de 2,4 mil quilômetros, dos quais 2.039 quilômetros concedidos pelo
Governo Federal e 248,5 km do Governo Estadual. Os produtos mais conduzidos
pelo modal até o Porto de Paranaguá são soja e milho em grãos, farelo e óleo de
soja e carnes frigorificadas. No retorno ao Oeste do Estado, os vagões trazem
combustíveis, cimento, fertilizantes, calcário e produtos em geral, com
benefícios que serão muito ampliados com os novos investimentos.
*O
autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do
Estado
E-mail: dilceu.joao@uol.com.br
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR


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