Toledo encerra ano epidemiológico com redução de 74,87% nos casos de dengue
A Secretaria de Saúde de Toledo (SMS)
divulgou, na manhã desta sexta-feira (4), os números finais do ano
epidemiológico 2022/2023 da dengue. Entre 1º de agosto do ano passado até esta
segunda (31/7), o município registrou 1.105 casos (1.096 autóctones e 9
importados) da doença, 74,87% a menos do que na temporada 2021/2022 (4.397).
Houve também redução de 50% no número de
óbitos (de 2 para 1) e de 54,67% (de 5.231 para 2.371) no de notificações, isto
é, a quantidade de pessoas com sintomas da doença (manchas avermelhadas na
pele, dor abdominal, febre, dor no corpo, cansaço, entre outros) que procuraram
os serviços de saúde. Estes números sofrerão poucas mudanças, pois havia, até o
fim de julho, apenas um paciente aguardando resultado de exames.
Quase metade dos casos (550) estão concentrados em seis comunidades: Santa Clara IV (206), Europa (99), Industrial (73), Panorama (66), Centro (60) e Facchini (46). O município também registrou um caso autóctone e dois importados de febre chikungunya, doença também transmitida pelo Aedes aegypti.
BalançoA secretária de Saúde, Gabriela Kucharski,
entende que os números do boletim não são pequenos, mas não foram grandes o
suficiente para se caracterizar um quadro de epidemia. “Não chegamos a esta
condição de epidemia graças aos esforços conjuntos e os trabalhos de prevenção
desenvolvidos pelo Setor de Controle e Combate às Endemias. Ao todo, foram 276
ações realizadas durante o ano epidemiológico, muitas em parceria com outros
setores, como a Secretaria do Meio Ambiente e o Comitê de Enfrentamento à
Dengue e demais doenças, que envolve toda a sociedade”, avalia.
Gabriela reforça que foi essa soma de
esforços trouxe um cenário avaliado como positivo, pois todas as mobilizações
resultaram também no envolvimento da comunidade toledana. “Tivemos muitas
denúncias de focos e locais com possíveis criadouros, todas elas atendidas
pelos ACEs [agentes de combate às endemias] e demais órgãos fiscalizadores”,
relata.
A secretária disse ainda que para este novo
ciclo epidemiológico será dada continuidade às ações de prevenção, juntamente
com as parcerias intersetoriais, pois existe a previsão de um ano com maior
incidência de casos. “Vamos continuar contando com a população na vistoria dos
quintais, eliminando possíveis criadouros e novamente sairmos vitoriosos contra
o mosquito transmissor da dengue e de outras doenças”, reforça.
Dessa forma, a SMS, por meio do setor de
Controle e Combate às Endemias, reforça o pedido para a população redobrar as
ações de combate e prevenção ao mosquito nos imóveis onde mora e trabalha,
impedindo que este se reproduza em locais onde a água pode acumular, tais como
vasos, pneus, garrafas, calhas, plantas, entre outros lugares.
Também recomenda às pessoas que apresentarem sintomas de dengue a procurarem imediatamente atendimento de saúde, evitando os quadros mais graves da doença. Outro ponto fundamental para frear a disseminação da dengue em nosso município, é fundamental a realização das vistorias pelos ACEs nos imóveis – por isso, quando baterem em sua casa, facilite o trabalho deles e siga todas as orientações que forem dadas.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
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