Paraná é o estado que mais realiza consultas de pré-natal pelo SUS
O Paraná é o estado que
mais realizou consultas de pré-natal por gestante neste ano, segundo o Sistema
de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do governo federal. Os dados
mostram que 86,10% das grávidas paranaenses passaram por sete consultas ou mais
pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O monitoramento do número de consultas de
pré-natal é feito de forma contínua e está previsto no Plano Estadual de Saúde
do Paraná, com o objetivo de garantir uma atenção às gestantes de qualidade e
em tempo oportuno.
LINHA DE CUIDADO
A Linha de Cuidado
Materno Infantil é composta por um conjunto de ações para assegurar às
gestantes o acesso, o acolhimento e a resolutividade, por meio de um modelo de
atenção voltado ao pré-natal, parto e nascimento seguros. As ações garantem à
criança o crescimento e desenvolvimento saudáveis nos seus dois primeiros anos
de vida. A Linha de Cuidado também prevê estrutura de sistema logístico, que
inclui transporte sanitário e regulação de leitos para as usuárias.
“Uma das diretrizes da Linha de Cuidado estabelece que todas as gestantes paranaenses devem realizar no mínimo sete consultas durante o pré-natal. A meta é maior do que a estabelecida pelo Ministério da Saúde, que recomenda no mínimo seis consultas”, afirmou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.
As estratégias estão
dispostas na Linha Guia Materno Infantil que está na 8ª edição e orienta sobre
a organização das ações e serviços em saúde, com a finalidade de melhorar a
assistência materno infantil.
INDICADORES
Os indicadores
apresentados pelo Paraná são resultado da implantação de princípios da Linha de
Cuidado: captação precoce da gestante (até 12 semanas de gestação);
estratificação de risco da gestação; acompanhamento no pré-natal, com no mínimo
sete consultas e garantia de realização de exames e atendimento na Atenção
Ambulatorial Especializada (AAE) para as gestantes de risco intermediário e
alto risco; vinculação da gestante ao hospital de referência e atenção ao
parto, conforme risco gestacional; atenção ao puerpério e atendimento ao
recém-nascido; planejamento sexual e reprodutivo, e promoção à saúde.
AUMENTO DE RECURSOS
Somente no ano passado, a
Sesa adquiriu 14 sistemas e equipamentos de ultrassom, dois conjuntos de
endoscópicos, torre de laparoscopia e 20 computadores para os Núcleos de
Vigilância Epidemiológica Hospitalar. Também houve repasse de recursos
diretamente aos municípios para compra de ultrassons destinados à Atenção Primária à Saúde (APS) somando R$
18,6 milhões.
Além disso, aumentou o
repasse para parto de risco habitual (de R$ 200,00 para R$ 400,00 por parto),
partos de risco intermediário (de R$ 320,00 para R$ 640,00 por parto) e partos
de alto risco (de R$ 100 mil/mês para R$ 120 mil ou R$ 130 mil/mês para cada
hospital). Anualmente, os repasses somavam cerca de R$ 7,6 milhões para estes
serviços. Agora ultrapassam R$ 13,2 milhões – acréscimo de mais de R$
5.591.560,00, ao seja, 82%.
Para qualificar ainda
mais o serviço, o Estado também investiu na bolsa de pós-graduação de
enfermagem obstétrica, ofertada pela Escola de Saúde Pública do Paraná (ESPP),
passando de R$ 399,6 mil (10 bolsas) para R$ 492,7 mil, e especialização em
enfermagem obstétrica, com previsão orçamentária de R$ 267,3 mil para 40
alunos, durante todo o curso. Ao todo, são mais de R$ 760 mil em
especializações.
ACOMPANHAMENTO
A Estratificação de Risco
da Gestação e a Estratificação de Risco da Criança ao Nascer identifica fatores
de risco durante a gestação e após o nascimento para que gestantes, puérperas e
neonatos para que estejam no local certo, no tempo adequado, sendo atendidos
pela equipe mais preparada, com acompanhamento contínuo da Atenção Primária à
Saúde.
A estratificação de risco
da gestação determina o local de realização do pré-natal, seja na APS para as gestantes
de risco habitual ou de forma compartilhada com a Atenção Ambulatorial
Especializada (AAE) para as aquelas de risco intermediário e alto risco. Do
mesmo modo, a estratificação determina a referência para o nascimento,
tratamento clínico ou situações de urgência e emergência.
Outro aspecto importante
é a utilização da Carteira da Gestante em consonância com a Linha Guia e
Cadernos de Atenção à Saúde (recém-nascido de risco, agente comunitário de
saúde, aleitamento materno, primeiro ano de vida, pré-natal de risco habitual,
pré-natal de alto risco e toxoplasmose) servindo como instrumento norteador das
ações da Rede. É nela que são registrados os principais achados e condições da
gestante durante o pré-natal, parto e puerpério.
OUTRAS AÇÕES
Há ainda mais ações de
destaque. O monitoramento do Near Miss Materno, caracterizado por quadros
graves ou gravíssimos de morbidades relacionadas à gestação, parto ou
puerpério, está inserido nessa Linha de Cuidado e tem como objetivo coletar e
disseminar dados gerados rotineiramente pelos notificadores dos três níveis de
atenção.
Já a Atenção Hospitalar
(AH), Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e Atenção Primária à Saúde (APS)
destina-se a apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das
informações da Linha de Cuidado Materno Infantil nas Regionais de Saúde e
municípios dos casos identificados.
Outro destaque é a
Estratégia de Qualificação do Parto (EQP), que apoia técnica e financeiramente
os hospitais e maternidade onde ocorrem os nascimentos no Estado. Os recursos
financeiros destinados a incentivar a participação dos estabelecimentos de
saúde nesta estratégia possibilitam que esses serviços sejam fortalecidos em
recursos humanos e técnicos, com objetivo de garantir o acesso e a qualidade do
atendimento.
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
Rua Três de Outubro, 311 – S. 403- Vila Industrial
CEP 85.904-180 – Toledo-PR




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