O Oeste do Paraná e a agregação de valores da produção animal
Dilceu Sperafico*
Não foi por acaso que o
Brasil se consolidou como principal produtor, transformador e exportadores de
alimentos, desde grãos até proteínas animais e peixes, do mundo inteiro. Para
isso uniu extensão territorial, clima favorável, terra fértil, topografia
adequada, pesquisa e tecnologia, evolução, vocação e tradição da categoria
produtora, natureza preservada, sustentabilidade da atividade, capacidade e
consciência de produtores, pesquisadores e técnicos, representação política
conhecedora de suas tarefas e responsabilidades e confiança de consumidores e
importadores do mundo inteiro.
Não por acaso, portanto,
o Brasil tem rebanho de bovinos e plantel de galinhas maiores do que sua
população humana. Se somados aos rebanhos de suínos, ovinos e outros animais
domésticos, os plantéis totalizam 1,9 bilhão de cabeças, além de quantidade
incalculável de peixes e abelhas. Essas criações produzem muito mais do que
população consome como alimentos, bebidas, tecidos e couros. Os plantéis
animais são muito numerosos, ainda mais se comparados com a população humana do
País, que soma 203 milhões de habitantes, residentes especialmente nas capitais
e regiões metropolitanas dos Estados.
Conforme recente Pesquisa
da Pecuária Municipal, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), quase todo rebanho animal brasileiro é formado por bois, vacas,
galinhas e frangos, totalizando 1,8 bilhão de cabeças. Esse número é cerca de
nove vezes maior do que o de habitantes humanos do País e maior do que a
população de qualquer outra nação do mundo, mesmo sem considerar também os
rebanhos brasileiros de suínos, codornas, cabras e ovelhas, que são mais
numerosos do que a população dos municípios brasileiros.
Como já destacamos, a
produção de origem animal é muito maior do que o volume de alimentos e bebidas
consumidos pela população ou de matérias-primas para a fabricação de roupas e
calçados, além de outros subprodutos. Do gado bovino, por exemplo, além da
carne e do couro, se consome grande variedade de outros produtos, como
biodiesel, fertilizantes, produtos de higiene e até gelatinas.
Exemplo da extensão,
tradição e evolução da pecuária brasileira está no Oeste do Paraná, que
concentra potencialidades, qualidade, diversidade, expressão e transformação da
criação de animais no Brasil. A região detém o 1º lugar nacional em rebanho de
suínos, plantel de frangos e produção de tilápias. Toledo está no topo do
ranking brasileiro em rebanho, abate e exportação de suínos e Nova Aurora
lidera a produção de tilápias.
Na criação de suínos, a
produção da região cresceu 3,2% em 2021, chegando a 42,5 milhões de cabeças,
recorde da série histórica. O município com o maior rebanho foi, mais uma vez,
Toledo, com 869,2 mil cabeças. A piscicultura da região chegou a 559 mil
toneladas e 4,7 bilhões de reais no valor de produção. A tilápia continua
liderando o setor, representando 39,7% ou 2,7 bilhões de reais do valor da
produção primária.
*O autor é deputado federal pelo Paraná
e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
E-mail:
dilceu.joao@uol.com.br
Viver Toledo - Ano 14
Editoria: Wanderley Graeff, Karine Graeff e Juninho Graeff
(45) 98801-8722
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