77% dos municípios do Paraná tiveram saldo positivo na geração de empregos em 2023
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| Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN |
Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, com 36,8 mil habitantes, teve um salto gigantesco na geração de empregos. A instalação do maior frigorífico da América Latina, no final de 2022, propiciou um importante movimento no mercado de trabalho da cidade no ano passado. O crescimento de um ano para outro foi de 769%, com um saldo que passou de 284 vagas em 2022 para 2.464 em 2023, o que fez com que o município figurasse na oitava colocação no ranking de empregabilidade do Estado.
MERCADO AQUECIDO
Desde que foi anunciada a
construção do frigorífico da Frimesa, que recebeu investimento de R$ 1,3 bilhão
e deve gerar até 8,5 mil empregos diretos e indiretos, o município de Assis
Chateaubriand começou a se preparar para receber o grande contingente de
trabalhadores que se deslocariam para atender essa demanda.
“Sabíamos que muita gente viria de fora,
inclusive de outros estados, porque a demanda por mão de obra iria crescer
muito. Logo no início já nos planejamos para ampliar a oferta de serviços
públicos, para iniciar a construção de moradias, escolas, unidades de saúde,
entre outros equipamentos. Tivemos um grande apoio do Governo do Estado para
entregar esses projetos”, destaca o prefeito de Assis Chateaubriand, Valter
Correia.
“Tudo isso, junto à operação do frigorífico,
trouxe esse movimento ao mercado de trabalho, porque é um ciclo positivo. A
construção de uma grande indústria ajuda a ampliar o comércio, a construção
civil, o setor de serviços. Vimos tudo isso crescer no último ano”.
Quem também vê a movimentação no mercado de
trabalho é a cidade de Carambeí, nos Campos Gerais. O município, com 23.283
habitantes, teve um crescimento de 314% no saldo de vagas entre 2022 e 2023,
passando de 241 postos formais para 999 de um ano para o outro. A confirmação
de novas indústrias nos arredores da cidade, como a construção de uma fábrica
de garrafas de vidro da Ambev e de uma maltaria capitaneada pela Agrária, com a
participação de outras cinco cooperativas paranaenses.
“Essas empresas estão em construção entre
Carambeí e Ponta Grossa, mas contratando um grande volume mão de obra do nosso
município”, explica o secretário municipal de Desenvolvimento de Carambeí,
Pedro Meijer. “Estamos em um momento de transição por aqui. Sempre tivemos uma
grande vocação para a agropecuária, que é um setor que não impacta muito no
saldo de empregos, porque o trabalhador circula muito entre as propriedades.
Agora ganhamos um grande parque industrial, que demanda um número alto de mão
de obra”.
Segundo Meijer, enquanto as unidades fabris
ainda estão em implantação, o setor mais impactado é o da construção civil. Os
dados do Caged confirmam esse movimento, já que este foi o setor que mais
empregou no município no ano passado, com um saldo 471 vagas, mais que o dobro
que os serviços (224), que geralmente é o que mais gera empregos.
Assim que as indústrias iniciarem a produção,
a tendência é migrar o fluxo de mão de obra, com a necessidade de contratar
mais trabalhadores técnicos, salienta o secretário. “Nossa perspectiva é muito
boa, por isso já iniciamos a qualificação dos trabalhadores. Investimos cerca
de R$ 1 milhão em cursos de capacitação em parceria com o Senai. E isso será
muito bom, porque são empregos qualificados, que vão transformar ainda mais a
economia do nosso município”, completa.
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